Parte 16

684 39 17
                                        


Mas dois dias se passaram, fui até lá fora e dei uma declaração, explicando a situação de Karol e fui acolhido por todos jornalistas e fans, o mais incrível foi ver eles se afastando e mantendo uma distância segura do hospital deram as mãos e fizeram uma corrente pela Karol, sei que ela ficaria emocionada com tanto amor.
- Prontos? A doutora pergunta.
- Sim, ela vai voltar.
- Estamos confiantes que sim, mas já conversamos se isso não acontecer.
- Tudo bem.
Entramos no quarto onde Karol esta e me aproximo da cama seguro sua mão, a médica começa os procedimentos e desliga alguns aparelhos, assistimos sem poder fazer nada os batimentos de Karol vão reduzindo aos poucos , engulo em seco e meu coração se aperta quando chega a cinquenta não consigo conter as lágrimas, chega em trinta e caiu de joelhos ao seu lado suplicando baixinho que ela volte para mim, escuto quando Valentina grita e se desespera pedindo que ela volte mais não consigo levantar o rosto não quero acreditar que ela se foi que a perdi.
- Vou dar um momento a vocês. Doutora Carmen fala e vai saindo.
- Karol acorde, vamos acorde Karol....




Karol

-Karol, filha acorde... A voz, essa voz eu conheço, essa voz inspiro, esse cheiro...
- Mãe. Mamãe é você. Ela sorrir e acaricia meu rosto.
- Sim meu amor sou eu.
- Como?
- Você resolveu dar uma voltinha.
Olho em volta e estamos em um jardim.
- Como eu cheguei aqui?
- Isso não importa Karol, você precisa voltar, ainda não é o seu momento.
- Mãe estou tão feliz em vê-la. Abraço minha mãe sentindo seu cheirinho.
- Eu também minha menina, eu também, venha vamos caminhar um pouco.
Caminhando de mãos dadas fomos vendo os grupos conversando, brincando, meditando.
- Tenho a sensação de paz aqui.
- Sim é maravilhoso não é?
- Sim, e estou feliz em está aqui mãe, senti tanto sua falta.
- Oh meu amor eu sei que sentiu, Karol em todos os momentos eu estava com você.
Uma garotinha vem correndo na direção da minha mãe, que se abaixa e a pega em seus braços, elas sorriem uma para outra a garotinha então olha para mim e arregalo os olhos, ela é...
A menina acaricia meu rosto e me dar um beijo na bochecha, então desce do colo da minha mãe e some.
- Quem é aquela garota.
- Você vai descobrir quando voltar.
- Porque tenho que voltar, você está aqui.
- Sim, porque era o meu momento, mas não é o seu, ele precisa de você.
Franzi o cenho e ela faz um gesto com a mão tudo desaparece e estamos em um quarto de hospital, eu estou deitada e Ruggero ajoelhado ao lado da cama com o rosto escondido na minha mão e Mike segurando Valentina que está desesperada.
- O que... Minha mãe mostra o monitor...
- Vá, você precisa voltar agora, eu te amo filha e sempre estarei com você.
Ela beija minha testa e uma luz muito forte quase me cega tenho que fechar os olhos e tapar com a mãos.

Quando abro os olhos a claridade faz com que eu feche novamente e um suspiro profundo sai dos meus lábios, abro os olhos novamente. Pigarreio porque minha garganta está seca.
- Alguém pode desligar o caralho dessa zuada meus ouvidos não são penico porra.
- Aí meu Deus... Escuto a voz de Valentina, mas minha cabeça está muito baixa e não consigo vê-la e meu corpo está letárgico demais para consegui me mover.
Sou agarrada e os braços que me envolvem sei que é Ruggero seu perfume é delicioso, ele me puxa para cima apertando meu corpo no dele e chorando muito.
- Oi... Ei ... Amor está me esmagando.
- Desculpe linda... Ele alisa meu cabelo , meu rosto.
- Você voltou.
- Você bebeu, eu não sair daqui, estou de bunda quadrada de está deitada nessa cama. Ele rir e levanto o olhar vejo Valentina e Mike tentando secar as lágrimas.
- Querem parar de chorar parece até que estão no meu enterro eu heim credo, cadê a médica, quero ir pra casa. Valentina gargalha.
- Sua vadia eu devia quebrar sua cara.
- Ainda estamos no hospital pode esperar chegar em casa. Ela e Mike se aproximam e me abraçam forte.
- Nós vamos preci.... A médica para e fica de boca aberta, chama as enfermeiras e vem na minha direção, coloca uma luz nos meus olhos, mede minha pressão e os batimentos cardíacos, escuta meu pulmão.
- Vamos precisar fazer alguns exames.
- Já percebeu que depois que entrei aqui não faço outra coisa.
- Você é um milagre garota.
- Se você está dizendo quem sou eu para discordar.
- Eu posso acompanha-la? Ele pergunta e a médica sorrindo assente.

Ele segura minha mão enquanto a enfermeira empurra a cama.
Fiz um monte de exames e depois me levam de volta para o quarto, Ruggero ao meu lado arruma os travesseiros.
- Está confortável assim.
Faço que sim e ele senta ao meu lado.
- Eu sonhei com a minha mãe.
- E como foi?
- Ela mandou eu voltar porque você precisava de mim.
- Minha sogra é uma mulher sabia, porque eu precisava mesmo, meu mundo acabou no momento em que seu coração parou de bater, você morreu e me levou junto, não sei viver sem você Karol.
- Estou aqui agora meu amor.
Ele beija minha mão e acaricio sua bochecha.
Não sei quanto tempo passou, Ruggero me contou tudo que aconteceu e ainda estou incrédula que morri e voltei só eu mesmo para fazer algo assim, outra coisa que me deixou de queixo caído foram meus fans, gravei um vídeo agradecendo o apoio de todos.

E nós respiramos agradecendo porque a dona da porra toda chutou a bunda do capeta e o inferno devolveu, ela precisa enlouquecer o velhinho mais um pouco.

Entrelinhas - Segundo LivroOnde histórias criam vida. Descubra agora