Pedido de desculpas

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   Lembro que quando vi o Draco prostrado na minha frente com uma cara de assustado e nessa hora eu senti um arrepio.

-Meu Merlin, você realmente ta mal.

-Tão feia assim? - ele revirou os olhos e foi entrando sem nem falar nada.

-Ei, ei. não deixei você entrar.

-Mas ta chovendo.

-Idai?

-Idai que você vai ficar com medo, eu sei que vai. agora se seu namorado for vir aqui eu posso ir.

-Você sabe ser chato até sendo legal. -Eu deixei ele ficar e voltei pro banheiro pra me trocar.

-eEai, oque achou?

-Achei do que?

-Do beijo do Fred weasley.

-Ai, você é um idiota sabia.

  Eu estava colocando meu pijama enquanto ele mexia em alguma coisa no meu quarto. Eu me assustei quando um trovão vibrou as janelas do banheiro.

-Calma, não precisa chorar.

-Vai se fuder draco.

-Eu não, vai você. Chama seu amiguinho, já estavam quase mesmo.

  Eu sai e joguei a toalha na cara dele que estava mexendo nas minhas maquiagens.

-Tava assistindo?

-Claro, até tocando uma. -Ele disse com uma voz irônica.

   A gente se encarou e deu risada. Mesmo tendo vontade de socar eu entendia o que ele tava fazendo, ele tinha esse jeito de pedir desculpas, fingir que nada aconteceu, e depois realmente se desculpar.

-Vai dormir aqui?

-Não se eu tiver que dividir espaço com ele.

-Ele não vai vir aqui babaca.

-Se vier, eu vou embora, porque não vou
ouvir gemido de ninguém.

   Eu taquei o travesseiro nele e me joguei na cama com a escova de pentear na mão. Ele começou a tirar os sapatos e desmanchar o penteado jogando o cabelo pra trás com as mãos. Eu lembro de ser eu a correr pro quarto dele por causa dos trovões, mas dessa vez ele veio, e percebeu que estava olhando pra ele, provavelmente eu estava com cara de idiota, ele jogou a toalha que eu havia jogado nele em mim de volta.

-Ta babando ai o tonta.

-Lembrando de um negócio.

-Do teu ruivo?

-Não, de quando você não era um ridículo.
Lembra quando era eu que ia no seu quarto chorar por causa da tempestade?

-Não acostuma não, eu só vim pedir desculpas e garantir que não vou ser tio de um Weasley.

Eu revirei os olhos e tacaria o travesseiro nele se um raio não tivesse caído lá fora. Eu levei um susto que o fez dar risada, mas eu me deitei e fingi rir também.

-Ei, não era pro seu medo ter diminuído, eu to aqui.

-A não ser que saiba parar com esses raios não vai ajudar muito.

  Ele sentou na beirada da cama desamarrando a gravata.

-Quando eu dormia com você quando era criança o medo passava.

-Quando eu era criança achava que por você estar ali um raio não poderia me acertar, agora eu sei que pode.

-Mas não vai.

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