Latina de curvas e beleza invejáveis, com uma personalidade duvidosa e uma fama igualmente questionável por todo o campus, Camila Cabello é capitã das líderes de torcida da Gales University. Poderia se dizer que sua vida era perfeita, afinal, tinha...
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Quando me viro para o lado, esperando encontrar Lauren, meu braço alcança o vazio. Tateio o colchão, resmungando, mas só consigo agarrar os lençóis. Finalmente tomo coragem de abrir os olhos, com algo parecendo decepção crescendo dentro do meu peito. Ela foi embora depois de dizer que não iria?
Eestou virada para parede, as frestas do sol da manhã não incomodam tanto meus olhos, mas ainda preciso piscar mais de uma vez para que o mundo à minha volta se forme. Ela não estava na cama.
Viro meu corpo para cima, sentindo a dormência no meu braço, porque sei que dormi com ela ainda aninhada em mim, e provavelmente ficamos assim por grande parte da noite pelo visto, até ela ir embora. Varro o quarto com o olhar, com um último fio de esperança de que ela estivesse ali fazendo alguma coisa, mas também não há sinal de Lauren.
Estou prestes a buscar vestígios de que ela realmente esteve ali, e tudo isso não foi um sonho real demais quando escuto o barulho de um saco plástico sendo remexido, e Lauren saí de dentro do banheiro, com o celular em uma mão, iluminando seu rosto e um pacote de marshmallow em outra. Não tive tempo para ficar tensa, porque ainda estou me acostumando com o fato de que acordei, mas quase solto um suspiro de alívio.
— Bom dia – ela deseja quando seu olhar se encontra com o meu, jogando um marshmallow dentro da boca. – Eu pensei que iria dormir pra sempre.
— O quê? – Minha voz quase não sai, e preciso pigarrear para me livrar da rouquidão. – Quantas horas?
Lauren olha para a tela do celular antes de me responder.
— Onze e vinte e seis – meus olhos se arregalam, e eu até sentaria na cama em um salto, mas estou percebendo o quanto meu corpo está cansado, como se eu realmente tivesse dormido por todo aquele tempo.
— Você está brincando?
— Não – ela me mostra sua tela de bloqueio, com o wallpaper de uma floresta no outono, e as horas eram exatamente as quais ela falou. – Eu até pensei que você estivesse passando mal ou algo assim.
— E por que você não me acordou?
— Porque você não parecia estar passando mal.
Eu cubro o rosto com as mãos, soltando um grunhido baixinho. O treino me deixou exausta, e devo ter me afundado na paz que Lauren me trouxe, aquela é a única explicação para que eu possa acordar a essas horas, sendo que meu despertador natural nunca me deixa passar das oito.
— A quanto tempo você está acordada? – Lauren se senta na cama, afastando um pouco da minha perna para empurrar o corpo até que suas costas apoie na parede, e ela deixa que minhas pernas descansem em suas coxas.
— Faz um tempinho – ela come mais um, naturalmente, como se não fosse onze da manhã e ela estivesse acabando o desjejum com doce. – Umas três horas.