Capítulo 118

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Anne On

Depois do show de drama que Gilbert deu no estúdio fazendo sua tatuagem, ele ficou mais relaxado do que antes. Talvez tivesse usado toda a sua energia em seu surto lá.
Dei altas gargalhadas com os gritos que ele deu, minha mão estava dormente de tanto que ele apertou, mas valeu a pena pois o vídeo que fiz, ficaria como lembrança daquela vergonha que ele passou.

Eu saí de casa achando que Gilbert seria o meu apoio como sempre, mas invertemos os papéis. Era engraçado pensar em como ele podia ser tão forte em tudo, mas tremia feito um gatinho com algo tão simples.
Bem, assim como Kryptonita é para o Superman, agulhas eram para o Gilbert.

Nosso trajeto foi menos silencioso na volta, sem o nervosismo sem sentido de Gilbert ou sua falsa tentativa de mostrar que não estava escondendo nada. Não pensei mais sobre aquilo, pois queria evitar que minhas paranóias estragassem o nosso dia.

Apesar de não termos planejado nada, Gilbert fez questão de nos manter ocupados o tempo todo, e passeamos por toda Avonlea. Segundo ele, queria conhecer melhor o lugar. Fomos ao parque, tomamos sorvete, brincamos com as crianças que estavam lá e eu caí do balanço.
Subimos em uma árvore sem motivo algum, mas Gilbert estava tão animado que nem questionei. Ficamos um bom tempo sentados nos galhos observando as pessoas indo e vindo, algumas sorriam para a gente e outras só ficavam confusas.

No meio da tarde eu já estava exausta, queria voltar para casa e dormir o resto do dia, mas Gilbert reclamou que eu estava sendo una péssima "guia turística" e que eu devia mostrar cada lugar da pequena cidade, e só depois poderíamos ir para casa.
Horas depois, assistimos ao pôr do sol no carro de Gilbert, mais um dos momentos que eu guardaria na minha caixinha de lembranças em minha mente.

O dia foi perfeito com a melhor companhia do mundo. Gilbert era maravilhoso em tudo, até em fazer nada ele conseguia ser bom. Não podia desejar nada melhor para hoje do que passar horas ao lado dele, horas que passaram voando, foram leves e divertidas. Nossas conversas nunca eram desinteressantes, nosso senso de humor era compatível, e isso sempre resultava em nossas competições de piadas sem graça que nos matava de rir, como também as nossas brincadeiras idiotas.

Anne: Obrigada por hoje.–Falei com a cabeça apoiada no ombro dele.

Ainda olhávamos para frente enquanto o sol sumia aos poucos.

Gilbert: Eu que agradeço. Você foi uma ótima guia turística.–Disse com um sorrisinho.

Anne: Hum, então talvez eu possa te mostrar mais alguns lugares, mas esses não são desconhecidos por você.–Sussurrei em seu ouvido vendo-o arrepiar.

Subi a mão por sua perna vagarosamente, depositei um beijo em seu pescoço e subi mordiscando o lóbulo da orelha. Senti sua respiração pesar.

Gilbert: Você é uma provocadora nata, Anne Shirley.–Falou com um sorriso malicioso passando os olhos pelo meu corpo.

Gilbert rapidamente me puxou para o seu colo e selou nossos lábios em um beijo rápido. Suas mãos deslizaram em minhas coxas, subindo e descendo enquanto levantavam o vestido. Minhas mãos foram de encontro à sua nuca, puxei-o para mais perto e passei as unhas naquela região. Ele apertou meu quadril e desceu para o meu traseiro, um gemido me escapou quando senti sua ereção roçando em mim.

O moreno se afastou de repente e me encarou enquanto nós dois respirávamos descompassadamente. Olhei confusa para ele e ele bufou passando a mão no rosto.

Gilbert Não podemos agora. Temos que ir para sua casa.–Falou frustrado.

Anne: Por quê? Até pouco tempo você não queria nem saber de ir para lá.

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