Estava um dia ensolarado e limpo, Stelinha e eu nos sentamos a mesa, fomos as primeiras nessa manhã, quando Olga e Domenico chegaram com as crianças.
- bom dia meus amores!
Disse sorrindo e os dois me olharam estranhos e desconfiados.
- bom dia, alguém está de bom humor!
Minha amiga sempre via maldade em tudo, e apenas segui com o sorriso, eles se sentaram também e foram se servindo.
- Laura, depois preciso falar com você!
- oque foi? pode falar!
- e que...
Ele foi interrompido quando Massimo chegou atrás de nós, se sentando apressado
- bom dia família!
Disse sorridente e seu cheiro de banho fresco era surpreendente.
- olha mas alguém de bom humor, mesmo com a cara toda destruída! Disse Olga toda irônica.
Ele a fuzilou com os olhos e ignorou.
- Domenico estava me dizendo algo?
Ele abaixou a cabeça e depois pude ver que este disfarçava pela presença de Massimo há mesa.
- amanhã será seu desfile, e queria te dizer que se precisar de algo é só dizer, vou adorar te ajudar!
- ooh que bom Domenico, ajuda é oque mas estamos precisando!
A mesa seguiu quieta por um momento, quando Joana apareceu chamando Massimo e todos os olharam
- Dom Torricelli, o senhor tem visita!
Ela olhou no fundo do quintal e segui com meus olhos, parada no batente a loira estava encostada com a cara mas limpa do mundo, meu nervos subirão no mesmo instante, me levantei furiosa batendo na mesa com tudo, assustados todos olharam em minha direção
- oque ela está fazendo aqui Massimo?
- não te interessa Laura!
Ele se levantou e me encarou, de peito aberto me enfrentando frente a frente, porém eu não ia abaixar pra ele
- você está de palhaçada! Eu vi ela agarrada em Adriano ontem! E agora ela pisa em nossa casa?
Todos nos olhavam espantados pela briga em público, meu corpo ardia mais era de ódio puro.
- olha Laura, acho melhor você não se meter, ou pode sair dessa machucada e eu não quero ser o culpado denovo! Não se intrometa!
Ele virou as costa e saiu dali, provavelmente foi a biblioteca com a vadia da Anna, e eu não acreditava naquilo, como podia ser tão burro?!
Eu caí na cadeira frustada e irritada, como podia isso estar acontecendo, porra Massimo, sempre caindo na conversa dessas vadias.
- Laura, podemos falar em particular?
Domenico me tirou da minha hipinose de irá e frustração.
- claro!
Nos levantamos da mesa e antes de sairmos dali ele beijou Olga, andamos pela casa e na sala ele começou a falar enquanto sentavamos no sofá.
- Laura, ontem depois que você me ligou, eu fiz tudo que pude pra pegar Adriano e Anna, meus homens os seguiram um bom tempo e quando estes pararam em uma mansão na encosta das montanhas de Etna, perto do vulcão, Massimo e eu partimos pra lá!
Ele fez uma pausa, oque me deixou nervosa, oque aconteceu?
- fala Domenico, sem rodeios!
- estava tudo certo Laura, nós íamos conseguir se Massimo não tivesse caído na provocação dele, ele fez várias ofensas a nossa família, a meu falecido pai, disse a Massimo coisas horríveis sobre você e sobre já estar com outro, um tal de Gabriel
- espera como eles sabem do Gabriel?
- tem gente te vigiando 24 horas, gente que não é nossa!
- Gabriel está com eles? Você vai ter que investigar isso!
- eu já fiz, e não ele não trabalha com ninguém da máfia! Posso continuar?
Dei de ombro um pouco aliviada com isso, porém intrigada por ser vigiada por inimigos.
- depois, Adriano sugeriu que disputasem aos socos o lugar de Dom! Os dois brigavam e os homens apenas olhavam por ordem deles, até que eu o tirei desmaiado de lá! Houve um pequeno tiroteio mais ninguém se feriu...
Domenico respirava fundo e pude ver que ele tinha ódio demais, seus punhos estavam fechados e seus olhos negros ardiam, nunca havia visto Yang desse jeito.
- Domenico se acalma!
- não consigo Laura, não sei como Massimo conseguiu dormir depois de tudo isso, meu pai deve estar se revirando no túmulo!
Eu sabia que ele havia dormido em minha cama, porém não quis falar disso agora, então fui ao que me interessava.
- e porquê Anna está com ele nesse momento?
- não vimos ela no bunker, mais quando estávamos no carro, ela ligou pra ele, disse que tinha informações pra ajudar pegar Adriano, e ele como tolo caiu, ela está arrumando um encontro entre eles em dois dias!
- é uma armadilha concerteza, Massimo não deve ir!
- também acho, porém ele não me escuta! Pensei que talvez você possa me ajudar, falar com ele ou sei lá?
- não sei se ele vai me ouvir, você viu na mesa
- é eu vi!
Ele abaixou a cabeça nas mãos, pensativo enquanto sacudia as pernas nervoso.
- eu mesmo devia matar Adriano, ele matou meu pai, estrupou minha mulher e ameaça minha família! Desgraçado!
- Massimo não vai permitir que nenhum de nós dois se intrometa, vai querer resolver tudo sozinho!
- eu sei!
- a não ser que...
- a não ser que o que Laura???
Eu tive uma ideia maligna, e contei todos os detalhes há Domenico, que de início ficou apreensivo.
- não sei não Laura, você tem certeza disso?
- tenho sim Domenico! Vai dar tudo certo, e vamos resolver dois problemas de uma vez só, além disso você está aqui pra me ajudar no que eu precisar lembra?
Disse a ele sorrindo e simpática.
- ok, acho maluco mais não é difícil, vamos fazer durante o desfile, vão estar todos distraídos, e eu mesmo cuidarei disso!
- perfeito! Agora eu tenho que ir, tem muito serviço pela frente, vou deixar esse lance todo com você!
- certo, vou arrumar o necessário, e seja oque Deus quiser!
Eu saí dali pensando em cada detalhe de meu plano, vai ser divertido me vingar de meu torturador, e ainda tomar o seu controle sobre essa situação, pensei em algumas coisinhas que eu queria acrescentar, porém essas Domenico não sabia.
O resto do dia foi bem corrido e nem tempo de almoçar tive, quando consegui fugir um pouco do ateliê e ir no restaurante do outro lado da rua por volta das três da tarde.
Eu estava faminta, pedi um prato de espaguete pra viagem e energético duplo, não sabia que horas eu ia conseguir sair do trabalho e precisava de energia extra.
Senti uma mão em meu ombro e quando olhei pra trás o jovem sorridente estava ali
- Gabriel, oi como vai?
Eu abracei ele imediatamente, como se fossemos velhos amigos e sentisse saudades dele, quando percebi já era tarde demais e ele retribuiu o mesmo.
Eu fiquei envergonhada e provavelmente vermelha, quando nos afastamos.
Eu olhei pro balcão procurando a garçonete que traria minha comida tentando fugir dele, que se encostou a meu lado
- e então, eu estou bem e você? Tem dias que não te vejo!
Seus dentes brancos, os lábios rosados deliciosamente carnudos, seu corpo era malhado, em uma camiseta cinza e calça de linho bege, que marcavam bem seus músculos, e que braços eram aqueles, senti meu corpo arder em sua presença, suspirei fundo e percebi que estava o encarando e babando como uma idiota
- é eu tô bem também! Muito serviço, sabe como é, não dá tempo pra outras coisas!
Ele sorriu pra mim e se aproximou um pouco
- coisas tipo sair pra jantar comigo?
Seu tom era sexy e fez minha imaginação fluir pensando naquele homem delicioso me fodendo.
- bom talvez, não sei, minha agenda está muito corrida esse dias, mas assim que eu tiver um tempo quem sabe...
- aaah sim, entendo, você não está interessada, não tem problema Laura!
Ele disse abaixando a cabeça com olhar desapaixonado
- não, Gabriel é sério, eu tenho interesse, até demais, é que eu tenho um desfile muito importante amanhã e muitas coisas pra arrumar, desculpa
- ok, ele disse suspirando ainda olhando pra baixo
- olha quer saber, porque não vai assistir o desfile? Vai ser uma baita festa e muitas pessoas importantes vão aparecer por lá! Que tal?
- bom, talvez eu apareça, tenho que ver minha agenda!
Ele disse sorrindo fraco em minha direção.
A garçonete chegou com meu pedido e a paguei, me virei de volta ao jovem que não parava de me olhar com desejo
- bom tenho que ir, eu te mando a localização do desfile!
- certo, então vai salvar meu contato?
Ele disse maliciosamente mordendo os lábios
- é talvez
Eu ri dele, e sai dali ainda sorrindo, ele me seguia com os olhos quando sai do restaurante.
Fui pro ateliê e ao chegar lá, várias modelos nós aguardavam para a prova final das roupas, uma bagunça que só!
- Emi precisamos de ajuda! Urgente!
Liguei para Olga desesperada, haviam 15 meninas semi nuas no ateliê, para provar 45 peças e só duas costureiras, Emi e eu, não dariamos conta!
Eu estava uma pilha de nervos quando Olga e o reforço chegou, ela trouxe toda nossa equipe feminina da casa, Joana, Maria, Cintia, e Dalva, as crianças vieram junto.
Então rapidamente colocamos todas as meninas com suas peças certas para a prova, e começamos a ver os mínimos detalhes das peças, nada podia passar, era nossa reputação em jogo!
As crianças corriam de um lado pro outro brincando, enquanto as meninas desfilavam pelo ateliê em nossas peças.
Já estava anoitecendo quando pedimos uma quantidade enorme de pizzas, e todas cansadas fizemos uma pausa.
Eu estava no sofá com Stelinha quando Olga chegou puxando conversa
- Lari, Domenico me contou tudo, você tem certeza do que vai fazer?
- tenho sim Olga, já está tudo sendo preparado
- talvez ele não te perdoe por isso!
- vai dar tudo certo, eu sei que vai!
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365 DNI O reencontro
Fan-Fiction4 livro, depois de cinco anos, Laura e Massimo se encontram, escrito por uma fã
