Natasha.
Acordei embalada nos braços fortes de Thomas e seu perfume amadeirado percorrendo pelo meu nariz. Seu corpo, desprovido de qualquer tipo de roupa, me abraçava como se não houvesse mais nada no mundo, e sua respiração na minha nuca era capaz de arrepiar cada pelo do meu corpo.
Já se passaram algumas semanas que estávamos na casa da família dele, e nessas semanas, prosseguimos dormindo juntos quase todos os dias, mantendo sempre o sigilo de nossa relação para a família de Thomas, porém, suponho que eles já estavam desconfiados.
— Meu amor... — Ele sussurrou com voz sonolenta.
— Oi, Thomas. — Respondi, séria.
— Seja mais carinhosa depois do sexo. — Ironizou. — Você fere meus sentimentos.
— O que você quer, meu pãozinho? — Zombei, virando meu rosto em sua direção, percebendo o sorriso traiçoeiro que ele estava nos lábios.
— Pãozinho? Pensei em algo mais másculo, tipo... — Olhou brevemente para o teto como se estivesse respondendo uma questão de algebra avançada. — Meu alfa.
— Sem chances! — Gargalhei, olhando em sua direção.
— Ou... meu anjo. — Piscou, como se tivesse gostado da idéia.
— Está mais para demônio. — Continuei gargalhando, e Thomas, com uma fisionomia séria, alisou meu rosto suavemente com a palma da mão.
— Amo quando sorri. O som da sua risada... É o melhor som de todos. — Os seus olhos fixavam nos meus e de imediato senti meu rosto ferver. — Um nome para me definir eu não sei, mas se fosse para inventar um para você, seria Raio de Sol, Natasha.
— O seu seria Lua. Homem de fases. — Eu sorri.
— Prefiro que chame de meu amor.
— É meu mesmo? — Desviei o olhar para a direção oposta, com vergonha de encará-lo despois da pergunta.
— Todo seu. — Respondeu.
— O que a gente tem, Thomas? — Encarei seus olhos. Precisava daquela resposta.
— Não há necessidade de rotular...
— Isso é desculpa de quem não quer nada. — Interrompi suas palavras, me sentei na cama e comecei a recolher minhas peças de roupas que estavam espalhadas pelo quarto, e mesmo com a situação que eu havia o colocado, pude ver o olhar dele observando meu corpo enquanto apanhava minhas vestimentas.
— Amor... Eu já te fiz muito mal, não sou uma pessoa que te merece. Não quero te machucar de novo. Eu sou sem solução. — Ele suspirou, enquanto sentava na cama e me observava vestir o restante das roupas. — Não sou digno, Natasha.
— E eu lá sou martelo de Thor para você ser digno, Thomas? — Bufei, percebendo um riso quase sair do seu rosto com o meu comentário. — Vou embora!
Sem hesitar um único momento, Thomas me observou saindo. Eu tentava entender de todas as formas o motivo dele evitar um compromisso, e é coerente que ele não queira me machucar novamente, mas tomando atitudes como essa é exatamente isso o que ele está fazendo. Queria argumentar com ele e fazê-lo repensar na sua decisão, mas isso ele teria que decidir sem a minha influência.
[...]
O almoço na casa da família Carter sempre era com todos presentes à mesa, o que eu achava muito afetuoso. Oliver e Olivia estavam ao meu lado, brigando e brincando sem descanço. Dylan, Thomas e Victor ficavam conversando entre si, sentados à minha frente. Sim, eu sempre ficava um pouco reclusa, mas era sempre bom ter um almoço em família, até porque, gostaria de ter o mesmo com a minha família. Não vejo a hora de revê-los. Estar com meu pai e com meu irmão era o que eu mais ansiava.
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HOPE
RomanceHope é uma jovem cujo desconhece sua origem, nome e idade. Não se lembra de nenhum fato referente a sua vida desde que foi encontrada na costa oceânica de Brighton, na Inglaterra, extremamente machucada. Depois de um tempo confinada em um convento...