Capítulo Trinta e Cinco:

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-Está melhor minha querida? —Indagou Lorenzo preocupado com a nora.
-Sim, Lorenzo, estou me sentido melhor, acho que era mais ansiedade mesmo, eu estava muito nervosa, com medo de que algo desse errado, o vestido teve que ser reajustado em cima da hora praticamente, meus pés inchados, tudo isso contribuiu.
-É verdade, mas agora já está na hora, vamos? Se não, pelo que conheço do meu filho daqui a pouco será ele que terá um filho pela boca. — Jade riu das palavras do sogro, pegando o braço que ele lhe oferecia foram em direção a limusine que os conduziria para a igreja.

Ao chegarem, Lorenzo a ajudou a descer do carro e pegando em sua mão ele percebeu que ela estava gelada, acariciando-lhe a mão com carinho a confortou.
-Calma minha filha, você está linda, uma das noivas mais lindas que eu tive o prazer de ver, tirando é claro, minha Olívia.
-Obrigada Lorenzo, você tem sido um pai maravilhoso para mim.
-Eu que agradeço por me considerar seu pai, agora, seu pai verdadeiro a conduzirá até a metade do altar onde eu estarei te esperando para te entregar a meu filho. — Ela lhe sorriu e Richard se aproximou para conduzi-la. A coordenadora da cerimônia deu a ideia de fazer assim, na primeira metade, Richard o pai que lhe deu a vida, que a concebeu, a levaria até a metade da nave, onde o sogro a esperaria, que era um segundo pai para ela, a ideia havia sido bem aceita por todos.

Theodoro já havia entrado acompanhado de sua mãe, suas mãos suavam pelo nervosismo, só queria que a cerimônia começasse logo e que terminasse rápido, não era por nada, mas é que ele não via a hora de estar viajando em lua-de-mel, de estar casado com a mulher de sua vida, pela milésima vez ele colocou a mão no bolso para ver se não havia esquecido as alianças, ele ainda tinha que entrega-las para Yago, na hora em que o Arcebispo as pediu para abençoá-las Yago lhes entregaria. Sim, Esperanza conseguira com que o próprio Arcebispo abençoasse a união de seu neto.

Lola, Pamela, Lilian, Natalie Rúbia e Luna aguardavam a noiva no átrio da igreja, as damas também estavam nervosas, elas usavam vestidos do mesmo modelo, mas de cores que cada uma escolheu, todas estavam muito belas, seus respectivos pares estavam ansiosos aguardando-as no altar, Murilo e Natalie, Enrique e Lilian, Julio (Theodoro sabendo que sua prima tinha uma quedinha por ele o convidou) e Pamela, Lola e Michael, Joseph e Luna e Sam e Rúbia. As coisas entre Sam e Rúbia estavam meio complicadas, os dois estavam apaixonados um pelo outro, mas tinham medo de se assumirem para a família, pelo fato de serem primos, estavam namorando escondido, somente Theodoro e Jade sabiam do romance entre os primos.

Lorenzo entrou acompanhado de Grace, que ostentava um enorme barrigão, ele a ajudou a se sentar no lugar dos familiares e voltou para seu lugar, no mesmo tempo em que Richard e Jade apareciam na entrada principal, imediatamente as damas se colocaram à sua frente, uma por uma elas entraram se posicionando ao lado de seus respectivos pares no altar.
Theodoro segurou a respiração ao vê-la, no entanto, ao toque da marcha nupcial os convidados se levantaram e ele sentiu que seus olhos lagrimejavam pela emoção, ela estava ainda mais deslumbrante, se é que era possível, sentiu-se privilegiado por tê-la para si, ela parecia uma verdadeira princesa, Richard a entregou para Lorenzo, os dois homens se apertaram as mãos e o pai dela depositou um beijo na testa da filha, por cima do véu que cobria seu rosto, seu pai terminou de conduzi-la até ele.
Lorenzo também depositou um beijo em sua testa e abraçou o filho, pegou a mão de Theodoro e colocou em cima da mão de Jade os abençoando.
-Cuida bem dela meu filho. — Pediu!
-Com certeza papa, eu cuidarei. — Ele respondeu olhando em seus olhos através do véu, sua voz saiu um tanto trêmula.
Os dois ajoelharam-se em frente ao altar e os convidados sentaram-se todos, Lorenzo tomou seu lugar ao lado de Olívia.

O Arcebispo iniciou um belo sermão sobre o amor, o respeito, a confiança e a fé, logo depois ele deu início a cerimônia do casamento.
-Meus queridos irmãos, no final da tarde deste maravilhoso dia, aqui, nesse altar, duas almas se unirão através dos sagrados laços do casamento. Porque foi dito que: Deixaria o homem seu pai, sua mãe, sua casa para se unir a uma só mulher para que serei um e formar sua própria família, não é lícito que o homem viva só. Por isso eu pergunto: Theodoro Ramon Escobar Vásquez e Jade Thompson, é de livre e espontânea vontade que o fazem?
-Sim! — Os dois responderam firmes.
-Mais uma vez eu lhes pergunto, Theodoro é de livre e espontânea vontade que deseja se unir em matrimônio com Jade?
-Sim!
-Jade, é de livre e espontânea vontade que deseja se unir em matrimônio com Theodoro?
-Sim!
-Prometem receber com amor os filhos nascidos dessa união? Prometendo educa-los na santidade da fé e doutrina apostólica?
-Sim, nós nos comprometemos.
-Theodoro e Jade, deem um ao outro a mão direita.
-Vocês agora firmarão a sagrada união do matrimônio.
-Manifestarão publicamente seu consentimento.
-Eu, Theodoro Ramon Escobar Vásquez, te recebo Jade Thompson, como minha esposa, prometendo ser-lhe fiel, te amar, te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.
-Eu, Jade Thompson, te recebo como meu esposo, com a promessa de ser-lhe fiel, para amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na enfermidade, todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.
-Deus confirme esse compromisso que afirmastes diante de todos perante a igreja e que derrame sobre vocês suas bençãos. O homem não separa, o que Deus uniu.

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