Maitê Dias, uma garota humilde que cresceu sem a presença de um pai, sua única família é sua mãe que dá a sua vida por ela, e seu melhor amigo que a protege de tudo e de todos como um irmão, até entrar na universidade e conhecer um cara que irá vira...
Ainda fiquei na dúvida se deveria ir ou não para aquela festa, mas Dodô conseguiu me convencer de todas as maneiras, principalmente usando a minha mãe para isso;
– Vai filha, fazer amizades novas, a vida não é só estudar, é preciso se divertir também.
– Ah eu já disse que eu amo você dona Lurdes?
Disse Douglas a abraçando, comecei a rir e revirar os olhos, eles eram uma dupla e tanto.
– Ok, vocês conseguiram!
– Passo pra te buscar às sete e meia! - Ele veio até a mim, beijou meu rosto e se foi.
– Agora me conta, como foi o primeiro dia?
Me ajuntei a mamãe na sala, contando a ela sobre os professores, Aline e Bruno, como tudo isso parecia um sonho, o tamanho daquela universidade, eu estava realmente encantada. Aproveitei a tarde com ela, já que havia ganhado uma folga por ter trabalhado até tarde ontem. Quando estava perto do horário fui pro meu quarto, tomar banho e me arrumar.
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Não demorou, Douglas chegou para me buscar, quando entrei dentro do seu carro, era impossível não sentir o seu perfume;
– Você tomou um banho de perfume Dodô?
Ele soltou uma risada, em seguida analisou minha roupa;
– Acho que não é só eu que está querendo arranjar alguém hoje.
– Nada disso. Estou indo porque vocês insistiram.
– Você disse para Aline e Bruno que ia, o que eles pensariam dando cano neles logo na primeira vez?
Fiz careta e assim seguimos para a localização que Bruno nos deu. Eu me senti um pouco sem graça estar no meio daquelas pessoas, aquilo não era uma casa, era uma mansão, estou chocada e Douglas parecia estar tanto quanto eu, com a boca aberta em um perfeito *o*.
– Estamos no lugar certo?
– Sim princesa! Esse é o endereço, eu só não sabia que o amigo de Bruno tinha tanto dinheiro assim.
– Eu não sei se encaixo nesse lugar.
Ele me olha e franze a testa;
– Não começa com isso, você ter dinheiro ou não, não te faz ser uma pessoa diferente. Você é muito mais humana que muita gente, vamos logo.
Descemos do carro, fomos até a entrada, esperamos por alguém atender e por sorte, um rosto conhecido;
– Vocês vieram mesmo! Aline vai ficar feliz em te ver Maitê, ela jurou que você não iria vir, não colocou muita fé.