CAP. 8 - DYL, O ATOR DE HOLYWOOD

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24 DE DEZEMBRO DE 2019

Nossos olhares só perderam o contato quando Julia me saiu me puxando para o seu quarto. Estava totalmente fora de mim pensando no que tinha acabado de acontecer. O que foi que aconteceu?

– Letty! – Julia gritou.

– Que? – Voltei para a terra.

– Preciso de você totalmente aqui na terra, nada de sair voando por aqui. – Me empurrou contra sua cama e caí sentada.

Ela respirou fundo e foi até o seu closet. Tirei minhas botas e meu casaco, logo Julia retornou vestindo um vestido belíssimo.

– Uau, se eu fosse homem, te pegava. – Rimos.

– Espera só. – Voltou para dentro do closet.

E assim se passou uma hora e Julia ainda experimentava roupas. Eu já estava era quase pegando no sono quando decidi me levantar da cama e ir até o closet dela. Entrei sem permissão e ela se cobriu toda.

– Deixe de moagem, tudo que você tem eu tenho. – Fui até suas roupas e comecei a olhar uma por uma, enquanto ela me olhava. – Que?

– Nada, só raciocinando o que você acabou de falar e percebendo que faz sentido. – Falou deixando a roupa que ela catou para cobrir seu corpo em seu devido lugar. Ri.

– Tá aí uma lógica feminina que eu não entendo, ver de biquíni pode, mas calcinha e sutiã não. – Retruquei.

– Isso também faz total sentido. – Riu. Parei meu olhar em um dos vestidos do canto e sorri o pegando.

– Usa este.

(...)

– Eu estou famintaaa... – Choraminguei enquanto descia as escadas.

– Calma, terás a noite toda para comer. – Julia pulou os últimos 3 degraus.

– Meu Deus do céu!!! – Quase gritei.

– Que foi? É só 3 degraus.

– Não é isso, lembrei que esqueci de lembrar de uma coisa muito importante. – Continuei com uma expressão assustada.

– O que? – Ficou confusa.

– Os presentes!

– QUE PRESENTES? – Gritou.

­– Os presentes que comprei para vocês.

– DYLAN! DYLAN! DYLAN! – Saiu correndo pela casa atrás do garoto e o mesmo desceu as escadas correndo, me fazendo cair.

– Meu Deus, tá bem? – Me ajudou a levantar, confirmei. – Que é Julia? Quem morreu? – Olhou para a irmã e ela o segurou nos ombros.

– Acompanha a Letícia até o apartamento dela, ela esqueceu os presentes, natal sem presentes não é presente... quer dizer, natal. – Ela realmente ficou nervosa. Ri baixinho e Dylan me olhou meio confuso.

– Letícia?

– ­­­­­Oi Dyl... – Falei e o mesmo correu para me abraçar.

– Meu Deus do céu, como você cresceu, garota.

– Estranho seria se eu ainda estivesse com o mesmo tamanho de quando tinha 9 anos. – Falei o abraçando de volta.

– Você ainda vai me chamar pelo apelido de antes? – Se afastou do abraço.

– Claro, certo costumes nunca mudam, Dyl... – Sorri e ele também. Letícia, se controla.

– Ok, tá tudo muito lindo, muito bom mas e os presentes? – Julia quebrou o clima.

– Vamos, eu te levo. – Dylan caminhou até a porta e pegou uma chave que deduzir ser do carro.

– Já já estamos de volta. – Falei para Julia e segui Dylan.

No trajeto até minha casa fomos conversando sobre assuntos relacionados a mim, já que literalmente a vida de Dylan é um livro aberto.

– Então você se tornou uma advogada?

– Foi o que eu disse.

– Agora posso dizer que tenho uma advogada particular. – Riu.

– Claro, para você eu faço acréscimos especiais...

– Não seria descontos? – Me olhou por alguns segundos.

– Não, é acréscimos mesmo. – Rimos.

Em questão de minutos já estávamos em frente ao prédio em que eu morava.

– Eu vou te esperar aqui. – Falou antes que eu abrisse a porta para descer.

– E por acaso cê faria a maldade de me deixar aqui e me fazer perder o natal com sua família? – Fingir estar magoada.

– Não, claro que não. – Riu. – Quis dizer que não vou descer, pode haver paparazzis aí fora e não quero lhe fazer virar notícia mundial.

– Aé, você é um ator de Hollywood. – Segurei a risada. – Não pode ser visto com uma qualquer. – Abri a porta do carro.

– Espera, não é isso...

– Tô brincando, idiota! – Ri fechando a porta do carro.

Subi para meu apartamento, peguei os presentes e desci de novo. Quando passei pelo portão principal, Daniel vinha em minha direção.

– Hey, precisamos parar de nos encontrar assim. – Sorriu e eu sorri de volta.

– Pois é, olha... eu tô com um pouquinho de pressa... – Falei e segui meu caminho. – Aliás, FELIZ NATAL. – Gritei me virando rapidamente para ele.

Coloquei os presentes no banco traseiro e entrei no carro.

– Quem é? – Dylan perguntou ligando o carro.

– É só um garoto que eu vivo me esbarrando por aí. – Coloquei o cinto de segurança. – Por que? Já tá com ciúmes, Dyl? – O olhei com um sorriso.

– Tu é gay é? Claro que não! – Fez careta e eu ri.

O trânsito estava mais movimentado agora, muito mais.

– Nessa velocidade, a gente só vai chegar no natal do ano que vem! – Falei 

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