Latina de curvas e beleza invejáveis, com uma personalidade duvidosa e uma fama igualmente questionável por todo o campus, Camila Cabello é capitã das líderes de torcida da Gales University. Poderia se dizer que sua vida era perfeita, afinal, tinha...
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— Você quer o quê? – Camila praticamente grita, e tenho certeza de que sua sensação de embriaguez até passou um pouco.
A um minuto atrás, eu havia dito que queria ingerir a mesma droga do verão passado, e voltar à igreja, assim, talvez, estando lá na mesma situação em que estivemos da primeira vez, eu possa lembrar de absolutamente tudo que aconteceu, sem precisarmos ter que ficar a mercê da confiança em outra pessoa. Mas que apenas eu usaria, e ela ficaria ao meu lado, porque, caso eu delire novamente, no outro dia, ela contaria o que houve. Não preciso descrever qual foi a reação de Camila.
— Amor, pensa só comigo – estou andando de um lado para o outro, com a cabeça fervilhando em ideias –, eu uso a droga, vamos para o mesmo cenário onde aconteceu, e você começa a me contar as coisas na versão que Zayn deu pra gente quando eu já estiver sob efeito. Eu posso lembrar.
Camila me encara como se eu fosse a pessoa mais idiota da face da Terra, mas eu não me abalo. Estou confiante.
— Lauren, eu posso citar uma lista de cem tópicos do porquê essa é a ideia mais idiota que já saiu da sua boca, e olha que eu estou bêbada.
— É uma tentativa.
— E por que querermos ela? Estamos bem, já não pensamos mais nesse dia igual antes, e nós temos o que Zayn nos falou. Por que voltar para o mesmo lugar de novo?
— Porque temos a chance de finalmente sabermos o que aconteceu de verdade pelo nosso ponto de vista – eu paro de andar, e me aproximo dela. – Camz, eu sei que é um assunto que queremos deixar pra trás, mas você realmente nunca mais vai sentir aquela pulga atrás da orelha ao se perguntar se o que Zayn nos contou foi ou não verdade? Não estou dizendo que não confio nele, e a versão foi a mais convincente, mas ainda assim é algo que eu me pego pensando às vezes a noite. Se foi real mesmo.
Camila fica calada por alguns minutos, encarando meus olhos, e não consigo decifrar o que há neles neste momento. Seguro sua mão, para a demonstrar confiança, porque só irei avançar com isso caso ela aceitar.
— Tenho medo do que isso possa atrapalhar na gente, Laur, em você – ela aponta o dedo no meu peito. – Você nunca mais colocou uma droga química pra dentro do corpo depois do que aconteceu, e se você surtar?
— Você vai estar comigo o tempo todo – com a mão livre, toco sua bochecha, e sua pele está quente. – Essa é uma boa chance para descobrirmos tudo isso, colocar um ponto final nessa parte da nossa vida e deixar a igreja e Mason pra trás de uma vez por todas.
— E se der errado? E se não se lembrar?
— Nós vamos embora e nunca mais tocamos no assunto, porque não vai haver mais outras opções – garanto, e recebo seu silêncio outra vez. – Se você não quiser ir de forma alguma, eu também não vou, ok? Eu só pensei que deveríamos correr o risco.