Quarta-feira, 9 de setembro de 2020.
Eu me perdia em pensamentos, e sempre soube que na maioria das vezes ficava horas naquele misto de sentimentos e teorias. Eu não queria parecer louca ou paranoica mas já haviam se passado vinte minutos e o Ethan não tinha descido ainda.
Talvez ele pudesse estar em uma ligação com a mãe ou com alguém da empresa dele, já que dentro da casa não havia mais ninguém; ele havia me falado enquanto nós jogávamos, que a Dona Dalji já deveria estar dormindo, e os outros três já deviam ter encontrado uma festa para se divertir, então não tinha como alguém aqui dentro ter parado ele para conversar.
"Eu vou esperar mais um pouco. Vai que ele está ocupado."
Mesmo inquieta tentei me ocupar com alguma coisa, joguei uma partida de sinuca sozinha; depois de conseguir colocar todas as bolas em seus respectivos alvos e ver que já haviam se passado 15 minutos.
A casa estava escura, a única coisa que iluminava o ambiente era a luz da lua que adentrava pelas janelas. Subi as escadas e parei de frente à porta do quarto do Ethan.
Chamei o mesmo pelo nome enquanto batia na porta, mas não obtive resposta:
– Ethan? - Chamei novamente enquanto batia à porta, mas ninguém me respondeu mais uma vez. Resolvi entrar. - Eu estou entrando em?!
Abri a porta bem devagar e coloquei a cabeça para dentro do cômodo, não vi ele mas tive uma ampla visão de um quarto completamente moderno, bem diferente do resto da casa dado como exemplo os outros cômodos que eram bem mais amadeirados.
Entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim, fui até o centro do quarto, bem perto da cama:
– Ethan?
Olhei em direção às duas portas que haviam ali, e outra vez só obtive o silêncio como resposta.
O quarto tinha janelas no mesmo estilo que o do quarto da avó do Ethan. As cortinas eram pretas, o carpete felpudo também era preto, assim como a cabeceira da cama; o quarto estava quente graças ao aquecedor. O cômodo era pura fragrância forte, o cheiro bom do perfume dele estava por todo mísero centímetro daquele quarto.
O lençol branco estava bem esticado sobre a cama, havia travesseiros suficientes para 8 pessoas dormirem, além da cama ser bem espaçosa.
Parei de observar minuciosamente o quarto dele, afinal o mesmo não estava ali e poderia não gostar de me ver no meio de sua intimidade. Nunca se sabe sobre as particularidades que ele queira guardar.
O irônico é que eu estou aqui justamente para me infiltrar nos segredos dele.
"Não quero parecer invasiva. Mesmo que meu trabalho seja investiga."
Em um girar de calcanhares, comecei a andar em direção à porta:
– Mas você já está indo, minha vida? - Uma voz rouca e grossa que eu conhecia muito bem, soou não muito distante de mim.
Me virei e me deparei com o Ethan encostado ao batente da porta do banheiro, com um sorriso no rosto:
– Você acabou de entrar. Vamos nos divertir um pouco.
– Você estava ai dentro todo esse tempo?
– Desculpa ter feito você esperar tanto. - Ele falou indo até a cama e se sentando na mesma. - Mas você é até que bem paciente, por ter me esperado por tanto tempo lá em baixo. Achei que você não iria subir; já estava quase desistindo.
– Então desde o início você só queria que eu viesse ao seu quarto???
– Exato.
– Por que não apenas me chamou. - Comecei a andar na direção dele.
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Vermelho Sangue
Random⚠️ATENÇÃO: Obra +16. Contém linguagem imprópria, palavrões, apologia ao sexo. Temas que tratam de suicídio, depressão, assasinatos e tortura. Caso sinta gatilho, aconselho que não leia, para o seu próprio bem. ...
