Bryan, o Imprevisível IX

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***Esteban

- Não, não e não! Isso não faz qualquer sentido!!! Eu me recuso a acreditar em tamanho absurdo!!!

Foi o que eu disse logo após aquela revelação.

Levantei-me da cadeira onde estava, e comecei a caminhar de um lado para o outro, totalmente contrariado. Um misto de angústia e descrença se misturavam em meu peito que parecia doer. Estava até difícil respirar.

Ralph, que continuava apático acomodado em seu lugar, ergueu seu olhar para mim e falou:

- Esteban, tu precisa se acalmar! Sente-se, por favor!

- Não exite a menor possibilidade de eu me acalmar agora! - Parei mirando meu namorado. - Você tem noção do quanto isso que ele disse é absurdo?!

Detetive Markson tinha o corpo em repouso no encosto da cadeira, e me olhava de braços cruzados.

Na tentativa de tentar me convencer a voltar a se juntar a eles, o homem pediu em tom firme:

- Preciso que se sente e me ouça!

- Eu não sei se consigo mais ouvir qualquer coisa! - Desabafei, fitando-o. - De onde foi que o senhor tirou essa idéia maluca???!!!

- Quando estiver preparado para ouvir o restante da história, eu te esclarecerei todas as dúvidas que ainda lhe restam. - Ele falava calmante.

- Não! - Voltei a caminhar de um lado para o outro, totalmente descompensado.

Eu roía minhas unhas e sentia minhas mãos suarem cada vez mais frio. Era muita informação para eu assimilar... Por mais que tentasse, eu não conseguia absorver aquela idéia totalmente sem sentido.

Comecei a morder meu lábio inferior com certa força. Era um modo de tentar aliviar toda a tensão que estava sentindo naquele momento. Fiquei totalmente em silêncio, enquanto os outros dois na mesa, ficavam me olhando preocupados.

- Rapaz... Escute tudo que eu tenho a dizer. - Mais uma vez o detetive tentava me fazer voltar a ouví-lo. - Não temos muito tempo. Cada minuto que se passa, é um tempo valioso perdido.

Eu comecei a sentir vontade de chorar. Mesmo sob tanta pressão emocional naquela ocasião, eu resolvi terminar de ouvir toda a história. Caminhei em direção à mesa, sentei-me lentamente, e perguntei olhando diretamente para senhor Markson:

- Como descobriu isso? De onde saiu essas informações?!

Antes de responder à minha pergunta, o homem à nossa frente folheou mais uma página na pasta preta:

- Eu não te disse que era muito próximo a família Greggio Lancaster? Então?... Na época eu sabia que meu amigo havia se envolvido com uma mulher comprometida, mas ele nunca me contou quem era essa tal mulher. O fato de eu conhecer bastante o senhor Lancaster, me ajudou muito nas investigações. Também foi um choque para mim quando tudo começou a vir à tona. Quanto mais eu procurava por informações, mais podres eram descobertos. Eu preciso que tenha bastante calma agora, pois tudo só tende a piorar!

- Meu Deus! - Exclamei coçando a nuca com bastante força. - A coisa fica ainda pior???!!!

- Infelizmente. - Respondeu ele, em tom lamentoso.

- Senhor... - Ralph tomou a frente da situação. - Realmente tudo me parece bastante atormentador. É difícil, até parar mim, acreditar em tudo isso... E olha que, sou o cara mais compreensivo do mundo!

- Eu entendo tanta negação e revolta. Mas eu preciso que acreditem em mim. Nada aqui está sendo dito com base em suposições... São fatos! Não são apenas palavras jogadas ao vento.

B and E [Livro 3]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora