capítulo 43

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Voltei a mansão cansada depois de muito trabalho, confesso que estava apreensiva por medo de esbarrar nele, depois de tudo o acontecido, então tentei me esquivar pelos corredores até meu quarto.
Tomei um banho frio tentando acalmar meu corpo, que como louco ardia, não, eu não posso!
Eu ainda estava de roupão quando Olga entrou sem aviso em meu quarto, me dando um baita susto quando abriu a porta
- credo Lari, você está pálida, isso tudo é medo de ver ele?
- não! Não é medo de vê-lo, mais sim de saber que vai doer e que meu corpo vai o desejar mesmo assim! Vou ter que me controlar muito Olga, eu devia ter fugido pra Messina! Seria mais fácil!
- achei que tinha ficado por Stella!
- e foi, mais agora que ele voltou, tudo fica difícil!
Ela riu se jogando na cama e me observando nervosa
- Aiai o amor de vocês é tão complicado! Se fosse eu já estava sentando nele e tudo estava certo!
- cala boca, ele me traiu e me deixou, não vou ceder pra ele fácil assim! Não posso ceder!
- da última vez que ouvi isso, alguém parou em um quartinho de boate e levou uma picada gostosa!
Imediatamente peguei a almofada e joguei em sua cara, ela ria de mim e pegou a mesma o abraçando
- quer saber garota, vista uma roupa bem sexy e bonita, passe seu melhor perfume e vamos jantar!
- não, acho que vou jantar aqui mesmo, pede pra Joana trazer minha comida e Stelinha por favor!
Disse a ela enquanto me joguei afundando na cama a seu lado toda manhosa
- nem a pau! A noite só está começando e está linda! Você vai ter que o encarrar, já que decidiu ficar meu amor, então vamos levanta essa bunda e mostra pra ele o que está perdendo!
- não, não quero vê-lo!
Ela se levantou e foi a meu closet, pegou um vestido curto de renda quase transparente em nude e uma lingerie pequena preta que ficaria a mostra no mesmo
- olha só combinação perfeita para provocar! Bem sua cara, então vamos!
Se jogou em cima de mim me fazendo cócegas e como uma louca eu gritava rindo, nos embolando na cama feito crianças
- chega por favor! Eu não aguento mas cócegas!
- então levanta se não vou começar novamente
- ok, ok, chega, isso é covardia! Te odeio!
- e eu te amo, agora fica bem gostosa!
Tentei lutar contra ela mais sem sucesso, se levantou e começou a me puxar pra fora da cama e não tive escapatória.
O vestido que minha amiga escolheu ficou perfeito, e me deixou sexy na quantidade certa, um pouco misteriosa e um pouco amostra.
Vesti meu scarpin preto e me maquiei, passei meu melhor perfume exagerando um pouco, e cabelos presos em um coque, quando sai do closet
- Perfeita, você está maravilhosa! Vamos!
Ela me grudou pelos braços e me arrastou até a mesa, onde toda nossa família estava sentada, exceto Massimo.
Me sentei a mesa aliviada e Domenico me cumprimentou, acenei pra ele e começamos a nós servir.
Stelinha ao lado de Lucca fazia arte o tempo todo, ela ficou muito mas sapeca vivendo com seu primo e eu ficava de cabelos em pé!
- filha senta direito! E para de brincar com a comida!
- oh eles estão terríveis, as babás merecem um aumento! Não sei como dão conta!
Disse Olga com seu tom irônicoo e todos rimos
- imagina quando chegar o próximo!
- é mesmo, aliás esse pequenino se mexeu muito essa noite!
- ooh que belezinha, a madrinha já te ama meu amor!
Lhe acariciava a barriga, fazendo voz de criança como se meu entiado já pudesse me ouvir, quando no fundo Massimo chegou.
Seu olhar era frio e baixo, se aproximou da mesa em nossa direção
- boa noite!
- boa noite irmão!
As crianças como sempre o amavam e responderam na mesma hora, eu e Olga fingimos não ouvir, quando essa o encarou com olhos em fúria.
Ele evitou me olhar frente a frente e fiz o mesmo, suspirou fundo e foi se retirando
- se me dão licença, vou para meu quarto, bom jantar pra vocês!
Quando ia se virando ele olhou bem para Lucca e Stelinha, e pude ver que sentia dor, porém ele mesmo a causava como um sadomasoquista.
- irmão nos acompanhe na refeição?
- obrigado Domenico, estou cansado e preciso de um banho!
Domenico bateu em seu braço e se despediu, os olhos negros de Black percorreram meu corpo cada centímetro, mais fugiu quando chegou ao meus olhos, saindo dali antes disso.
Ele deu as costas e Olga não manteve a classe
- covarde!!!
Provavelmente ele escutou mais não fez nada a respeito.
Terminamos o jantar e todos se retiraram a seus quartos, a noite estava quente demais e ruim para dormir.
Meu corpo ardia e mesmo com uma pequena camisola fina branca estava insuportável, era duas da madrugada, quando entrei na ducha fria e forte para tentar aliviar, e deu certo, bom por um tempo.
Enxuguei meus cabelos e vesti de volta a camisola, percebi que talvez eu estivesse estressada com toda a situação e por isso não conseguia dormir.
Não quis tomar minhas drogas, elas são muito pesadas e me fazem mal, então só tinha um jeito.
- champanhe, bem gelada de preferência!
Sai do quarto e fui a cozinha, abri a geladeira e achei minha preferida a champanhe rosa, então a abri e comecei a beber ali mesmo.
Mil coisas passavam em minha cabeça, a maioria era sobre ele e essa vontade frequente de sofrer que ele tem, nunca havia visto isso em alguém como nele.
De repente o mesmo entrou na cozinha, me tirando do meus pensamentos, e me lançou um olhar sério
- Laura, desculpa eu volto depois!
- já está aqui vai pega o que veio pegar, não ligo!
Ele abaixou a cabeça e seguiu ao armário buscando um copo e a garrafa de whisky, eu fiquei o observando calada, aquela tentação de homem que tinha a mania de andar sem camisa pela madrugada, seu shorts fino cinza, cabelo bagunçado e pés descalço.
Aii Laura para! Você tem que se controlar!
Eu brigava comigo mesma negando meus desejos, quando achei em minha cabeça a motivação, Amélia!
Ele sempre irá fugir das conversas então um bom momento para o encurralar.
Virado de costa, na pia ele enchia o copo
- e Amélia, como está?
Começei com o tom irônicoo, era óbvio que não queria saber dela e se a visse em minha frente a mataria.
Ele bufou e virou seu copo ainda de costa pra mim, evitando me encarar
- porque ainda não fugiu? você já fugiu por menos!
- bom, nossa filha adora viver aqui com seus primos, não quis tirar isso dela!
O senti extremecer quando disse nossa filha, e ele apertava os punhos sobre o mármore
- Domenico linguarudo!
Eu sorri com isso não pude evitar
- quando ia me contar?
Ele se virou e fechei de volta meu rosto, não podia perde minha postura séria
- eu não ia!
- típico! Rosnei pra ele.
Ele virou um gole do copo, olhando de frente pra mim
- e você está bem com isso? Perguntou curioso
- antes você do que Adriano!
Meu rosto e tom eram totalmente sarcástico e resentidos.
- ooh essa doeu!
- cuidado, pode ficar excitado!
- oque está insinuando?
- que você adora dor querido, e sua namorada está longe pra te satisfazer!
Ele abriu um sorriso e devagar foi se aproximando, senti minhas pernas ficarem bambas
- tem ciúmes Laura? Quer me satisfazer essa noite?
Seu corpo tava perto de mas sondando o meu, seus braços apertaram a beira da bancada atrás de mim me encurralando e meu coração queimava, ele era muito sexy.
Eu me levantei, e ele fez o mesmo, suas mãos estavam estendidas pelo corpo, e nós parados frente a frente.
Vi seus olhos descendo a meus bicos e mordeu os lábios, quando senti meu cabelo pingar e escorrer pela mesma, ótimo a camisola branca estava transparente, o que o deixou ainda mas louco.
Senti seu corpo ardendo, então segurei em sua cintura, bem de vagar e subi, passei as mãos em seu peito grande e ele respirava ofegante sobre meu toque, desci até o elástico de seu shorts e esse fechou os olhos, inclinando a cabeça para trás e lhe sorri.
Levantei na pontas do pés e ficando mais alta perto de seu rosto sondando sua boca
- só nos seus sonhos querido!
E sai dali, o deixando pra trás todo excitado, ele me seguiu com os olhos e ardendo de tesão, quando ia quase saindo e ele me chamou
- Laura!
Eu olhei pra trás vendo o que este queria
- adoro jogar com você!
Ele sorriu pra mim, eu só lhe lancei meu olhar sério e segui desfilando pelos corredores.
Fiquei muito orgulhosa de mim mesma por ter conseguido resistir e ainda o provocar, esse sempre foi o nosso lance e nos deixava mas excitados.

365 DNI O reencontroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora