CAP. 16 - PORQUE ELE É MALIGNO

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Escutei o despertador tocar e o desliguei. Me sentei na cama e olhei para o lado, Julia dormia feito um anjo.

– Gracinha, tu joga futebol enquanto dorme é? – Resmunguei. Pus os pés para fora da cama e segurei um grito. – O que diabos tu tá fazendo aqui garoto?

Dylan estava deitado no chão, apenas com um lençol o cobrindo. Juro que quando fui dormir ele estava deitado confortavelmente no sofá.

– Santo Cristo.

Me levantei e fui ao banheiro, tomei um banho e escovei os dentes. Quando saí os dois ainda dormiam, fui até a cozinha e preparei o café da manhã.

– Sinceramente viu, vou começar a cobrar por cada café da manhã que eu faço, ficarei rica.

Ri com meu pensamento e assim que já estava tudo pronto, voltei até o quarto e os dois já estavam acordando.

– Ótimo, não precisarei usar a panela. – Eles me olharam assustados. – Venham, já preparei o café da manhã.

– Você não preparou aquele chá horrível de novo não né? – Julia perguntou já vindo atrás de mim.

– O que você acha? – Sorri para ela.

Chegamos na cozinha e ela se sentou na cadeira, pus o chá em um copo e coloquei em sua frente.

– Bebe.

– Por que você tem um chá para ressaca em casa? – Fez careta ao sentir o cheiro.

– Porque esse não é um chá especialmente para ressaca, auxilia na perda de peso também, perder peso de forma saudável é tudo de bom. – Coloquei o resto do chá em outros dois copos. – Tome logo ou quer que eu enfie na sua goela?

– Bom dia bom dia. – Dylan entrou na cozinha e eu lhe entreguei o copo.

– Que é isso? – Também fez careta ao sentir o cheiro.

– Ah para, nem é tão fedido assim. – Ri. – Toma tudinho ou quer que eu também enfie em sua goela?

– Não, pode deixar que eu tomo todinho. – Dylan falou. – O que você disse teve duplo sentido.

– Dyl!! – Rimos.

(...)

­– Hoje iremos ir ao Central Park. – Julia falou.

– Vamos? – Eu e Dylan perguntamos juntos.

– Aliás Letty, de quem é essa roupa que estou usando? – Dylan me olhou.

– Ah, é de um amigo.

– E tu por acaso está recebendo amigos por aqui?

– Sem ataque de ciúmes. – Ri.

– Letty, vá se arrumar. – Julia me empurrou para o banheiro.

– Então me esperem na sala.

Entrei no banheiro e tomei outro banho, antes de sair do banheiro conferi se havia alguém por perto, a barra estava limpa então saí correndo para o meu quarto. Me arrumei e fui até a sala.

– Meu Deus do céu garota, tu só tem roupa chique é? – Julia me olhou.

– Claro, uma advogada tem que andar por aí bem vestida. – Ri

– Tá linda. – Dylan sorriu e ficou me olhando fixamente por alguns segundos. – Beleza, agora vamos para casa. – Olhou ao redor. – Aliás, como que vim parar aqui?

Julia e eu rimos. Saímos do apartamento e esperamos o elevador chegar, assim que chegou, entramos e eu apertei o botão do térreo. Assim que saímos do elevador, demos de cara com Daniel junto com uma moça loira que usava óculos escuros e máscara.

– Você raramente para em casa né? – Daniel riu.

– Claro, estou aproveitando minhas férias. – Ri

– Depois lhe mando uma mensagem. – Falou e entrou no elevador junto com a mulher.

Segui meu caminho e percebi que Julia e Dylan já estavam um pouco mais na frente, corri para alcança-los.

– Obrigada por me esperarem. – Falei quando os alcancei.

– Estava ocupada conversando com aquele cara. – Dylan falou sem me olhar.

– Qual seu problema com ele? – Perguntei.

– Ele é maligno. – Falou e eu comecei a rir.

– Por que?

– O cara me incomoda, eu não sei o porquê. – Fez careta.

– Conta outra.

Chegamos no carro e quando eu ia entrar ao lado do motorista, Dylan segurou em meu braço.

– Quem disse?

– Eu que dirigir até aqui.

– Ah foi? Juro que não lembro. – Sorriu fraco. – Não sabia que sabia dirigir.

– Ela sabe muitas coisas mas poucas pessoas sabem. – Julia falou e entrou no carro.

– Isso aí. – Ri

Entreguei a chave do carro para Dylan e dei a volta, entrando no lado do passageiro. Acordei com Dylan me chamando.

– Tu só dormes, garota. – Riu.

– Desculpa, é que não dormi quase nada essa noite, sua irmã se mexe demais. – Cocei os olhos.

– É verdade, esqueci desse detalhe.

– Poderiam parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui. – Julia resmungou.

Descemos do carro e entramos na casa.

– Eu passo tanto tempo aqui que acho que trarei minhas coisas para cá novamente. – Me sentei no sofá.

– Eu te avisei. – Julia falou subindo as escadas.

– Eu estava brincado, gosto de ter minha independência. – Revirei os olhos.

Dylan também subiu as escadas e eu fiquei sozinha na sala. Peguei meu celular e comecei a conversar com meus pais e alguns amigos do Brasil, com essa euforia toda que está acontecendo ultimamente, eu raramente tenho tido tempo para contar as novidades para o pessoal. Se bem que eles já devem saber, já que está na internet. Falar em internet, que link é esse aqui? Apertei e meu coração acelerou.

– Eu vou morrer! 

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