♥︎. capítulo extra.

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26 — Andreas, narrando.


Eu não fazia ideia da onde Lívia tirou essa história da minha ex. Na real, essa era uma história que já havia ido pra lixeira a anos. Mas confesso que sim, eu e Amanda trocamos algumas mensagens no começo do meu término com Patri. Mas não foi nada demais. Após deixar Patrícia em casa, sigo sem rumo, as vezes me questiono como posso me sentir assim do nada. As vezes sinto falta da Itália. O Rio de Janeiro me trouxe muitos problemas. Um em especial, que tinha o sorriso mais lindo que já ví.

A verdade é que, somos dois orgulhosos. Ela não da o braço a torcer e eu muito menos. Pois me sinto magoado quando vejo ela exaltando outros caras. Um pouco ela tem razão, nossas vidas são tão diferentes. Não consigo mais sentir a leveza do começo, não consigo me sentir seguro com Lívia, isso me empaca. E ao mesmo tempo não consigo colocar um ponto final de uma vez. Não quero deixa-la a mercê, não quero que ela pense que eu desisti. O que eu mais queria era ter ela agora aqui, me xingando com a voz irritante e dizendo “por Deus Andreas” após algo exagerado que eu fizesse. Queria ter apresentado ela a tempo para minha família, queria ter curtido mais o nosso relacionamento que não durou nada. Mesmo ela me deixando tão claro que me ama. Sei que não faria comigo o que fiz com ela, sei que se ela fizesse comigo o mesmo que eu fiz para ela nem em meu rosto ela olhava mais, mas porque eu sou assim? Qual a dificuldade de pegar o telefone e ligar?

Afundo a cara no volante. Estou parado em frente ao prédio aonde ela está. Eu posso entrar, posso chegar de surpresa e pedir mais uma vez, uma chance. Assim como posso seguir meu caminho e perde-la um pouco mais.

(...)

Me olho no espelho do elevador. Coloco o boné para trás, me olho tantas vezes, que chego a enjoar da minha própria face. Me aproximo tocando a campainha. Que eu lembre, Ana está com Jesus. E o que tudo indica, Lívia deve estar sozinha.

Toco mais uma vez a campainha torcendo para que ela não esteja dormindo. Mas em seguida ela abre a porta bruscamente. Veste uma camisola de tule preto. A transparência deixa vista todas as suas curvas, a carinha de sono e o cabelo bagunçado, enquanto eu, não consigo dormir.

— Já te falaram que é feio visitar os outros de madrugada? – Lívia revira os olhos. Sempre tão marrenta. – entra. – abre espaço para que eu pudesse entrar.

Observo os edredons no sofá e a televisão ligada. Respiro fundo, criando coragem o suficiente para pedir pelo menos perdão. Mas acabo deixando a coragem ao vê-la me olhando com os olhos cansados.

— Tá assistindo o que? – questiono, tirando os tênis.

— Filme de terror. – ela se enfia embaixo das cobertas.

— Sozinha? – pergunto, dou risada de sua expressão.

— Tive que aprender. – ela responde com os olhos ainda grudados na televisão.

Me deito ao seu lado no enorme sofá retrátil, estranho ela não ter surtado e me chutado ainda, ao contrário, ela parecia bem empolgada com o filme.

— Porque você e ela terminaram? – Lívia se vira para mim, abaixando um pouco mais o volume da TV.

— Distância, planos diferentes, ciúmes.. – digo sem olhá-la.

— Quer dizer que, não foi algo tão grave? – Lívia se concentra totalmente em mim.

— Não, nos dávamos bem. - afirmo. Ela permanece em silêncio. – por que? Acha que dei um chifre nela? Foi ao contrário viu. – Lívia da risada, eu amava quando conversávamos de forma leve.

— Sente saudades dela? – sinto uma pontada de ciúmes na voz da baixinha a minha frente. Meu sorriso está de orelha a orelha.

— Não. – afirmo. – foi há anos atrás.

— Idai? – Lívia arqueia as sobrancelhas.

— Como você disse, ela não é você. – a boca de Lívia se forma um biquinho, ela queria sorrir de tudo qualquer forma.

Beijo a pontinha do nariz de Lívia e em seguida lhe dou um selinho. Ao invés de surtar, ela fecha os olhos se aproximando do meu corpo.

— Você demorou pra cair na real. – ela agarra meu corpo, encaixando sua perna sobre ele. – Se você não viesse... eu iria atrás de você.

— Não aguentava mais ficar longe. – sussurro. Afundo meu rosto em seu cangote deixando um beijo alí.

Ela se ajeita por cima do meu colo, nos envolvemos em um beijo lento e delicado. Cheio de saudades. Puxo a camisola dela para tirar do seu corpo. Mas ela me impede.

— Ana já está pra chegar. – alerta.

— Pensei que ela fosse dormir com o Gabriel. – dou de ombros, entendendo que ela estava me evitando.

— Ela é imprevisível. – Lívia se ajeita em meu colo. – assenti. Fico observando ela arrumar os cabelos emaranhados. – sabe, sei que isso é extremamente bobo, mas não posso deixar de perguntar. Você ficou com alguém esses últimos dias?

— O quê? – dou risada. – claro que não.

— E Patri? – Lívia tinha indecisão em sua voz.

— Eu dormi na casa dela, mas não juntos. Na verdade, nunca fomos de dormir sempre juntos. – explico. – essa última gravidez foi um descuido. Um momento de carência de ambos.

— Eu não tenho ciúmes dela, sei lá, criei uma certa confiança nela. – Lívia diz passeando os dedos por minha barba falha.

— Ela gosta de você também. – lembro da última conversa com Patrícia. – ela é uma mulher totalmente independente, não precisa de mim pra nada.

— Talvez tenha ficado um pouco vulnerável por conta da gravidez. – comento.

— Sim, exatamente. – concluo. – dessa vez não vou deixar ela sozinha, vou dar uma assistência maior, ela também tem planos.

— Não discordo de você. – diz ainda me olhando. – ela precisa do espaço dela também, assim como todos precisam.

Lívia boceja entregando que está com sono. Me ajeito para que ela possa se acomodar em meu corpo e assim adormecer.

(foto ilustrativa)

 @andreaspereira  minha menina, meu amor❤

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𝐇𝐢𝐥𝐥𝐢𝐠𝐡𝐭 • 𝐀𝐧𝐝𝐫𝐞𝐚𝐬 𝐏𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora