Latina de curvas e beleza invejáveis, com uma personalidade duvidosa e uma fama igualmente questionável por todo o campus, Camila Cabello é capitã das líderes de torcida da Gales University. Poderia se dizer que sua vida era perfeita, afinal, tinha...
N/A: Como prometido a vocês –pessoas que estão ameaçando se matar na minha frente–, estou atualizando dois capítulos hoje. APROVEITEM!
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Eu corro o máximo que consigo, ultrapasso meu quarto, voo sob as escadas e saio em disparada até o prédio onde o dormitório se Miley fica. Não consigo ficar sozinha nesse momento, e Dinah vai me fazer perguntas demais, assim como estava quando eu sai do quarto, rumo ao renuncio da pessoa que eu mais amo. Não a culpo. Eu passo uma imagem impecável, e de repente estou com olhos inchados e fundos, cabelo preso sem nenhum cuidado, roupas desleixadas e soluçando sem parar. Até eu estou preocupada com onde vou parar.
Alguns guardas chamam minha atenção por estar correndo, mas eu ignoro todos eles, em uma tentava falha de fugir dos olhos verdes de Lauren sendo estraçalhados bem na minha frente. Quando alcanço o quarto e numeração do andar de Miley, bato na porta com insistência. Deixei meu celular na cama, então ela vai ter que me ouvir pelas batidas. Não me importo se alguém se incomodar. Não me importo se esse alguém contar à direção. Eu apenas paro quando ouço uma movimentação lá dentro, e meus dedos rapidamente começam a contornar o local onde o anel ficava. Só estive com ele por menos que um mês, mas sinto como se eu tivesse tirado meu próprio dedo e deixado em sua cômoda.
Quem abre a porta não é Miley, e sim uma garota de cabelo curto, preto, e cheia de piercings. Acho que é sua colega de quarto, não vejo muito seu rosto aqui. Ela me olha de cima abaixo, enxergando nada mais do que uma carcaça quebrada. Alguém diferente de quem talvez ela costuma a ver pelos corredores.
— Meu Deus – ela torce o nariz, e quase acho que ela vai dizer que sente pena de mim.
— A Miley está aí? – A garota afirma vagarosamente, e não descola os olhos dos meus enquanto da alguns passos para trás, tomando a cabeça para a direção do banheiro.
— Ei, Miley, é Camila – ela aumenta o tom de voz, mas não o suficiente para alcançar os outros dormitórios. – E eu não acho que ela esteja bem.
Minha amiga aparece na porta em questão de segundos, de pijama, e seu olhar para mim não é muito diferente dos quais eu venho recebendo nas últimas horas.
— Preciso pegar umas paradas com um amigo – sua colega de quarto diz, pegando seu celular na cama para passar por nós. – Não vou demorar.
Miley me puxa para dentro, e quando fecha a porta, começo a sentir minhas paredes bambearem de novo.
— Meu Deus, Mila. O que aconteceu? – Ela segura meus ombros, com o olhar preocupada, e eu tento evitar o choro, mas ele já está prestes a explodir novamente. – Você está bem?
Eu balanço a cabeça, negando, e o soluço vem. Não espero por uma iniciativa de Miley, apenas envolvo meus braços nela, a abraçando com força, como se isso fosse capaz de fazer a dor sumir. Ela não vacila em nenhum momento, nem mesmo quando eu começo a chorar compulsivamente em seu ombro.