EPÍLOGO | O Destino Não Pode Ser Mudado.

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                         Em 1881, Linda Bloom havia chegado de viagem com sua família, haviam ido ao Havaí para umas férias divertida com sua filha Sophie, 10 anos, seu filho Adam, 6 anos, e seu marido Vince. Vince colocou seus filhos para dormirem e deixou a porta do quarto das crianças entreaberta. Em torno de 3h da manhã, Linda acordou e foi capaz de ver aos pés da cama, sentado de costas para o casal, um homem nu, aparentemente era um homem, ou será um tipo de cachorro enorme e sem pelos. Sua aparência era perturbadora e nada natural, parecendo que havia sido atropelado por um caminhão.

                         A entidade pôs a mão em seu joelho e em um pulo foi para o corredor, Linda então deduziu que iria para o quarto de seus filhos. Ela gritou e se levantou correndo em direção ao quarto dos filhos. A criatura então levantou sua cabeça e olhou diretamente para Linda. Correu até a cama de Adam, vendo-o quase desfalecido em cima da cama.

                         Ele não tinha machucados superficiais na pele, mas a sua pele estava extremamente pálida, seus lábios roxos, sequer sabia se aquele menino ainda teria sangue em seu corpo. E, em meios a tentativas de enviar oxigênio para seu pulmão, falou: "Mamãe, a Sophie. Br, bru... " Desmaiou antes de completar a frase.

                        Três semanas após o acontecimento, Adam também faleceu. Linda achava ser forte, mas a verdade é que ela não aguentava mais. Mas Linda sabia que seja lá o que era aquela coisa, ela a visitava diariamente, todos as noites enquanto dormia.

                        Sua filha ainda não tinha sido encontrada, não poderia deixa-la daquele jeito, mas já não tinha forças para continuar. Respirou fundo e subiu com os objetos em mãos e caminhou até o quarto de seus filhos. Encarou a janela e o dia estava ensolarado. Lindo. Linda sorriu e lágrimas escorriam por seu rosto.

                          Seu corpo foi encontrado na manhã seguinte e dentro da caixa foi encontrada, além da carta de despedida, mais um envelope. Dentro dele havia um papel pequeno e estava escrito apenas uma frase.

" Querido presente,

Eu orei por você. Ele sussurrou o seu nome. "

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— Querida? – Pôs então a mão sobre o ombro dela, que deu um pulo do sofá. 

—  Dyl, não me assusta assim! – Pôs a mão sobre o coração.

— O que você está assistindo que lhe prendeu tanto a atenção? – Sentou ao seu lado.

— O misterioso caso das crianças. – Respondeu. — Diz que é pneumonia, mas algo me diz que não é isso.

— É algo a mais, tipo algo sobrenatural? – Ela assentiu. — Mas você não trancou?

— Sim, mas assim como Tyler e os outros ficaram de fora, outras coisas podem ter ficado também. – Pronunciou pensativa.

— E eu pensando que agora teríamos paz. – Dylan suspirou frustrado.

                         Letícia nada mais disse. Aquele sofrimento todo já não tinha sido o suficiente? Sthefany teria morrido em vão, já que de nada valeu adiantar a tal guerra. Talvez se estivesse esperado pelo tempo, tudo tivesse dado certo e finalmente a humanidade teria descanso dos tais seres malignos. Mas aparentemente alguns ficaram para o lado de fora.

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                        Sua aparência era perturbadora e nada natural, parecendo que havia sido atropelado por um caminhão. Letícia pôs a mão em sua boca evitando que um grito saísse. Seus olhos ficaram marejados ao presenciar aquilo. A criatura se agachou no chão e caminhou até chegar bem próximo dela, se pôs de pé de novo e ficou face a face com ela. Letícia não recuou, não demonstrou medo. Permaneceu firme e a criatura a observava atenciosamente.

                         Um barulho de motor foi escutado e a criatura rapidamente pulou nas árvores e sumiu de vista. Aquele barulho era conhecido por Letícia, o que fez mais uma vez um calafrio passar pela sua espinha dorsal.

— Dylan!

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                           Holland não contou a ninguém, mas suas premonições de morte têm aumentado nos últimos dias. Visões que vem enquanto dorme e ao ligar a TV, o noticiário dá a notícia que aquela pessoa havia falecido. Pessoas que ela nem conhece, nem sequer sabia da existência, morre.

— Visões? Então você anda tendo visões? É por isso que está tão distante de nós? – Dylan encarou Holland que ainda estava sentada, olhando para a televisão.

— E por que você mesmo não nos conta? Por que eu tenho que entrar na sua mente? – Questiona Tyler.

— Eu não tenho coragem de fala-las em voz alta... – Holland suspira. — Quer ver ou não? – Novamente colocou seus cabelos para frente.

                          Tyler olhou para os outros dois presentes na sala e respirou fundo, agitou sua mão direita no ar fazendo suas garras saltarem para fora. Caminhou para trás de Holland e, sem mais demoras, fincou suas garras na medula espinhal da garota, vendo assim as visões que a mesma teve ao decorrer dos dias.

— Tyler, não é hora de ficar mexendo no celular, tens de nos contar o que viu. – Shelley o encarou séria.

— Eu sei que já vi esses jovens em algum lugar.... – Ignorou o comentário de Shelley. Achou a foto e se inquietou mais. — Eu sabia.

— O quê que tu sabia? – Dylan o encaro confuso.

— Holland. – Entregou seu celular para a ruiva. — É eles, não é?

— Sim. – Respondeu confusa. — Como você... O que a Letícia faz na foto?

— Eu não entendo, se Letícia estava em perigo, por que ela não apareceu em minha visão? – Holland encarava a rua.

— Talvez seja porque ela é a deusa do presente né, se você soubesse o que iria acontecer, com certeza a avisaria. – Shelley respondeu. Tyler a olhou por breves segundos, logo voltando seu olhar para o carro à sua frente, o Dylan.

— Aquilo com certeza não era humano, não era mesmo.

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