vinte e nove

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𝗜𝘀𝗮𝗯𝗲𝗹𝗮 𝗼𝗻

Acordei com cócegas na barriga, ergui a cabeça e vi o Richarlison acariciando minha barriga com a mão, mesmo por cima do meu pijama.

— Tá doido? — Perguntei empurrando a cabeça dele pra longe da minha barriga.

— Cê acha que é menino? — Ele perguntou com um sorriso animador e veio por cima de mim.

— Eu não tô grávida, para de ser chato! — Respondi séria e o observei quando ficamos cara a cara.

— Você que disse que tá naqueles dias de ovário, sei lá o nome desses 'bagui. — Ele falou fechando o sorriso e parecendo mesmo confuso.

— Dias de ovulação, tapado. — O corrigi. — Mas Deus é bom, você vai ver, vou fazer o teste daqui uns dias e colocar um fim nisso. — Falei e dei um selinho nele. — E vamos usar camisinha sem falta!

— Quem quis sem camisinha foi você. — Ele se defendeu e riu.

— Vem colocar a culpa em mim não, feioso. — Falei indignada e cerrei os olhos.

— Mó difícil lembrar dessas paradas quando tu tá toda se derretendo por mim, nunca que vou lembrar daquele treco. — Ele falou rindo e se jogou pra cama, deitando ao meu lado.

— Derretendo por você? Quem fica todo mané é você. — Falei me defendendo e virei de lado para observá-lo.

— Claro pô, olha você, eu estaria maluco se não ficasse babando toda vez. — Abri a boca impressionada com a resposta dele, achei que ele fosse ser competitivo ao ponto de continuar me enchendo, mas ele cedeu mais rápido do que eu pensei.

Dei um selinho nele e sentei na cama, olhei ao redor e demorei alguns segundos para raciocinar em como seria o dia de hoje.

— O que vamos fazer hoje? — Perguntei e voltei a olhar o homem deitado na minha cama.

— Queria só ficar de molho com você, tem alguma coisa na cabeça? — Ele respondeu e pegou o celular na mesinha ao lado.

— Hmmmmm, sua ideia é tão boa. — Falei manhosa e me espreguicei. — Mas a dona Andressa está aqui e não deixaria isso acontecer.

— Pô, sua mãe é maneirona. — Ele falou e sentou na cama. — Poderíamos sair pra algum lugar, né não?

— Algum lugar em mente?

— Sei não, um bar talvez. — Ele respondeu e andou na minha direção.

— Ainda é manhã. — Falei e olhei pra ele assim que o mesmo parou na minha frente.

— Aqui tem área, tem não? Bora fazer um churrasco. — Ele animou e balançou a cabeça enquanto mostrava a língua.

— Gostei da ideia, posso chamar algumas pessoas? — Perguntei rindo com a animação dele.

— Claro pô, bom que conheço seu pessoal. — Ele respondeu parando com a graça. Sentou ao meu lado e colocou a mão na minha coxa.

— Richy... Não vai visitar sua família em Nova Venécia? — Perguntei sentindo uma certa culpa de estar prendendo ele aqui.

— Vou não, tô na maior saudade, mas avisei eles que viria para conhecer minha mulher. — Ele respondeu pegando minha mão e beijando as costas dela, ri com essa resposta dele, ainda não acredito que ele não desiste disso de "minha mulher".

Fiquei admirando ele por alguns segundos, acho que vou precisar de muito tempo para acostumar com ele ao meu lado. Não tive um relacionamento abusivo com o Pedro, mas nunca fui tão paparicada quanto agora, sei que não é uma obrigação, mas é bom. Richarlison não é o maior romântico do mundo, mas consegue reunir tantas qualidades em si que o fazem a melhor pessoa e parceiro do mundo.

Ele diz que não sabe demonstrar em palavras, mas elas nunca são necessárias, ele demonstra de outras maneiras maravilhosas.

Acho que não posso negar que já estou apaixonada nele, nem ao menos disfarçar. Ele conseguiu ganhar meu coração e alma. Ver os olhos dele brilhando com coisas bestas, a risada sem jeito dele, a timidez, a beleza e não menos importante, as brincadeiras.

— Isabela? Tá aqui ainda? — Ele estalou os dedos na frente do meu rosto, rindo.

— Tô apaixonada em você, muito apaixonada. — Falei como se aquilo precisasse sair desesperadamente de mim, ele fechou o sorriso e pareceu sem reação.

— Tá falando serião? — Ele perguntou depois de alguns segundos e eu balancei a cabeça positivamente.

— Porra... — Ri com a pergunta dele. — Você precisava escutar isso, não era? — Perguntei por todas as vezes que ele me falava isso e eu só respondia com outras coisas e nunca realmente falando com essas palavras.

Richarlison passou a mão na minha nuca para me puxar para um beijo e já me deitou na cama, ri com a rapidez dele. Coloquei as mãos no pescoço dele e aprofundei nosso beijo.

Um beijo que foi interrompido pelas batidas na porta. Richarlison afastou o rosto do meu e juntou as sobrancelhas.

— Já estão acordados? — Minha mãe perguntou do outro lado da porta fechada.

— Você abre. — Falei baixo e rindo pro Richarlison.

Ele revirou os olhos e caminhou até a porta. Observei ele parado com apenas a cabeça para fora e escutei a conversa deles sobre o churrasco.

— Ela vai preparar a lista do quê comprar e de convidados. — Richarlison falou fechando a porta e caminhando na direção da cama novamente.

— Sua bunda está mais bonita que o normal. — Falei apoiando o corpo nos cotovelos, ele virou a cabeça um pouco para trás, apoiando no ombro e tentando olhar pra bunda.

— Ih, rapaz. Tá mermo. — Ele falou e deu uma mini rebolada pra mim, que ri alto e logo cobri a boca.

— Gostosa! — Falei e ele subiu na cama para rebolar encima de mim.

Coloquei as mãos do lado da boca e dei gritos baixos e longos como se estivesse em um show.

Segundos depois da dança curta dele, Richarlison se jogou na cama e veio me dar beijos rápidos no rosto.

— Curtiu a dancinha? — Ele perguntou com a respiração ofegante e deitou ao meu lado.

— Ainda bem que você é jogador. — Respondi rindo e o observei.

Ele me lançou um olhar desafiador e em seguida riu.

— Isabela, Isabela!

𝙞𝙣𝙨𝙩𝙖𝙜𝙧𝙖𝙢 || 𝘳𝘪𝘤𝘩𝘢𝘳𝘭𝘪𝘴𝘰𝘯Onde histórias criam vida. Descubra agora