Quarenta e sete (+18)

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"Um trago no cigarro

Os lençóis estão todos molhados

Coldplay tocando no rádio

Você fica passando pela minha cabeça

Quero fazer de novo

A gente pode fazer gostoso e devagar, ei

Faça música quando estiver gemendo

De noite até de manhã

Apenas me diga quando estiver pronto

E eu vou pintar seu corpo com meus lábios

Amor, vou fazer o que você quiser

Me prenda como se eu fosse sua escrava

Porque, ooh ooh, quando você terminar comigo

Não consigo sequer me concentrar"

Concentrate – Demi Lovato

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Ele me colocou em pé, bem próximo a cama, se posicionando atrás de mim enquanto tentava desprender meu cabelo, percebendo a sua dificuldade, o ajudei a remover os grampos, até que meu cabelo estivesse todo solto, caindo como uma cascata em minhas costas.

Rodolffo cheirou meus cabelos, antes de afastá-los das minhas costas e começar a desabotoar os botões do meu vestido, ao mesmo tempo que dava delicados beijos em meus ombros desnudos. O toque suave dos seus dedos em minha pele, à medida que ele desabotoava os botões, me causavam arrepios e me deixava ofegante.

Depois de desabotoá-los, ele desceu o zíper interno, passando a ponta dos dedos de leve em minhas costas, me fazendo arquear o corpo. Ele deixou o vestido cair pelos meus pés, subindo a mão por minha barriga, até chegar em meus seios, massageando meus mamilos e fazendo minha boceta pulsar por ele.

Rodolffo me virou de frente, e eu comecei a ajuda-lo a se livrar de suas roupas, começando pelo paletó, depois a gravata, a camisa branca de botões, suas calças, sapatos e meias. Para depois colar nossos lábios, num beijo urgente e quente.

O deitei na cama, subindo por cima dele e iniciando um caminho de beijos, do pescoço, peito, abdômen, até chegar a sua cueca e a removendo em seguida, vendo que ele já estava duro e pronto para mim.

Retirei a minha calcinha, antes de voltar a sentar de frente no seu colo, posicionando seu membro em minha entrada, e descendo devagar, até me sentir completamente preenchida por ele.

Finquei minhas unhas em seus ombros, enquanto ele me agarrava pelo quadril, guiando meus movimentos. Começamos nos amando lentamente, mas logo aumentamos os movimentos, sentindo o suor molhar nossos corpos, enquanto nossos gemidos se misturavam ao barulho do nosso sexo.

Rodolffo abocanhou um dos meus seios, arranhando com os dentes meu mamilo, sem deixar de me penetrar em nenhum momento, eu gemia alto, sentindo o orgasmo começar a formar em meu ventre.

Puxei seus cabelos, e o beijei quando senti que estava gozando. Meu corpo inteiro se estremeceu, enquanto eu me contorcia em um orgasmo. Ele continuou me penetrando, cada vez mais rápido e fundo, eu mal havia me recuperado do outro orgasmo e já sentia outro se formar.

Quase perdi os sentidos do meu corpo quando esse chegou. Ouvi Rodolffo gemer rouco, quando atingiu ao próprio ápice, me inundando com seu líquido.

Desgrudamos nossos sexos, ainda tentando controlar nossas respirações, e os sentidos do nosso corpo.

Eu ainda estava sentada de frente no seu colo, enquanto ele tinha os braços em volta da minha cintura, mantendo nossos corpos próximos e nossas testas coladas. Toquei seus cabelos, fazendo um carinho suave e o ouvindo suspirar e fechar os olhos, antes de depositar um beijo demorado em seus lábios.

- Preciso te contar uma coisa. – falei depois de um tempo, e ele abriu os olhos, me olhando atentamente, esperando que eu contasse o que eu queria. – Eu te amo tanto, e nosso amor é tão forte e intenso, que ele acabou se multiplicando. – contei sorrindo e ele me olhou confuso, busquei sua mão e a coloquei em cima da minha barriga, vendo seus olhos se iluminarem quando ele entendeu. – Eu tô grávida, você vai ser pai. – o sorriso que ele abriu em seguida, foi tão lindo que fez meu coração errar uma batida.

- Tá falando sério? – ele perguntou, sem deixar de sorrir por nem um segundo, fazendo um carinho em minha barriga. – Vamos ter um bebê?

- Sim. – afirmei, e ele sorriu ainda mais, me puxando para um abraço forte e amoroso.

- Hoje é o dia mais feliz da minha vida, casei com a mulher que eu amo, e descobri que serei pai.

Rodolffo me deitou com tanta delicadeza na cama, que era como se ele estivesse com medo de que eu me quebrasse.

- Obrigado. – ele agradeceu me fazendo um carinho na bochecha, antes de se inclinar até a minha barriga, e depositar um beijo tenro nela, ao mesmo tempo que a acariciava. – Oi, bebê, é o papai. Eu ainda não sei o que você é, mas já te amo muito, tá?

Quando percebi já estava em lágrimas, não poderia existir um momento mais especial do que esse.

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