CAP. 31 - O INIMIGO ESTÁ DENTRO DE CASA

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Eu ainda estou tentando raciocinar tudo isso que eu descobrir. Agora sim eu realmente estou cogitando pedir demissão do meu emprego, mas eu não quero ficar desempregada e depender dos outros mas acho que é realmente isso que eu tenho que fazer. Uma semana se passou desde o dia em que eu descobrir a verdade sobre Daniel e a sua família, nem sinal de existência dele por aqui pelo prédio, inclusive eu o observei da janela do meu apartamento por entre esses dias que fiquei trancada em casa e o vi carregando umas malas para dentro de um carro desconhecido. Sim, talvez ele tenha saído do prédio ou fez isso apenas para me enganar.

Eu não sei, eu já não sei mais de nada nessa vida. O que eu fiz para ser dispensada uma semana do trabalho? Eu não fiz nada, quem cuidou dessa parte foi a Shelley e a Holland, com uma pequena ajudinha de Hillary. Elas têm vindo diariamente aqui para ver como estou e trazem filmes e alguns doces para me animar. Mas a verdade é que eu só fico animada quando elas estão aqui, quando elas vão embora tudo volta a ficar sombrio e quieto. Eu não tenho dormido direito nos últimos dias e qualquer barulhinho eu já me desespero.

Outro que tem passado bastante tempo comigo aqui é o Sharman, já que ele mora aqui no prédio e depois da sua rotina agitada ele vem aqui, os outros meninos não vêm muito por causa da agenda lotada, inclusive o Dylan. Mas sempre estão mandando mensagens e perguntando como estou e eu, obviamente, minto dizendo que estou bem. Escutei batidas na porta e me levantei devagar e me encostei na porta.

– Qual a senha? – Perguntei.

– Você é linda. – Falou e eu ri abrindo a porta.

– Obrigada. – Hillary entrou com algumas sacolas nas mãos. – Comprou o supermercado todo? – Fechei a porta.

– Não, só o necessário. – Foi para a cozinha e começou a organizar as coisas.

– Sabe que não precisa né? – Me sentei.

– Quando sua amiga está com medo de sair de casa por conta de um louco, sabe o que você faz? – Ela me olhou e eu neguei. Eu decidir não contar para ela sobre o nosso chefe, vá que ela também vire um alvo. – Você empanturra sua amiga de comida. – Rimos.

– Obrigadinha. – Escutei novamente batidas na porta e eu olhei para Hillary.

– Pode abrir.

– Quem você chamou? – Me levantei e fui até a porta, seguida por Hillary.

– Eu juro que não chamei, só falei que viria te fazer uma visita e ela grudou em mim feito chiclete. – Olhei confusa para Hillary e abri a porta devagar.

– O que... – Abri a porta por completo. – O que você está fazendo aqui, Audrey?

– Trouxe alguns filmes. – Sorriu e entrou na casa. Fechei a porta. – Hillary comentou que viria te fazer uma visita e achei uma boa ideia vir com ela. – Não estou gostando disso. – Você não aparece no trabalho há uma semana, fiquei preocupada.

– Preocupada? – Ela confirmou sorrindo. – Aham, senta lá Cláudia. – Elas me olharam confusas. – Esquece... – Olhei para Audrey. – Por que não entrou junto com a Hillary?

– Ah, eu fui ver um amigo meu que também mora aqui, mas ele não está em casa. – Explicou e se sentou no sofá.

– Ah tá, sei. – Puxei Hillary para a cozinha. – Por que você disse que viria aqui? Sabe que não gosto dessa daí, ela me dá arrepios. – Fiz careta.

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