Obrigada a todos que responderam o recado <3
Estavamos descendo quando ouvi uma risada frágil se aproximando, uma garota de cabelo encaracolados e castanhos amarrados numa trança subiu as escadas sem olhar pra frente e esbarrou em mim, ela me olhou com os olhos brilhantes e castanhos, desviou-se envergonhada. Como alguém trás uma criança pra esse tipo de reunião?
Entrando na sala de jantar bem cheia olhei pro rosto de algumas pessoas, tia Cissa parou pra conversar com um grupo de homens, Lucius já estava sentado com Rodolfo e uma presença a qual não imaginava, Blaise estava lá. Ele deu um olhar impressionado de me ver lá, mas não cumprimentou.
No fundo da sala um rapaz estava observando a lareira, estava de costas, mas parecia ter pouco mais da minha idade, por isso decidi me aproximar, Draco segurou meu braço e negou com a cabeça, achei que fosse apenas por ciúmes mas quando voltei a me aproximar, notei rastejando perto de seus pés uma enorme serpente que parecia quase de estimação, é como se ele não estivesse com um monstro aos seus pés.
Minha mãe entrou na sala e se colocou do meu lado, talvez pra provocar Rodolfo, ela também olhou para o homem, mas o seu olhar se desmanchava em admiração. E notei que não era um desconhecido dela quando ele se virou e veio em nossa direção, ele deu um sorriso, talvez fosse impressão, mas o sorriso dele era de alguem com más intenções.
-Então essa é a ilustre Luiza? -Ele se aproximou de nós, fazendo minha mãe endireitar o cabelo.
-Te apresento minha filha, meu lorde. -Eu esqueci de oferecer o cumprimento quando ouvi ela o chamar assim. Como alguem tão temido tinha a aparência de um rapaz.
-É um grande prazer ter você aqui, vai ser de grande serventia. -Ele me olhou nos olhos, era como se soubesse, me arrepiei quando fez isso, junto ao aperto de mãos forte.
Ele convidou todos a sentarem, todos olhavam a ele com admiração, com exceção de Narcissa, Rodolfo e Draco, eu estava tentando fingir. Conseguia ouvir a cobra rastejando por entre as cadeiras, não tinha medo de cobras, mas aquela era mais como um monstro, segurei a mão de Draco embaixo da mesa, ele fechou os olhos tentando não transmitir medo quando ela passou por entre os pés dele.
-É muito satisfatório ter todos aqui, estive ocupado com alguns...assuntos. Quero antes de mais nada dar os meus agradecimentos a aqueles que realizaram feitos em meu nome, enquanto estava fora. -Ele falava tudo devagar e olhava pra todos com os olhos cerrados, não eram os únicos que estavamos atuando. -Lucius. -O sorriso de Lucius não coube no rosto, era como se apenas dizer o nome dele já fosse uma honra pra toda a vida. -Soube do que você e um dos nossos novos integrantes fizeram, é importante que tenhamos cada vez mais pessoas conosco. -Ele deu um olhar rapido pra Draco que fingiu um sorriso.
-É uma honra pra mim meu lorde...-Antes de Lucius provavelmente se derramar em declarações ele interrompeu.
-Tente apenas não usar uma maldição toda vez que trouxer alguem novo. -Lucius se encolheu na cadeira e minha mãe segurou o riso. -Bella, minha querida. -Minha mãe corou ao ele se dirigir a ela, e Rodolfo não pareceu incomodado. -Obrigada por salvar nossa menina. -Quem era nossa menina? -Tenho certeza que aquele homem imundo que não sabe nem ser um lobisomem direito não ira mais te incomodar. -Ele olhou mim, e lembrei que havia prendido um pouco o cabelo, esqueço as vezes da cicatriz.
-Ela não sabia quem o espantou naquela noite. -Narcissa disse um pouco baixo, mas o lorde ouviu e pareceu surpreso.
-Agora Luiza sabe que não deve mexer com aquele tipo de gente. -Ele disse esperando eu concordar, eu apenas consegui assentir, minha voz não saiu. -Draco, soube que também ajudou Luiza, e encontrou Rodolfo para nós.
Nesse momento toda a mesa se virou para Rodolfo, ele tinha a pele um pouco mais escura que a minha, e ficou pálido como Draco. Lupin parecia ter acertado.
-Como assim encontrou? Ele estava com o lorde. -Lucius disse indignando.
-Parece que nosso amigo Rodolfo precisa contar uma historia melhor. -Ele se levantou e começou a andar em direção a onde ele estava. -Ele não me encontrou no lugar combinado naquela noite, onde andou esse tempo todo? -Ele disse parando atrás de sua cadeira.
-Senhor e-eu...- ''Lorde'', ele interrompeu. -Meu lorde e-eu, não consegui escapar do ministério, e-eu..
-Ora Rodolfo, não conte mais mentiras, ou vai se enrolar nelas. -Ele falou baixo no ouvido do homem que engolia seco. -Como as cobras fazem nas presas. -A grande serpente rastejou para cima da mesa e parou o olhando nos olhos. -A parte triste é que, as presas que mais se contorcem, morrem mais rapido. -Ele tinha um tom sádico na voz, oque fez minha mãe erguer o rosto sorridente.
-Por favor. -O homem sussurrou por misericórdia.
-Pensando melhor Nagini, acho que tem uma pessoa mais irritada com isso do que nós. -Ele levantou os olhos pra mim. -Deixe o jantar pra mais tarde. -Todos na mesa deram um riso fraco e sádicos enquanto ele vinha em minha direção. -Não é justo não acha minha querida, que ele vá embora, não diga nada, imagine todos os abraços e canções, ele te negou isso. -A voz dele foi se aproximando e quando se colocou do meu lado estendeu a mão pra que eu me levantasse.
-Meu lorde, ela pode fazer outra coisa, matar alguem com essa idade...-Narcissa tentou intervir.
-Se ela realmente é fiel fará oque for preciso. -Lucius disse enojado da propria esposa.
-É ela quem vai decidir. Matar o passado de uma vez, ou leva-lo como peso. -Eu fiquei de pé e ele disse baixo me olhando nos olhos. -Me honre.
Eu não queria fazer aquilo, eu não gostava dele, e era mesmo real oque ele disse, eu perdi muita coisa por causa dele, mas ainda era uma pessoa, alguem com tanto medo quanto eu, mas eu tinha que seguir o plano.
-Posso apenas torturar? -Ao eu perguntar todos da mesa sorriram, inclusive o lorde. -Nagini parece estar com fome. -Ele deu um sorriso orgulhoso, e deu sinal para as pessoas que estavam do lado dele o segurarem.
-Luiza, querida, eu não fiz por mal. Eu não podia ver eles juntos outra vez, não conseguia ver sua mãe com ele. -Ele disse aos berros ao ser arrastado pra parede, mas não conseguiu terminar de dizer oque queria.
Minha mãe se levantou e lançou a maldição cruciatus nele que gritou agonizando. Ela se levantou e foi até ele.
-Você nunca foi quem eu amava, não passou de um trato malfeito! -Ela gritou em seu rosto.
-Me amou em algum momento, me amou quando soube da Luiza!
-Amei a ela, não a você! Ver os seus olhos nos dela me fazia querer te encontrar só pra fazer isso. -Ela o fez agonizar outra fez.
Draco fechou os olhos e procurou minha mão com os olhos marejados. O lorde foi até Bella pra a acalmar. E Narcissa veio até Draco quando o viu daquele jeito.
-Minha querida, não vai deixar a Luiza fazer oque pediu desse jeito. -Ele colocou a mão na cintura dela e eles se viraram pra me olhar, mas ao ver Draco assustado ele disse. -Não precisa ter medo garoto, são só gritos. -As pessoas da mesa riram entre si.
-Vamos ver se a menina esta bem. -Tia Cissa disse se levantando e pedindo pra Draco a acompanhar.
-Delphi esta bem, ela não se incomoda com isso. Draco, pode me fazer uma coisa? -Ele disse com um sorriso de canto. Draco assentiu. -Como você é um bom garoto, eu adoraria que se juntasse a mim, de forma concreta. -Ele deu dois tapinhas no pulso, ele queria a marca.
-Draco não te trairia nunca meu lorde, ele não...-Narcissa foi interrompida.
-Ele já é homem, pode responder por si. -Lucius disse queimando Draco com os olhos.
Ele engoliu seco e soltou devagar minha mão, eu tentei a segurar de volta mas ele continuou em direção a eles. Ele se pós em frente ao lorde, Lucius forçou o braço de Draco pra que o lorde a fizesse. Ele fechou os olhos forte enquanto ela se formava. Agora ele era uma propriedade.
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Novo Império
FanfictionUma Lestrange em Hogwarts, amores, problemas e muita magia. Uma linhagem lendária, um novo império, com uma nova história. Essa história contém inúmeros gatilhos. +16 Designer da capa: Anna Gabrielly Xavier Cruz
