Maitê Dias, uma garota humilde que cresceu sem a presença de um pai, sua única família é sua mãe que dá a sua vida por ela, e seu melhor amigo que a protege de tudo e de todos como um irmão, até entrar na universidade e conhecer um cara que irá vira...
As férias passaram voando, foi incrível passar mais uma vez com a família do Douglas, não tinha tempo ruim ao seu lado, a forma que ele tenta me fazer sorrir, sua preocupação comigo, é fofa demais, eu amo meu melhor amigo, meu irmão. A vida pode ter me tirado o meu pai, não me importo, a própria tratou de me dar alguém ainda melhor, que tenho certeza, que cuidará de mim pra sempre.
Hoje era o primeiro dia na universidade, tive uma noite agitada, estava ansiosa. Me levantei cedinho, tomei um banho e me arrumei, logo Douglas passará pra me buscar.
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Mamãe nem havia dormido em casa essa noite, teve que ficar pra fazer um jantar especial na casa da família onde trabalhava. Fiz meu café e fiquei ali, viajando em meus pensamento, apenas com a xícara de café, meu estômago estava embrulhado por conta do nervosismo, não conseguirá comer nada.
Não demorou pra surgir a buzina do carro de Douglas, me levantei em um pulo, peguei minha bolsa e sai. Ao entrar dentro do carro, ele me deu um sorriso, me cumprimentou com um beijo na bochecha;
– Bom dia princesa! Nossa, você vai parar a universidade linda desse jeito. Já vai chegar, chegando!
Gargalhei enquanto colocava o cinto, Douglas sorriu e logo deu partida.
– Esta exagerado?
– Não princesa! Você está linda, pronta pra fisgar o coração por onde passa.
O encarei, enquanto ele mantinha a atenção na estrada.
– O garanhão aqui é você, não eu.
Ele riu e me deu uma olhada, dando de ombros.
– Você que não sabe se divertir gata! Acha que pra beijar precisa ter sentimentos.
Abri minha boca em um perfeito *O*, ele voltou sua atenção para a estrada, o trânsito já estava a todo vapor.
– Não é bem assim, eu não acredito no amor, não é que tive uma experiência boa e nem vendo meus pais apaixonados e bobos por ter sua filhinha em seus braços.
– Ai! Desculpa eu não quis te fazer ficar triste.
– Eu não estou, só me privo de me apaixonar e um dia se machucar.
– Aquele otario, não sabe o que perdeu, e seu pai com certeza deve ser doente, se soubesse a filha incrível que tem.
Acabei rindo, balancei com a cabeça.
– Chega disso, vida nova e pessoas novas!
– É isso aí garota! - Vibrou Douglas me fazendo rir.