Escutei o despertador tocar e o desliguei. Me sentei na cama e olhei para o lado, Julia dormia feito um anjo.
– Gracinha, tu joga futebol enquanto dorme é? – Resmunguei. Pus os pés para fora da cama e segurei um grito. – O que diabos tu tá fazendo aqui garoto?
Dylan estava deitado no chão, apenas com um lençol o cobrindo. Juro que quando fui dormir ele estava deitado confortavelmente no sofá.
– Santo Cristo.
Me levantei e fui ao banheiro, tomei um banho e escovei os dentes. Quando saí os dois ainda dormiam, fui até a cozinha e preparei o café da manhã.
– Sinceramente viu, vou começar a cobrar por cada café da manhã que eu faço, ficarei rica.
Ri com meu pensamento e assim que já estava tudo pronto, voltei até o quarto e os dois já estavam acordando.
– Ótimo, não precisarei usar a panela. – Eles me olharam assustados. – Venham, já preparei o café da manhã.
– Você não preparou aquele chá horrível de novo não né? – Julia perguntou já vindo atrás de mim.
– O que você acha? – Sorri para ela.
Chegamos na cozinha e ela se sentou na cadeira, pus o chá em um copo e coloquei em sua frente.
– Bebe.
– Por que você tem um chá para ressaca em casa? – Fez careta ao sentir o cheiro.
– Porque esse não é um chá especialmente para ressaca, auxilia na perda de peso também, perder peso de forma saudável é tudo de bom. – Coloquei o resto do chá em outros dois copos. – Tome logo ou quer que eu enfie na sua goela?
– Bom dia bom dia. – Dylan entrou na cozinha e eu lhe entreguei o copo.
– Que é isso? – Também fez careta ao sentir o cheiro.
– Ah para, nem é tão fedido assim. – Ri. – Toma tudinho ou quer que eu também enfie em sua goela?
– Não, pode deixar que eu tomo todinho. – Dylan falou. – O que você disse teve duplo sentido.
– Dyl!! – Rimos.
(...)
– Hoje iremos ir ao Central Park. – Julia falou.
– Vamos? – Eu e Dylan perguntamos juntos.
– Aliás Letty, de quem é essa roupa que estou usando? – Dylan me olhou.
– Ah, é de um amigo.
– E tu por acaso está recebendo amigos por aqui?
– Sem ataque de ciúmes. – Ri.
– Letty, vá se arrumar. – Julia me empurrou para o banheiro.
– Então me esperem na sala.
Entrei no banheiro e tomei outro banho, antes de sair do banheiro conferi se havia alguém por perto, a barra estava limpa então saí correndo para o meu quarto. Me arrumei e fui até a sala.
– Meu Deus do céu garota, tu só tem roupa chique é? – Julia me olhou.
– Claro, uma advogada tem que andar por aí bem vestida. – Ri
– Tá linda. – Dylan sorriu e ficou me olhando fixamente por alguns segundos. – Beleza, agora vamos para casa. – Olhou ao redor. – Aliás, como que vim parar aqui?
Julia e eu rimos. Saímos do apartamento e esperamos o elevador chegar, assim que chegou, entramos e eu apertei o botão do térreo. Assim que saímos do elevador, demos de cara com Daniel junto com uma moça loira que usava óculos escuros e máscara.
– Você raramente para em casa né? – Daniel riu.
– Claro, estou aproveitando minhas férias. – Ri
– Depois lhe mando uma mensagem. – Falou e entrou no elevador junto com a mulher.
Segui meu caminho e percebi que Julia e Dylan já estavam um pouco mais na frente, corri para alcança-los.
– Obrigada por me esperarem. – Falei quando os alcancei.
– Estava ocupada conversando com aquele cara. – Dylan falou sem me olhar.
– Qual seu problema com ele? – Perguntei.
– Ele é maligno. – Falou e eu comecei a rir.
– Por que?
– O cara me incomoda, eu não sei o porquê. – Fez careta.
– Conta outra.
Chegamos no carro e quando eu ia entrar ao lado do motorista, Dylan segurou em meu braço.
– Quem disse?
– Eu que dirigir até aqui.
– Ah foi? Juro que não lembro. – Sorriu fraco. – Não sabia que sabia dirigir.
– Ela sabe muitas coisas mas poucas pessoas sabem. – Julia falou e entrou no carro.
– Isso aí. – Ri
Entreguei a chave do carro para Dylan e dei a volta, entrando no lado do passageiro. Acordei com Dylan me chamando.
– Tu só dormes, garota. – Riu.
– Desculpa, é que não dormi quase nada essa noite, sua irmã se mexe demais. – Cocei os olhos.
– É verdade, esqueci desse detalhe.
– Poderiam parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui. – Julia resmungou.
Descemos do carro e entramos na casa.
– Eu passo tanto tempo aqui que acho que trarei minhas coisas para cá novamente. – Me sentei no sofá.
– Eu te avisei. – Julia falou subindo as escadas.
– Eu estava brincado, gosto de ter minha independência. – Revirei os olhos.
Dylan também subiu as escadas e eu fiquei sozinha na sala. Peguei meu celular e comecei a conversar com meus pais e alguns amigos do Brasil, com essa euforia toda que está acontecendo ultimamente, eu raramente tenho tido tempo para contar as novidades para o pessoal. Se bem que eles já devem saber, já que está na internet. Falar em internet, que link é esse aqui? Apertei e meu coração acelerou.
– Eu vou morrer!
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| Como Nos Filmes |
FanfictionVocê acredita em um mundo paralelo ao que vivemos? Acredita que possa existir um mundo como nos filmes? Imagine que, por obra do destino, sua família tens de voltar ao país natal (Brasil), abandonando assim tudo e todos em Nova Iorque, incluindo o s...
