Capítulo Cinquenta e Nove:

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Música: Atlantic Starr - Always.

Vou colocar o nome das músicas para quem se interessar, na verdade já deveria ter colocado desde o início, mas estarei disponibilizando no próximo capítulos todas elas. Obrigada mais uma vez pelo carinho.

***

Theo acordou meio perdido na cama, sentiu a falta do corpo de Jade, levantou-se, vestiu-se para ir até a delegacia e saiu de seu quarto a procura de sua esposa, com certeza ela estaria no quarto dos filhos.
Estava certo, parou ao ouvir sua mãe perguntar a ela:
-Jade, posso te perguntar uma coisa?
-Claro Olívia, claro que pode, sempre.
-Você concordou realmente com o fato de Theo fazer a vasectomia? Ou foi só por causa de tudo o que você passou e pelo sofrimento dele ao vê-la naquela situação? Afinal você sempre quis ter uma família grande. — Ele ouviu Jade suspirar antes de responder.
-Ah, Olívia, eu entendo o lado dele sabe, imagino o quanto ele sofreu ao me ver daquele jeito sofrendo para trazer nosso filhos ao mundo, tendo que recorrer a ajuda de Murilo para empurrá-los, já que nem forças eu tinha, depois eu inconsciente, demorando para acordar, eu entendo que ele tenha medo de que tudo se repita se houver uma nova gestação, claro que eu adoraria engravidar novamente, eu amei ficar grávida. Mas, se ele acha que vai ser melhor, eu aceito, afinal, ele sempre abriu mão de tanta coisa por mim, sempre fazendo tudo para me agradar, não custa eu retribuir dessa vez.
-Eu acho que estou entendendo, mas não acha essa decisão precipitada? Será que não seria o caso de vocês pensarem melhor nisso? Sei lá, acho que uma decisão dessas, tomada no calor da emoção, é radical demais.
-Não sei Olívia, vamos deixar assim por enquanto, eu vou apoiar o que o Theo decidir. — Theo ficou pensativo com o que ele ouviu, será que estava impondo essa decisão a sua mulher? Será que sua mãe não tinha razão e isso não seria precipitado?

Ele se encostou no batente da porta e ficou admirando-a enquanto ela amamentava Esmeralda, era incrível a semelhança entre mãe e filha, ele nunca se cansaria de contemplar essa cena.
Olívia vendo o filho resolveu deixá-los a sós.
-Oi meu amor, conseguiu descansar? — Ela perguntou sorrindo. Para ele era maravilhoso ver novamente ela sorrindo com alegria, sentia seu coração se alegrar.
-Acordei e senti sua falta na cama. — Ele reclamou.
Se aproximou dela e se abaixou em sua frente.
-Acho que nunca me cansarei de vê-la amamentar nossos filhos.
-Alejandro é esfomeado, não sossega nem para mamar, já Esmeralda é tão calminha que as vezes acho que ela não mama o suficiente, todos acham ele parecido com você e eu também acho, incrível como ele é sem paciência como você. — Ela disse rindo e fazendo-o sorrir meio de lado.
-Já nossa princesinha é tão linda quanto você, é tão estranho como a gente pode sentir tanto amor assim, não? Nunca antes havia me imaginado como pai, mas agora, acho que é tão natural, já não consigo vislumbrar nossa vida sem eles.
-Eu também sinto a mesma coisa, eles vieram para completar nosso amor, para nos trazer ainda mais felicidade. E eu sempre soube que você seria um ótimo pai. — Ele levantou-se e depositou um beijo na testa da filha e outro nos lábios da esposa.
-Sua mãe me disse que a antiga babá de Luna virá para nos ajudar com eles.
-Consuelo? Você gostará dela, ela é tipo aquelas matronas italianas, sabe? Muito carinhosa e cuidadosa, nós a adorávamos, só que tem que ficar em cima porque ela estragará os dois com os doces que ela faz e a nós também.
-Sem problemas, eu não fui com a cara dessa tal Beatriz que é parente da Elisa.
-Quem?
-Uma garota que veio, mas sua mãe irá dispensá-la, nenhuma de nós foi com a cara dela.
-Porquê?
-Não gostei da maneira com que ela se portou quando sua mãe me apresentou como patroa dela, sem contar que Luna a pegou encarando Joseph e Lola disse que ela deu em cima do Yago, portanto senhor Theodoro, abra os seus lindos olhos negros e cuidado, ouviu bem? — Ela recomendou fazendo-o sorrir.
-Está com ciúme senhora Vásquez?
-Quem? Eu? Com ciúme? Não, não estou, mas nunca é demais recomendar não acha? — Ela respondeu tirando a filha do seio e levantando-a sobre o ombro para fazê-la arrotar.
-Amor, você sabe que eu a amo mais que tudo não é? Nenhuma outra mulher faz minha cabeça, só existe uma que eu desejo com loucura.
-Hum, hum, eu sei disso. Não se preocupe, eu acredito em você, estava apenas brincando, sei que você me ama.
-Ah, agora sim, vem cá, dá ela para mim um pouquinho. — Ele pediu pegando-o do colo de Jade. –Vem com o papa meu anjinho. — A voz dele era suave ao falar com a filha.
Jade sorriu ao vê-lo com Esmeralda no colo. — Logo a babá entrou e perguntou a Jade.
-Jade, vai querer que eu dê banho nos bebês agora?
-Não Beatriz, eles já tomaram banho hoje. Esse é meu marido, senhor Theodoro, amor essa é Beatriz.
-Oi Beatriz! Ah, só uma coisa, sim? É senhora Jade, ok? — Jade escondeu o sorriso ao ouvi-lo repreender a babá, ela mesma nem ligava para essas formalidades, mas como não gostara da empregada, apreciou o que ele fez.
-Sim senhor, claro! — Ele nem deu atenção a empregada enxerida que saiu deixando-os.

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