Capitulo 08 - Ciumes.

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A princípio, penso que as batidas insistentes no fundo do meu subconsciente são parte de um novo sonho que se iniciou, mas quando elas começam a me despertar, percebo que está acontecendo mesmo

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A princípio, penso que as batidas insistentes no fundo do meu subconsciente são parte de um novo sonho que se iniciou, mas quando elas começam a me despertar, percebo que está acontecendo mesmo. A luz cega meus olhos quando tento os abrir, e isso me faz resmungar um palavrão enquanto eu tento me situar onde estou e o que estou fazendo. Permaneço nessa luta comigo mesma até sentir que minha cabeça está deitada em algo que se parece um braço, e que meu corpo está encaixado ao de outra pessoa. O perfume de quem acabou de sair do banho que não faço a mínima ideia de como ela sempre tem não me faz ter dúvidas. Lauren.

Me lembro perfeitamente de vir até seu quarto e pedir para ficar aqui, mas pensando agora, a ideia pareceu tão distante que eu poderia acreditar que foi parte de um sonho. Que loucura pensar que eu poderia ir para a cama de qualquer pessoa que eu quisesse, mas preferir vir aqui dormir com ela.

Não acredito que minha cabeça me traiu novamente, me fazendo escolhê-la.

Meus olhos começam a se acostumar com a luz, e eu tenho mais noção de tempo e espaço, o que me faz perceber que os raios solares estão muito fortes para que seja antes das cinco da manhã, como o meu relógio deveria ter despertado. Lauren ainda está imóvel ao meu lado, então não faço movimentos bruscos ao me esticar para alcançar meu celular no hack. Oito da manhã, e o relógio despertou quatro vezes, mas nós não acordamos. Pego o de Lauren, porque minha cabeça recém-despertada me faz acreditar que talvez meu relógio esteja errado, mas seu celular está totalmente apagado.

Hoje era terça-feira, e nossa primeira aula seria apenas às dez da manhã, por isso o alarme mais estridente, à prova de sono que programei para as oito e trinta ainda não tocou.

— Merda – eu xingo baixinho, retirando o braço de Lauren que contornava minha cintura para que eu consiga levantar. – Lauren.

Com a minha movimentação, ela começa a resmungar, e consigo virar para ela ao ponto de vê-la coçando os olhos, como um neném. Suas bochechas estavam rosadas, o cabelo já solto daquele coque, e quando ela abre os olhos, estou enxergando uma tonalidade tão clarinha de verde como nunca tinha visto antes nela.

— Quantas horas? – Sua voz também estava mais rouca do que estou acostumada a ouvir.

— Oito horas, não ouvimos o meu despertador e você não colocou seu celular pra carregar ontem – antes que ela pudesse responder minha acusação, as batidas na porta voltam. – Deve ser sua colega de quarto.

— Só se ela tiver perdido a chave – Lauren boceja, se espreguiçando na cama. – Deve ser algum dos meninos.

— Você não vai abrir? – Pergunto, e Lauren me olha, usando seu braço que agora deveria estar dormente para a ajudar a se sentar.

— Você já está em pé.

— Mas o quarto é seu – nós nos encaramos por alguns segundos, até que ela bufa.

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