Capítulo_29

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Maratona 5/5

Levi*on*

Levi- Querida, o que você acha de dar um mergulho no lago? - proponho. Emma se vira para mim, assim que termina de ajeitar os garfos milimetricamente alinhados ao prato.

Emma- Eu estava pensando nisso agora. - Emma sorri para mim, e eu me derreto todo. A conversa que tivemos há alguns dias, foi bem... difícil. Eu nunca estarei pronto para ter a possibilidade de perde-la. Como eu disse para ela, essa mulher é a minha vida e a minha alma. - Acho que será bem divertido. Afinal, temos que aproveitar nosso ultimo dia de lua de mel.

Sorrio para ela antes de responder:

Levi- Verdade, uma semana ainda não foi o suficiente. - Ela se senta ao meu lado.

Emma- Nunca que uma semana seria o suficiente - ela berra, rindo.

Levi- Do jeito que somos? Não mesmo.

*     *     *

Já estávamos entrando no lago. Eu vestia um calção de banho e Emma vestia um biquíni minúsculo branco. Meu Deus, ainda bem que ela é a minha mulher, para que eu possa pode-lá a vontade. Com toda a força que eu tenho.

Antes mesmo que seu corpo pudeser se ajustar à água, eu já a tinha tomado para mim novamente. Quando eu percebi, já tinha gozado dentro dela. Sua respiração continuou pesada quando eu a fiz chegar ao seu ápice mais algumas vezes.

Seu interior me faz sentir em casa. Ficar colado com ela, pele a pele, lábios junto de lábios, como deve ser.

Eu já disse eu usar uma roupa tão pequena que nem pode ser considerada um roupa, para provocar um homem é um pecado? Pois eu digo agora: O que ela faz comigo é um pecado!

Eu acho que, se voltarmos e ela não estiver grávida, temos muita má sorte. Se bem que, eu quero muito ser pai. É um dos meus desejos mais profundos, mas eu ainda quero a minha mulher somente para mim. Quem sabe no ano que vem? Ou ainda esse ano? Para mim, desde que nossos filhos possam possuir apenas uma memória da mãe, já ganhei minha vida.

Eu sei que ela não quer me deixar sozinho, nesse mundo, onde temos que nos esconder dentro de muralhas, e em que pessoas tentam nos caçar para se vingar de seus entes queridos perdidos. Eu sei que ela quer me deixar com alguém que representaria uma parte nossa nesse mundo para mim cuidar, para ela cuidar, para que eu não perca a razão da minha vida. E eu sei que seria capaz de tirar a minha própria vida se a perdesse. Mas, se eu tivesse que cuidar de uma menininha ou menininho de cabelos loiros eu negros, essa vontade simplesmente iria evaporar. Se seu ajudasse a colocar um filho nesse mundo, mesmo que eu apenas tenha que fazer uma doação para que isso aconteça, eu iria ficar aqui, para ve-los crescer, terem uma profição, uma família... uma vida digna. Eu ficaria.

Por enquanto, eu apenas quero aproveitar o tempo que eu tenho com o amor da minha vida.

Emma- Pensando sobre aquele assunto novamente, não? - Ela realmente me conhece melhor do que eu mesmo.  Assinto lentamente, em resposta. - Você sabe que não precisa se preocupar com isso. Pelo menos não por enquanto. - Desvio o meu olhar do dela. Isso raramente acontece. E, quando acontece, eu me sinto mal por isso. Emma pega minha mão e por sobre o seu peito, sem malícia, apenas me fazendo sentir o seu coração. - Viu? Está batendo. Eu estou viva. Não vou morrer tão cedo.

Levi- Eu sei, mas... - Eu fui incapaz de terminar a minha frase, por conta das torcidas repentinas de Emma. Ela descançou Sua mão sobre a boca, enquanto eu sentia ela tremer a cada tosse que ela dava. Dava para perceber claramente que ela estava ficando agoniada.

Meu corpo de moveu automaticamente. Eu a peguei no colo e adentramos a mansão. Deitei Emma delicadamente na mesa e corri à sua bolço de primeiro socorros, que estava logo adiante e a levei até ela. Emma apontou para uma injeção, já pre-preparada. Apenas tirei a tampa de sua agulha e procurei a veia dela. Quando encontrei, injetei.

Seu rosto, que antes estava pálido, agora recuperara sua cor normal. Sua respiração normalizou. Mas o desespero ainda tornava conta de mim. Isso já havia acontecido algumas vezes, mas eu não esperava isso agora.

Levi- Você está bem? - perguntei, ajudando-a a se levantar. A cada segundo, o meu peito apertava mais. Acho que vou ter um ataque cardíaco.

Emma- Sim... - respondeu ela, baixinho e calmamente. - Devo ter atrasado a ultima injeção. - Ela respirou fundo, e depois inspirou. Fez isso varias vezes.

Levi- Fique calma, ok?

Emma deu uma leve risada e depois me encarou.

Emma- Realmente acha que sou eu que devo ficar calma? - Estalei a língua, em resposta, seguido do meu famoso "tch." Ela adora quando eu faço isso.

Um silencio se instala ali, um silencio esquisito. Por mais um impulso, eu me agarrou ao corpo dela. Dou uma abraço forte, mas não o suficiente para fazer com que ela perdesse o folego. Ela retribuiu o abraço, então, eu sussurrei baixinho em seu ouvido:

Levi- Por favor, não me deixe, ok? Não me dê mais um susto desses. Por favor. - Minha voz era suplicante.

Emma- Vou me esforçar.

Continua...

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