***Bryan
Um som de uma música bastante abafado me despertou de um sono profundo.
Lentamente comecei a abrir os meus olhos, minha visão ainda estava turva e eu continuava bastante sonolento.
Comecei a procurar pelo meu celular em meio aos edredons e muitos travesseiros que haviam em cima da minha cama. Poucos instantes depois, senti a vibração do aparelho em minha mão direita. Peguei-o e o ergui até a altura dos olhos, constatei que o número que me ligava não estava salvo em minha agenda.
Deslizei o polegar pelo visor e levei o smartphone até à orelha:
Eu: Alô?!
Esteban: Bryan??? Aqui é o Esteban... Você havia me pedido pra te ligar, disse que viria me buscar para fazermos o nosso trabalho.
Eu: Caramba! Que horas são agora?!
Esteban: Já são quase dez da manhã.
Eu: Puts! Cara, foi mal!!! Eu perdi a hora!!!
Esteban: Você vem?
Eu: Mas é lógico! Me espera que em poucos minutos eu tô aparecendo aí!
Esteban: Então eu fico te aguardando na portaria.
Eu: Combinado então... Esse número é de quem?
Esteban: Do Benjamin... Qualquer coisa quando precisar falar comigo durante a semana em algum horário durante a noite ou pela manhã, você pode ligar pra esse número. A gente tá sempre junto, ele não vai se importar.
Eu: Tá beleza então... Agora deixa eu desligar aqui que vou tomar um banho rapidão e já apareço aí!
Esteban: Okay!
Encerrei a chamada e coloquei o celular sobre o colchão. Imediatamente pulei da cama para me aprontar e ir buscar o garoto. Com certeza o sábado seria um longo dia.
***
A faculdade era muito perto da minha casa, porém, por estar uma manhã extremamente fria e enevoada, optei por ir de carro buscar Esteban. Torcia mentalmente para que ninguém me visse saindo.
Não demorou muito até eu encostar o meu veículo na portaria do campus. O garoto estava embaixo da marquise da guarita. Ele vestia um casaco vermelho bem grosso, de um material que imitava o plástico, me parecia ser bem quente; vestia também uma calça moletom preta e tinha as mãos enfiadas nos bolsos da mesma. Nas costas ele estava com sua mochila surrada, que eu já conhecia bem de vista, pendurada.
Dei uma buzinada, ele rapidamente correu até a porta do lado do carona e forçou a maçaneta, foi quando eu me lembrei que havia esquecido de destravar a mesma.
Assim que destravei, ele entrou de imediato. Reparei que seu rosto estava corado, provavelmente por causa do ar gélido daquela manhã cinzenta.
Depois de fechar a porta, ele olhou para mim dando um meio sorriso tímido e disse:
- Bom dia!
- Só se for pra você. - Resmunguei já dando a partida.
- Nossa! Vai continuar nessa grosseria mesmo depois de ter me convidado para ir até sua casa?
- Ei! A gente tá indo só fazer um trabalho... Não é como se eu estivesse te levando pra transar não! - Fiz bastante força para segurar meu riso.
A expressão incrédula no rosto de Esteban foi bastante cômica. Ele parecia ter ouvido o maior dos absurdos, mas no fim, eu estava apenas tentando quebrar o gelo. Queria saber se ele sabia lidar com certos tipos de brincadeiras. Afinal, se eu realmente estava pretendendo me acertar com ele, como Cristopher me pediu, eu precisava conhecê-lo melhor. Eu me esforçaria bastante para aquilo.
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B and E [Livro 3]
Fiksi RemajaEste spin off de O Belo e o Fera, se passa depois dos eventos que mudaram a vida de Thales e seus amigos. Conta a história de Esteban e Bryan, dois jovens comuns, com vidas totalmente diferentes, seus ingressos na faculdade, suas rotinas. Porém, e...
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