Lobo 🐺
Subi no camarote e fiz toque com geral, cumprimentei todo mundo e vi meu pai no canto fumando e fui até ele.
Ret: e ae, cadê a Safira?
Lobo: tá com o Luan em casa, só vim mermo pra trabalhar pô, já faz uns baile que eu fico em casa com eles.- ele assentiu.
Ret: relaxa pô, faz teu corre aí e pode vazar se quiser quando acabar.- assenti e fui pegar as drogas pra vender.
Vi a Ellen entrando toda feliz e gata com o Joca. Tô felizão por eles, papo reto, ela merece toda felicidade do mundo e tenho certeza que o Joca tá fazendo isso, ela feliz.
Que doideira essa vida é né pô, eu pensei que um dia eu realmente ia me envolver sério e casar com a Ellen, mas aí tudo mudou.
Mó loucura pô.
K1: e ae, tá viajando é?- neguei rindo e fiz toque com ele.
Lobo: tava pensando aqui na vida pô.
K1: Iih alá, certeza que ja ta noiado.- mandei dedo negando.
Vendi uma quantidade considerável de droga o que já deu um lucro bom, só os playboy comprando.
Compram mais que o povo da comunidade, papo reto.
Ms encostei na grade depois e apertei um fininho, fiquei lá marolando até ver os fogos serem lançados no céu e escutar barulho de tiro.
Corri assustado indo pra salinha atrás do camarote onde guardavam as armas e peguei a minha.
Ret: que caralho, esse filho da puta resolveu invadir no baile. Pau no cu.
Lobo: quem é? A polícia ou o Pablo?
Ret: o filho da puta do Pablo.- ele falou puto pegando a arma e mandando encerrar o baile.
Lobo: porra pai, a Safira, eu preciso ir lá.
Ret: toma cuidado.- assenti e sai da quadra correndo.
Passei pela Ellen com o Joca e ajudei ele a deixar ela em casa, em seguida fui com ele na minha casa e entrei vendo a Safira assustada com Luan chorando no braço dela.
Lobo: me escuta, se esconde naquela parte do quarto que é revestida, não dá pra escutar nada, nem tiro nenhum entra lá.- ela tava com a respiração descontrolada.
Safira: não vai, por favor.
Lobo: eu tenho que ir, não posso ficar, meu pai precisa de ajuda.- ela engoliu seco - eu prometo que vou ficar bem, só faz o que eu pedi por favor.- ela assentiu.
Safira: por favor toma cuidado, não morre, se tu morrer eu vou atrás de tu no inferno e te ressucito, o Luan não pode crescer sem pai.- eu ri.
Lobo: ele não vai, confia em mim.- dei um beijo na cabeça dela e fui com ela até o quarto e ela entrou no esconderijo.
Lobo: tô indo, fé.
Sai de casa me escondendo nos becos, me abaixando onde dava e atirando em quem vinha.
Meu pai me chamou pelo radinho pra boca principal e eu fui, quase fui atingido, mas fui mais rápido e atirei no filho da puta.
Consegui chegar na boca principal e vi meu pai com o RD e o K1.
Lobo: cadê o filho da puta? Não vai botar a cara não é?
Ret: quem me dera, só queria meter uma bala na testa dele.
RD: meu sonho ha anos, desde que ele atirou em mim.- neguei rindo.
Lobo: rindo com respeito, tá.- ele negou rindo também e a gente viu o Dedé vindo na nossa direção e uma bala de repente atingiu ele no braço.
Ret: puta que pariu, Dedé.- ele correu até o Dedé.
Dedé: merda.
Lobo: caralho, entra na boca pô, tu tá sem condições de ficar nessa guerra agora.
Dedé: matem esse filho da puta.
Lobo: pode deixar.- falei sorrindo de lado.
K1: porra pai, vem cá.- ele ajudou ele a entrar na boca e os soldados do Pablo começaram a trocar tiro com a gente.
Meu coração acelerou quando eu vi meu pai levar um tiro e cair no chão.
Lobo: não pai.- gritei e me abaixei ao lado do corpo dele.
RD: puta que pariu.- ele falou olhando e trocando tiro.
Levantei a cabeça e vi o Pablo aparecer no meio de uns 5 vapores, bufei e levantei mirando a arma nele.
Pablo: tenta a sorte pirralho. Você ainda me pagam pelo que me fez, isso é só o começo. Esse aí é seu papai no chão?- bufei destravando a arma.
Lobo: eu vou te matar filho da puta!- gritei e vimos os vapores dele recuando e ele sumindo junto.
Corri atrás trocando bala com alguns tentando achar ele, mas não consegui. Voltei correndo e mandei o RD pegar o carro pra levar meu pai pro postinho urgente junto com o Dedé.
Mas o tiro que meu pai levou foi mais grave, tava sangrando mais.
Puta que pariu.
Entrei no postinho a mais de mil com ele sendo carregado e as enfermeiras me olharam assustadas.
Lobo: atende logo meu pai nesse caralho ou eu mato tudinho.- gritei e trouxeram uma maca, colocaram ele e levaram pra uma sala.
Passei a mão na cabeça e lembrei da Safira, corri até lá e fui até o esconderijo, quando abri vi ela sentada no chão apavorada ainda.
Quando ela me viu respirou aliviada e levantou me abraçando e viu o sangue na minha roupa.
Safira: meu Deus, você tá ferido?- neguei.
Lobo: não, meu pai que foi, acho que é grave, puta que pariu.
Safira: caralho. Ei, vai ficar tudo bem, vamo pensar positivo.- assenti e vi o Luan me olhando com aqueles olhinhos pequenos e meio puxadinhos e isso me acalmou.
Peguei ele nos braços e sorri vendo que ele também sorriu pra mim.
Lobo: meu ponto de paz é tu menor.- ele sorriu e pegou na minha corrente.
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Maratona 2/3
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COVARDIA [M]
Romance|| Rio de Janeiro, Colômbia📍 Três vidas, três mundos totalmente diferentes, mas que se cruzam por um acaso. |+16|
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