CAP. 15 - SEQUESTRO

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05 DE JANEIRO DE 2020

– Nada! – Guardei o celular no bolso. – Vamos embora.

Peguei as coisas que havia comprado, nos despedimos de Ki Hong e Hayoung e saímos da casa. Dylan abriu o porta-malas do carro para eu colocar as coisas lá dentro.

– Você vai na frente. – Julia falou.

– Por que?

– Por que eu estou mandando, entra logo ou vai ficar. – Entrou no banco traseiro. Dei de ombros e entrei no carro, pus o cinto de segurança.

– Que tal irmos a um karaokê? – Julia ficou entre os bancos.

– Menina, tua energia não acaba não? – Ri e ela negou rindo também.

– Não sei se seria uma boa ideia. – Dylan falou já dirigindo.

– E por que não? – Julia perguntou e ouvi seu celular apitar.

– Porque eu acho que não seria muito bom atrair olhares. – O olhei meio ofendida com aquilo mas fiquei calada.

– Acho que já é meio tarde para isso. – Julia falou e eu olhei para trás, ela estava mexendo em seu celular. O carro parou.

– Como assim? – Dylan perguntou e eu olhei para frente. O semáforo estava vermelho.

Julia entregou o celular para Dylan e ele leu a matéria recente que havia saído.

– Esse pessoal não tem vida não? – Devolveu o celular para Julia.

– É por isso que estava tão preocupado? Não queria que eu entrasse para o mundo da fama?

– Não é isso..

E antes que houvesse uma discussão, Julia nos interrompeu.

– Já que todos já sabemos da existência dela, podemos então ir a um karaokê?

Chegamos ao karaokê e eu e Julia descemos do carro mas Dylan ficou por alguns minutos lá dentro.

– Não esquenta, ele já já desce. – Julia falou. – Hoje é dia de soltarmos a voz! – Sorriu animada e saiu me puxando para dentro do local.

Quando estávamos fazendo o nosso cadastro, Dylan apareceu atrás de nós.

– Resolveu descer, margarida? – O olhei por cima do ombro e antes que ele respondesse alguma coisa, Julia falou primeiro.

– Vamos! – A seguimos até umas das salas. – Que comece a diversão.

(...)

01h00 / 06 DE JANEIRO DE 2020

Sabe aquele momento em que você para e pensa o quão bom é estar com aquelas pessoas e percebe o quanto você as amas? É isso que estou sentindo nesse momento, a conexão que tínhamos quando éramos criança não mudou, ela apenas melhorou e agora ficou mais forte do que nunca. E nesse exato momento eu me encontro sentada no sofá daquela sala escura com apenas algumas luzes coloridas, observando Dylan e Julia se divertirem enquanto tentam cantar alguma música. Como é bom estar de volta.

E estávamos nos divertindo demais que perdemos a noção do tempo, a ficha só caiu quando um dos funcionários entrou na sala e avisou que já iam fechar. Vestimos nossos casacos e saímos da sala, ali tinha algumas bebidas e Dylan bebeu além da conta.

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