capítulo 30

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O dia amanheceu e acordei com Stelinha me cutucando, sua mãozinha pequena passava em meu rosto, era a melhor coisa de ser mãe, ser amada por um ser tão pequeninho lindo que estava sempre a meu lado.
- mamãe, você trocou de roupa?
Fiquei surpresa com sua pergunta, a puxei em meus braços a beijando, e ela ria.
- você é muito curiosa sabia, a mamãe derrubou água e teve que trocar meu amor!
Fiz cócegas em sua barriguinha
- mamãe tô com fome! Vamos lá fora comer!
- vejo que está melhor, sabia que te amo?!
- sim eu sei, também te amo mamãe, posso brincar com Lucca?
- mais claro que sim, venha vamos nos trocar
A peguei no colo levando comigo ao closet, escolhi um shorts para ela combinando com o meu, em jeans com desfiados, vesti uma blusa de manguinha e fiz o mesmo nela, ficamos um charme, até tirei algumas fotos enquanto ela ria e mexia em meus sapatos e maquiagens, minha menina já estava com 5 anos, era tudo que eu mais amava em minha vida!
Saímos do quarto juntas com ela segurando minha mão, caminhamos até a varanda, encontrando Olga e as crianças na mesa.
- bom dia Olga!
- oi Lari bom dia! Como está Stelinha?
- bem melhor, acordo feliz e com pique para brincar!
Me cheguei a mesa, sentando na cadeira, senti minha bunda doer, nesse momento me contorcendo e Olga percebeu
- que nojo! E eu achando que tinha interrompido a noite!
Nós sempre falávamos em nossa língua nativa pois tínhamos mas privacidade e tudo ficava em segredo.
- é interrompeu! Demoramos demais negociando e quando ele decidi começar você ligou!
- oooh desculpa! Mais e isso?
Ela fez sinal com dedo mirando em minha bunda
- isso minha amiga foi de madrugada! Ali na bancada da cozinha! Foi delicioso, quente e forte!
Fingindo então estar com ânsia de vômito ela fazia caras e bocas
- Credo Laura! Minha comida deve ter passado por ali!
Eu ria alto de suas cenas, quando Massimo e Domenico chegaram em uma conversa em italiano atrás de nós.
Domenico foi até Olga lhe deu um beijo e sentou a seu lado. Massimo me olhava quando Stelinha o viu e gritou
- tiooo Massimo!
- bom dia pequena vejo que está melhor
Ele a pegou em seu colo, a fazendo rir enquanto falava com ela, depois a volto em sua cadeira na mesa e se aproximou de mim, vindo em direção a um beijo em meu rosto, então virei e lhe acertei sua boca na minha, ele enrijeceu e fugiu, eu não entendi, ja estava tudo certo entre nós não havia oque esconder, fiquei confusa
- bom dia Laura!
- bom dia!
Seu olhar estava frio e estranho, mais os de Olga e Domenico curiosos, vendo o desenrolar da história, e quando nos viramos tentaram disfarçar
- oh merda! Soltou Olga em polonês
Massimo sentou se no lugar de costume, a mesa estava quieta e como se houvesse um grande elefante rosa sentado no meio, ninguém tocava no assunto
- vão fingir que não estão juntos agora?
- Olga por favor depois conversamos sobre isso!
- meninas em inglês por favor!
Olga se revoltou na cadeira nos fuzilando com olhos, sua raiva era nítida.
Ela fez sinal para a babá que veio a messa e levou as crianças para aos brinquedos na sala de tv, nos deixando sozinhos na mesa
- vocês estão de brincadeira né? Depois de foder na bancada onde nossa comida é feita, agora ficam aí estranhos um com outro! Vocês estão juntos ou não?
- por que não cuida de sua vida Olga? Domenico não está te satisfazendo?
- irmão! Domenico rosnou em seus lábios
- desculpa mais sua mulher é insuportável!
- oh querido, que pena que não está mais em coma! Você ficava um amor quietinho dormindo!
- já chega Olga! Até ontem estávamos juntos, agora não sei o porquê ficou estranho!
Disse enquanto fuzilava Dom com olhar interrogativo
- Laura! Nós combinamos em ir de vagar e me assustei quando me beijou na frente de Stelinha foi só isso! Não achei que já ia dizer a ela que estamos namorando!?
- Namorando é sério? Voltaram ao colegial agora?
- é namorando Olga! E Massimo, uma hora ela irá saber, não temos para onde correr!
- ok então assim será meu amor!
Ele abriu um sorriso e o clima ruim passou, voltamos todos a comer, menos Olga que estava com nojo da bancada.
O segurança careca e alto chegou atrás de Massimo, cochichando em seu ouvido, ele fechou seu rosto imediatamente e se levantou
- me dêem licença!
Saindo da mesa sem dizer mais nada, seguiu para dentro da casa provavelmente a biblioteca. Eu estava desacostumada a Dom Massimo trocar tão rapidamente de humor e personalidade, uma hora amoroso e outra mafioso frio.
Alguns minutos se passaram e ele não voltou, Domenico se levantou despedindo e como sempre beijos quente em sua esposa amada, o clima começou a esquentar então tive que os interromper
- ahaaam, senhores por favor!
Meu tom de pigarro, os tirou do clímax que já estava acontecendo
- tchau cunhada!
Ele sorriu em minha direção, e lhe retribuí, então deu de costas nós deixando sozinhas.
Terminamos o café e fomos ver nossos filhos, que estavam na sala te televisão, brincado no tapete, uma verdadeira bagunça, ainda bem que tínhamos empregados para ajudar!
- Olga temos que ir a reunião com Emi, será as onze no ateliê
- ok vou me arrumar então e vamos, falta uma hora!
Sai pelos corredores e entrei em meu quarto, vestindo um vestido em tule preto combinado com meu scarpin vermelho, soltei meus cabelos, e arrumei o rosto com uma maquiagem leve, finalizada em batom vermelho também que ficou divino, se tinha uma coisa boa em Sicília e que despertava minha vaidade. Minha mãe ficaria orgulhosa de minhas roupas lindíssimas, ela adorava moda e sempre se cuidou, por isso ainda era tão bela e nova, nesse momento eu seguia um pouco de seus passos e a admirava, esperando que Stelinha também siga os meus e se orgulhe de mim um dia.
Sai do quarto lindíssima, desfilando pelos corredores, eu estava indo me despedir de Stella e chamar Olga para irmos, quando pensei em passar ver ele.
Parei o homem de preto perguntando sua localização, e esse me contou que ainda estava na biblioteca, então segui o caminho e ao encontrar a grande porta de madeira, dei uma pequena batida e abri.
O barulho da porta se abrindo de vagar veio junto com a cena que me fez arder em ódio.
Lá estava a vadia da Bárbara, sentada em cima da mesa de frente a ele, que estava em pé perto demais dela segurando sua mão. Usando um vestidinho solto todo florido claro, com alcinhas finas e um decote bem avantajado, suas tatuagens a mostra e os cabelos loiros soltos, seu cheiro de puta rondava a sala, o olhar de Massimo ardia de desejo, eu conhecia aquele olhar animal a ponto de atacar a presa. Minha vontade de encher a cara dele de tapas estava me levando a loucura, quando seus olhos me viram abaixando a cabeça, se afastando um pouco da vadia
- Laura?
- Massimo, só vim lhe avisar que vou sair!
Meu foi tom seco e áspero, Bárbara se virou me olhando e sorrindo
- Laura oi, que bom te ver! Vejo que ainda está aqui
Meu corpo ardia em ódio, sua cara me dava nojo e a vontade de socar ela era enorme
- Bárbara, tudo bem? Deu certo o casamento lá não sei na onde?
- deu sim Laura!
- que bom, lhe lancei um sorriso falso e depois um olhar de ódio a Massimo
- tenho que ir tchau!
Sai batendo a porta em irá, pisando alto indo pelos corredores, bufando em ódio.
Então ele chegou atrás de mim, me agarrando pelo braço, prensou meu corpo contra a parede, beijando minha boca, enquanto agarrava minha cintura, eu estava irritada fora de clima para aquilo, me contorci tentando sair dali, mais ele era forte, seu pau estava estourando na calça e pude o sentir relar em mim.
Consegui fugir em minuto de seu beijo e fui lhe gritando brava
- para Massimo, está querendo foder comigo pensando nela, eu vi o desejo em seus olhos não minta!
- não Laura, mais mesmo que fosse, eu não a levaria, porquê tenho você! Não preciso de outra baby, só você me basta para aliviar todos os desejos! Adoro te foder, adoro seu cheiro, seu gosto!
Ele me olhava frio rondando meu corpo, com desejo e preste a atacar
- você está linda meu amor, a onde vai?
- a uma reunião com Emi no ateliê, Olga irá também!
Sua mão percorreu o interior de minha coxa e erguendo a saia, subiu até minha calcinha. Suspirei em baixo dele quando deslizou o dedo retirando a pequena renda e passou suavemente em minha fenda que já estava molhada, não aguentei o prazer deixando um gemido baixo escapar de minha boca.
Ele avançou em mim me beijando fortemente e me levando a loucura com seu dedo girando em meu clitóris que inchou. Ali em meio ao corredor da mansão, o medo de sermos pegos aumentou meu tesão, e já estava quase chegando quando o estrondo passou perto de nossos ouvidos.
O barulho nos interrompeu imediatamente
- Laura, foi tiro tenho que ir! Pegue as crianças, se esconda com Olga, eu vou ver oque é isso!
- Massimo
O puxei de volta a mim lhe dando um beijo
- cuidado querido, eu te amo!
- também te amo baby!
Outros três tiro foram ouvidos, quando a porta da biblioteca no fundo do corredor abriu e Bárbara saiu, segurando um rifle e duas nove mm
- Massimo deve ser eles!
Ela entregou a ele o rifle e se virou a mim
- Laura!?
Me entregando uma das nove mm
- eles quem?
Peguei a arma verificando munição e trava
- os Matos! Estão juntos de Adriano! Disse Massimo
Meu corpo estremeceu com a afirmação, a família de Nacho estava nos atacando
- Massimo?
- agora não Laura! Se esconda com as crianças, tome cuidado, eu tenho que ir pra frente ajudar os homens!
Ele se virou e seguiu junto a Bárbara pelo corredor, senti meu peito doer e mais cinco ou seis tiros foram disparados bem perto pelo estrondo, sai correndo para o local onde estavam as crianças.
Olga não estava ali, as babás haviam se jogado no chão com as crianças que tampavão os ouvidos com medo
- venham!
Puxei Stella em meu colo e fiz sinal para as duas moças me seguirem, quando uma segurou Lucca e a outra Isabelle.
Minha intenção era ir aos quartos e nos esconder em algum closet, então correndo pelo corredor abrimos uma porta e elas entraram, quando escutei um grito, soltei Stella e a mandei para dentro do quarto.
Fechando porta as deixando seguras, sai com a arma na mão embusca do grito.
Abri a porta enfrente e estava vazia, abri a outra e nada, outro grito foi ouvido e soube da onde veio, sai correndo e encontrei na última porta.
Um homem alto e forte, vestido de preto, agarrava minha amiga Olga pelo pescoço a prensando contra a parede e ela sufocava, não pensei duas vezes e mirei minha arma em sua direção e com estrondo apertei três vezes o gatilho.

365 DNI O reencontroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora