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KIM TAEHYUNG
Jeongguk colheu mais um dos morangos e me ofereceu, colocando em minha boca quando a abri.
Ele tinha estado tão animado desde que os primeiros morangos deram sinal, que naquela manhã quando acordou e percebeu pela janela do quarto que tinha pontos vermelhos visíveis pelo vidro da estufa, ele deu um pequeno grito de animação, seguido de uma risada gostosa e terminou de me despertar com um monte de beijos, dizendo: "Meu amor, acorda, já temos moranguinhos maduros!"
Meu marido sabia que era minha fruta favorita, tanto que algumas vezes, quando estava na cidade, fazia questão de ir ao mercado e comprar morangos frescos para fazer geleias e sobremesas para mim, com suas próprias mãos de fada.
E naquele momento Gguk estava colhendo em duas cestas: uma para a geleia e outra para nós dois.
Eu apenas o observava fazer aquilo com um sorriso enorme e iluminado no rosto, vestido em minhas roupas mais simples, que já estavam sujas de terra e sumo vermelho das frutinhas, enquanto o ouvia dizer como era divertido colher frutas em seu próprio quintal.
Aqueles pés de morango estavam lá há anos, eu não me lembrava quem tinha plantado, mas eles tinham se tornado um foco de muito cuidado e zelo do meu ômega. Eu até suspeitava que os morangos tinham nascido maiores e mais doces daquela vez.
Gguk se distanciou um pouco, indo para outro pé de morango, e notei que ele já estava andando com mais precisão, o que era bom, pois significava que os machucados de sua coxa estavam quase curados.
Aquela noite, dias atrás, tinha sido assustadora para mim. Eu tinha acordado com Jeongguk no meio de um pesadelo, chorando e dizendo que me queria, suplicando pelo alfa. O pior foi sentir o cheiro ferroso do sangue e quando ergui os lençóis, percebi que ele tinha afundado as garras na perna, segurando como se tentasse conter algo. Quando ele começou a se debater e machucar mais, eu tive que agir.
Aquele era um momento em que eu agradecia por ter estado na marinha e recebido treinamento para enfrentar situações de tensão sem me alterar, porque era exatamente desespero que eu sentia vendo meu marido naquele estado, e se eu não tivesse sido preparado anos antes, provavelmente teria feito tudo errado e piorado as coisas.
Segurei o pulso dele para o impedir de continuar se machucando e ele se debateu mais, me arranhando no processo, e eu tive que fazer mais pressão em seu corpo. E mesmo assim, Jeongguk não acordava, chorando copiosamente, e eu comecei a chorar de preocupação. Porque ele estava com dor, eu sentia que estava, e tinha sangue, e um medo aterrorizante emanando dele.
Foi precisando que ele acordasse e sabendo que eu não podia fazer com brusquidão, que comecei a chamar por ele com minha voz de alfa. Me concentrei apenas naquilo, fechando os olhos e buscando por aquele fio que nos ligava. Bem no fundo do escuro da minha mente, eu quase podia enxergar uma floresta e um amontoado de coisas, e Jeongguk estava lá. Grudei nossas testas o pedi para fechar os olhos e me sentir, para o arrancar daquela ilusão que a mente tinha lhe plantado. Foi apenas quando o corpo dele relaxou e houve o momento de tranquilidade que me afastei.
Meu marido despertou em um sobressalto, e ficou ainda mais assustado quando olhou ao redor e viu o sangue. E eu o abracei e cuidei dele, preocupado e ainda sem entender o que tinha acontecido dentro de sua mente para o deixar daquela forma, a ponto até mesmo de ultrapassar um limite que ele tinha imposto para nós dois. Quando ele pediu para eu entrar na banheira com ele, eu não me senti feliz ou animado, eu fiquei muito mais preocupado.
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LET ME IN | TK
Fanfiction[LIVRO FÍSICO PELA SELO CELESTIS/ EBOOK NO KINDLE "DEIXE-ME ENTRAR"] Mais uma vez a estação favorita de Jeongguk havia chegado: a primavera. Época em que a vida florescia, que a temporada de bailes se iniciava em Busan, novos casais surgiam e toda a...
