(Narrado em 3ª pessoa)
A voz daquele senhor saiu num sussurro, mas como estava em uma distância considerável das duas, elas conseguiram ouvir. Letícia e Holland se entreolharam ao ouvir aquilo e Jacob voltou a se sentar na sua cadeira de balanço que ficava em frente à janela, permitindo a visão do cemitério improvisado.
– Eu me chamo Letícia e ela Holland. – Apontou.
– O que as trazem aqui, jovens? – Perguntou simpático. – Por favor, sentem-se. – Virou sua cadeira de balanço de lado para que pudesse intercalar o olhar entre as meninas e a paisagem sombria do lado de fora. E pontou para outras duas cadeiras que haviam no quarto, junto com uma mesa onde continha um jogo de xadrez em cima.
– Viemos atrás de respostas. – Holland falou direta, recebendo um olhar de reprovação de Letícia. – Que? – Se sentaram nas cadeiras.
– Respostas? Respostas para que? – Indagou confuso.
– Bem... – Letícia começou, tirou seu celular do bolso e pesquisou por algumas matérias que o mesmo havia escrito quando jovem. As matérias sobre o bebê diabo. – Viemos por causa disso. – Entregou o celular.
Jacob pegou o celular e pôs o seu óculos que ficava pendurado em seu pescoço por uma cordinha. Leu atentamente as matérias e se levantou rapidamente, entregou o celular novamente para Letícia.
– Eu sabia, vocês são enviadas dele. – Exclamou desesperado. – Saiam daqui! Saiam!
– Ei, calma senhor Carter! Não somos enviadas de ninguém. – Holland se levantou e tentou conter o homem desesperado antes que fizesse mais baderna e chamasse a atenção dos enfermeiros, estragando assim a chance de descobrirem algo.
– São sim, o diabo enviou vocês aqui! – Começou a tacar alguns objetos em direção as duas.
– O que?! Credo, não! Deus me livre! – Desviou de um sapato que voava em direção ao seu rosto. – EI, calma! Eu sou amiga da sua neta, Audrey. – Letícia falou um pouco alto e ele parou no mesmo instante.
– Audrey?
– Sim, Audrey Carter, é a sua neta, não é? – Sorriu e ele confirmou se acalmando, voltando a se sentar.
– Vocês também não acreditam no que eu escrevi? – Suspirou.
– Muito pelo contrário, acreditamos. – Letícia respondeu.
– Acreditamos, e muito. – Holland completou, fazendo Jacob sorrir verdadeiramente depois de tanto tempo internado naquele lugar.
– Então ela tinha razão, você realmente viria. – Jacob sorriu.
– Ela? Quem sabia que a gente viria aqui? – Holland se confundiu.
– Podes nos contar mais sobre isso? – Perguntou Letícia ignorando totalmente a pergunta de Holland e se sentando novamente também, Holland fez o mesmo. Jacob suspirou.
– Ele não é o diabo, mas é da família. – Começou a explicar. – Conhecem um pouco de mitologia?
– Pode crer que eu conheço, conheço e muito. – Holland falou e Letícia segurou uma risada. – Especialmente a mitologia céltica.
– O que eu vou contar faz parte de uma mitologia, mas não é a céltica. – Olhou para Holland. – É sobre a mitologia Inuíte, a mitologia dos povos das regiões polares. – Olhou para fora. Letícia e Holland escutavam tudo atentamente, sem dizer uma palavra. – Havia uma mulher, sem conseguir pretendentes para que pudesse se casar, resolveu casar-se com um cachorro...
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| Como Nos Filmes |
FanfictionVocê acredita em um mundo paralelo ao que vivemos? Acredita que possa existir um mundo como nos filmes? Imagine que, por obra do destino, sua família tens de voltar ao país natal (Brasil), abandonando assim tudo e todos em Nova Iorque, incluindo o s...
