Capítulo 9

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MAITÊ

Quando deitei a cabeça no travesseiro pra dormir naquele mesmo dia, inúmeras de coisas atormentaram a minha cabeça, "ficou louca Maitê? E se você se machucar?" Gritava uma voz dentro de mim, me repreendendo.

De qualquer forma, eu já irei sentir se me afastar dele, claro que doeria bem menos agora do que quando as coisas começarem a ficar séria. Senti sinceridade em suas palavras que estava disposto a tentar, ele queria isso tanto quanto eu quero, talvez seja apenas uma atração que sentimos pelo outro ou eu sendo trouxa.

Não quero criar expectativas de que ele se apaixonará por mim, mas Guilherme me faz se sentir nas nuvens, é intenso demais, quando estou com ele nada mais importa, o mundo parece desaparecer, é atencioso comigo, me respeita e está sempre me fazendo rir, eu me sinto bem na sua companhia, estou me tornando em uma pessoa diferente com ele, e mesmo que eu decidisse me afastar, estaríamos na mesma roda de amigos ou então, se esbarraríamos todos benditos dias naquela universidade e ele não estava com cara de que iria desistir assim, deixarei as coisas rolarem, fluir naturalmente.

– Quer compartilhar o que está atormentando essa cabecinha?

Desviei meu olhar, saindo dos meus pensamento e virando pra olhar o meu melhor amigo, que tentava aprestar atenção em mim e na estrada ao mesmo tempo.

– É o Guilherme? Você não falou sobre isso comigo, nossa, eu fiquei até com inveja da química de vocês.

Acabei abrindo um sorriso, soltando um suspiro e abaixando a cabeça pra encarar minhas mãos entrelaçadas sobre meu colo, nós realmente temos muita química.

– Ontem estive no apartamento dele.

– O que? Maitê? É você mesmo?

Disse ele em voz de surpresa, acabei rindo, joguei minha cabeça pra trás, sentindo o meu coração se acelerar.

– Dodô, não rolou nada do que você está pensando e por favor não conta isso pra ninguém.

– Mas qual seria o problema? Vocês ficaram ué, qualquer um do pessoal poderia ver vocês.

– Não estou dizendo isso... você é meu melhor amigo; não temos segredos um com o outro, é a única pessoa que eu confio.

Olhei pra ele que estava com uma cara confusa, não demorou pra entrarmos no estacionamento da universidade, assim que desligou o carro e tirou o cinto, se virou de frente pra mim, apoiando o cotovelo sobre o acento e sua cabeça sobre a mão;

– Manda! O que está acontecendo?  Temos alguns minutos.

Eu precisava do meu amigo, precisava contar a alguém, eu confio nele de olhos fechados e então, fui breve, tentei resumir a história, via o vinco de preocupação se formando no meio das suas sobrancelhas, um sorriso de canto surgiu em seus lábios assim que terminei de falar:

– Você está apaixonada princesa, eu nunca na minha vida, vi alguém falar de outra pessoa assim, seus olhos brilham e o sorriso no seu rosto, você não tá ligada. Esses anos todos e eu nunca vi um sorriso tão iluminado como esse.

– Dodô...

Levei a mão pro meu rosto, tampando o mesmo e deitando minha cabeça sobre o escoro do acento, apaixonada?

– Olha sábado ele estava te devorando com os olhos, você viu que eu fui falar com ele, fui dar um empurrãozinho, acho que deu certo, até demais, um beijo e caramba, já estão pensando em relacionamento? O cara tá gamado.

– Não, ele disse que quer descobrir o que são essas coisas que estamos sentindo.

Douglas riu, voltei a encara-ló seria.

Uma parte de mimHistórias para pegar e não largar. Descubra agora