Latina de curvas e beleza invejáveis, com uma personalidade duvidosa e uma fama igualmente questionável por todo o campus, Camila Cabello é capitã das líderes de torcida da Gales University. Poderia se dizer que sua vida era perfeita, afinal, tinha...
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Lauren e eu tínhamos entrado em um acordo de frutos do mar quando pensamos na opção do jantar, e me baseando nos sorrisos satisfeitos dos nossos pais quando Maria começou a nos servir, sei que acertamos, e me alívio um pouco. Até parecia que eu estava organizando um jantar para pessoas importantes totalmente desconhecidas. A mesa é larga, e meus pais e eu sentamos na lateral direita, enquanto os de Lauren e ela sentam na esquerda, ficando de frente um para os outros. Nós comemos a entrada juntamente com copos de vinho branco, entre uma conversa calorosa, e não consigo parar de pensar no quanto eu queria que isso acontecesse mais vezes, porém, com eles estando cientes do nosso relacionamento.
Ainda estou nervosa sobre isso, vale constar, a ponto de nem conseguir me soltar direito, o que me leva a beber o vinho mais rápido do que deveria.
— Tenho que admitir, Mila – minha mãe diz, após limpar o canto de seus lábios com o guardanapo à minha direita –, a casa está mais arrumada do que pensei que estaria. Já estava esperando entrar aqui e ter um ataque do coração vendo um monte de areia, roupas de banho e objetos para lá e para cá.
— Ah, vocês estão sem funcionários aqui? – Clara pergunta, surpresa. – Essa casa está brilhando.
Eu troco um olhar com Lauren, que está comprimindo um sorriso. Não vou dizer a eles que contratamos uma diarista para vir toda semana, e ainda pagamos uma segunda para vir aqui ontem limpar a casa que estava com a aparência de um lugar onde um furacão havia passado. Neguei os funcionários que meus pais ofereceram, e eu ainda tinha orgulho demais para voltar atrás.
— Não somos porcas – levanto um ombro, e dou um último gole na minha segunda taça. – E, além do mais, Lauren e eu estamos ficando mais na rua do que dentro da casa.
Acho que convenço eles, e a única pessoa que poderia me desmentir inocentemente era Maria, que está recolhendo os pratos da entrada, mas ela não fala inglês, então não tenho com o que me preocupar.
— Aqui tem tanta coisa bonita, não é? – Mike pergunta, agradecendo Maria em sua língua nativa. – Clara e eu passamos no centro da cidade mais cedo para conhecermos um pouco, e só no caminho pude ter certeza disso.
— Cuba ainda é um país muito pobre – papai diz –, e creio que isso prejudica nas atrações turísticas. Eu digo, se não tivéssemos um mar do Caribe bem aqui, seríamos um desses países esquecidos na lista de turismo.
— Isso é verdade – concordo, e vejo Lauren negando vigorosamente com a cabeça na minha frente.
— Eu achei ele bonito. Na verdade, eu achei incrível! Tive um choque muito bom de cultura, eu digo, até os carros aqui são mais diferentes. As casas coloridas nas ruas, com a estrutura bem diferente das casa americanas. E sem falar dos pontos turísticos; aquele Castillo del Morro é lindo! E o Grande Teatro então, e o...