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~Alice narrando
O tempo passou muito rápido e nós decidimos que nos casariamos em seis meses por insistência da minha sogra que não quer poupar e fazer tudo nos mínimos detalhes. Então agora eu vivo mais entusiasmada, além da faculdade eu concluí meu curso de técnica de enfermagem e me sinto mais feliz por estar trabalhando. Apesar de Lorenzo andar estranho nos últimos dias, tento relevar isso e me focar em quão puxada anda sendo minha rotina e me focar também nos detalhes do casamento.
Eu e Lorenzo decidimos nos casar na praia e após muitos protestos vindos da minha sogra decidimos manter nossa decisão. Ela queria algo bem mais gracioso e que não fosse na praia. Queria o casamento digno de uma rainha para mim, mas eu já a disse um milhão de vezes que não preciso disso pois ela já me trata como uma rainha. Minha mãe também tem me ajudado e muito. Nesse momento eu estou no jardim de casa, desfrutando da companhia da minha mãe, minha sogra, Pâmela e Naomi. Infelizmente Anastácia não pôde vir por estar ocupada no trabalho.

Alice: Sinceramente, eu preferia terminar os meus estudos e depois me casar.
Vitória: deixa disso menina, você está morando com Lorenzo faz tempo, o bom é se casarem logo.
Penélope: concordo com a Vitória, vocês já estão vivendo uma vida de casados, por que não casar?
Pâmela: ela não quer ter filhos agora.
Naomi: relaxa, você só vai se casar, os filhos podem esperar.
Vitória: eu dou o mesmo conselho a você, Naomi, precisa esperar.
Naomi: já sou casada a tanto tempo - faz uma pausa e inspira - mas Alice, já escolheu a cor dos vestidos das madrinhas?
Alice: eu não consigo me decidir.
Pâmela: e ficava me importunando quando eu planejava meu casamento, agora sofra.
Alice: Pâmela me perdoa. E será dourado.
Vitória: dourado? Para um casamento na praia?
Penélope: não faz muito sentido, querida.
Pâmela: azul ficaria melhor.
Naomi: dependendo do tipo de vestido.
Vitória: por que não procura outros modelos? Outras cores?
Penélope: esse chá é muito bom.
Alice: tudo bem, eu vou procurar.
Penélope: acho que por hoje é tudo, vocês não acham?
Vitória: realmente preciso descansar.
Estava quase concordando quando vi Pâmela colocando a xícara de chá na mesa, e vi um líquido incolor escorrendo pelas suas pernas.
Alice: Pâmela, a bolsa.
Pâmela: bolsa? Que bolsa? - então ela presta atenção e grita apavorada - ah, minha bolsa estourou.
Naomi: vou chamar uma ambulância.
Pâmela: chamem o Eduardo, onde ele está? Minha mãe também por favor. - choramingou.
Penélope: fica calma filha, calma.
Ligo para Eduardo enquanto minha mãe e minha sogra tentam acalmar Pâmela. E Eduardo vem correndo e leva Pâmela ao hospital. E nós vamos no carro de Naomi ao hospital, excepto minha sogra que preferiu voltar para casa.
E ficamos esperando aflitas por notícias de Pamela.

Eduardo entrou com ela para assistir o parto. E algumas horas depois ele veio sorrindo e chorando. Todo emocionado.
Eduardo: é um menino. É meu filho. Ele nasceu.
E nós ficamos todas felizes.
Alice: finalmente meu afilhado nasceu.
E ele nos levou para ver o pequeno no berçário.
Naomi: já escolheu um nome para ele?
Eduardo: não, ainda não, mas será especial e eu acredito que Pâmela já tem um em mente.
Alice: ainda não consigo acreditar como não chegaram em consenso durante tanto tempo.
Eduardo: você conhece a Pâmela. Alice, tenho uns documentos no carro, você poderia ir entregar ao Lorenzo na empresa?
Alice: é tão importante?
Eduardo: sim.
Alice: então eu levo sim, a Pâmela está acordada?
Eduardo: não, o parto foi muito cansativo, ela está descansando agora.
Naomi: então vamos, eu te levo.
Eduardo: vamos até ao estacionamento e eu vos entregarei os documentos.
E foi exatamente isso que fizemos, enquanto minha mãe ficou no hospital junto com a mãe de Pamela e Eduardo.
Fiquei me perguntando por que Lorenzo não apareceu no hospital mas então, decidi relevar, ele deve estar cheio de trabalho...


Um acasoOnde histórias criam vida. Descubra agora