Capítulo 1

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Leonora

O despertador começa à apitar na cômoda ao lado da minha cama,eu o ignoro, porém tenho que me levantar.

- Merda não acredito que já e hora de levantar. Passei a madrugada em claro. Tenho insônia desde de criança.
Levanto da cama tomo meu banho correndo faço minhas higiênes matinas, arrumo meu cabelo meio preso meio solto, coloco apenas um rímel e um batom cor nude, colo minha blusão social azul claro com o logo da loja e minha calça sarja cor de burro quando foge, risos essa é umas coisas que sempre ouvi da minha avó que agora mora ao lado de Deus.

Acordo minha princesa. Colo o seu uniforme dormindo mesmo.
- Vamos meu amor é hora de acordar mamãe não pode se atrasar. Você tem que ir pra escolinha hoje tem cineminha aquele filme do leão que você tanto gosta. Depois de tanto custo estamos a caminho da escola. Minha cabeça está a mil hoje eub tenho uma reunião muito importante. Estão tendo problemas com o escritório e com o diretor da empresa, nossa loja é uma franquia. Como ela beira uma via expressa importante do Rio de Janeiro era para se muito bem movimentada , mais com o aumento de assalto, a loja fica vazia, maior movimento em alguns determinados horários. Assim mais propícia ao assalto.
O que eu mais ouço nas reunião semanas da equipe de venda é "Sem clientes sem dinheiro e sem Lucro. "
Tudo isso é uma forma se incentivar a venda e um aviso entre linhas.
Eu preciso desse emprego para me manter. Como mais uma da estátistica sou mãe solteira tenha uma filha linda de 4 anos fruto de uma relação abusiva.
Quê a razão da minha existência.
Não é uma casarão mais é o que eu meu salário de vendedora de móveis de planejados e luxuosos rende. Ricos também pexinxam Brasil são os mais querem descontos e promoções.

Meu salário e destinado as depesas da casa a escola e a Dona Marinalva que olha Alice na parte da tarde quando ela saiu da escolinha em quanto eu não chego trabalho.

Irei me atrasar hoje, ainda tenho que passar na escola da Alice primeiro,não e tão distante e apenas dois quarteirões da minha casa. Deixo minha pequena e vão em direção ao ponto de ônibus. Ele está vazio oro mentalmete para esse ônibus vir logo.
Quando chego na loja estão todos reunidos no escritório.

- Então senhores estamos cortando funcionários , à loja como e uma franquia, pagamos um alto valor todo mês, não estamos vendendo para ter um margem lucrativa. Vamos apenas deixar os funcionários mais antigos, por corte de custos. Aos demais vendedores passem no RH para acertar as contas.

É assim com essas últimas palavras que tiram à minha última forma de renda.
Como eu só trabalho aqui à dois anos não peguei muito dinheiro.
Mais iria da uns dois meses, pagar o aluguel e as despesas mensais é a escolinha da minha princesa.
Passei na escola para pagar Alice e encontrei dona Marinalva no portão.
- Já saiu do emprego Leonora ?
- Infelizmente fui demitida.
- Minha filha levante essa cabeça , vai da tudo certo você encontrará outro emprego melhor que esse tenha fé.
- Tentarei... Quando Alice me vê, ela se desespera não está acostumada à me ter essa hora, nem eu a busca lá.
- Mamãe,mamãe ...
- Oi minha princesa da mamãe, está feliz ? Vim te buscar hoje.
- xim mamãe.
A abraço tanto ela me trás tanto conforto. Como eu amo minha pequena.
Formos caminhando as três para a casa. Levei Alice no parquinho ela brincou muito, como ela já tinha almoçado na escola eu a levei para tomar sorvete. Ela ama demais sorvete. Porque não fazer feliz a minha pequena?

Comemos sorvete nos três fomos para a casa, dona Marinalva que mora próximo foi nos acompanhado até o portão, deu um beijo no topo da cabeça de Alice, me abraçou e sussurrou no meu ouvido.
-Fique calma porque o lá de cima já tem tudo programado nas nossas vidas e seu futuro será lindo, só creia minha menina.
Eu deixo as lágrimas silenciosas cairem.
Entro em casa dou janta à minha pimpolha arrumo tudo e sento no sofá coloco um desenho para distrai lá, coloco a cabeça para pensar em alguma forma de ter dinheiro. Penso N coisas, me torna uma empreendedora só que o dinheiro está curto, desde de nova eu aprendi fazer bolos maravilhosos com a minha vó, só que para isso acontecer tenho que investir em maquinários mesmo sendo os mais simples custam dinheiro. Alice já dormiu a pego no colo e vou para o nosso quarto à acomodo na cama e deito junto à ela.

Acordo sem ânimo nenhum, por está desempregada, no começo do ano e pior pois temos muitas contas a pagar. Mas lembro de cada coisa que eu já passei na vida, isso e pinto, bola pra frente que ai vem gente.
Minhas roupas vão de costume ao meu humor, hoje iriei de vestido verde musgo. Rápido fácil é um pouco amargo, como está a vida nesse momento minha caras. Pego o jornal de ontem que eu achei sobre a mesa ontem na sorveteria e vou na parte dos classificados. E percebo que encontrar emprego tá dificil, que toda vez que passa no jornal sei la quantos milhores de pessoas hoje desempregadas realmete não são apenas números. Tenho que encontrar algo ,aquele dinheiro não vai durar muito tempo. Pego meus antigos currículos coloco na bolsa, arrumo a Alice. E vou rumo a casa de Marinalva.
Estou indo para o ponto de ônibus mais próximo, como hoje é sábado alice não tem aula, vou tentar ir numas lojas num shoppings la na zona sul , ou melhor Madureira lá e do povo, tem muitas loja deve ter vaga, quer saber vou pra lugar diferente que é um dos lugares que eu mais amo, passear e de quebra deixo meus currículos.

PETRÓPOLIS grita na minha mente já imagino ,aquele ar purinho , água geladinha direto da fonte.
Passei por muitas lojas de roupas, sapatos , restaurantes, loja de vinhos, não fui seletiva apenas deixei muitos currículos. Minha barriga já ronca e paro numa lanchonete como uma coxinha maravilhosa, sim não almocei to cortando os custos. Quando me dou por mim está escurecendo.
Droga só eu mesmo , tenho um problema gravíssimos eu me perco nas horas fico olhando as lojas. Como já vai entrar abril eles estão colocando decoração de Páscoa.
Pego um ônibus que me deixa no meio da serra , daqui eu pego outro que me deixa próximo de casa. Desço no ponto e começo a sentir um aperto no peito coisa estranha, quando você sabe que lá no fundo, vai acontecer algo. Me distrai abro a bolsa pra procurar o telefone, para ligar para saber da Alice. Mas bolsa de mulher e fundo sem poço tem tudo menos o você quer , na hora. Quando acho a miséria do telefone. Só ouço o barulho dos pneus freiando. E o
Impacto que me faz cambalear e cair batendo a minha cabeça.

Tudo vai ficando escuro.
Só consigo sussurrar

- DEUS. MINHA FILHA.
ALICE ,A L I C E ...

Tudo foi ficando escuro...

Amor por AcidenteOnde histórias criam vida. Descubra agora