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~Alice narrando
Alice: amiga. Minha amiga.
Pâmela: como senti saudades suas. - disse Pâmela depois de se ter levantado.
Alice: e você não imagina o quanto eu senti sua falta.
Pâmela: vamos, sente aqui.
Alice: Eduardo, como você está?
Eduardo: feliz porque vocês finalmente deram as caras.
Lorenzo: ainda vamos nos ver na empresa.
Alice: estou louca para saber o que vocês querem contar.
Eduardo: podemos fazer os pedidos primeiro? Estou morrendo de fome.
E nós fizemos os pedidos, e Pâmela fez pedidos estranhos.
Alice: você está bem?
Pâmela: claro, porquê não estaria?
Alice: você fez pedidos estranhos.
Pâmela olhou para Eduardo e ele assentiu para ela.
Alice: o que está acontecendo?
Pâmela: como vocês sabem, eu e Eduardo queremos contar algo.
Alice: e nós estamos esperando que vocês contem logo.
Lorenzo: amor, fique calma.
Pâmela: eu estou grávida. Nós vamos ser pais.
Alice: amiga, você está grávida? Vai ser mãe?
Pâmela: sim, e você será madrinha. Vocês serão padrinhos do nosso bebê.
Lorenzo: por essa eu não esperava, vocês estão de parabéns. – Sorrindo surpreso ele falou.
Alice: eu tentei imaginar tudo e qualquer situação, e agora que me contaram que um bebê está chegando eu me sinto tão feliz. Feliz por vocês, você finalmente vai realizar o seu sonho de construir uma família Pâmela.
Pâmela: obrigada, amiga.
Alice: vamos comemorar. E quero saber de tudo, absolutamente tudo. Como descobriu e como tem sido esses dias.
Pâmela: eu percebi que meu período estava atrasado. Foram dois meses e no primeiro eu não me apercebi. E nesse segundo mês, eu optei por fazer o teste, primeiro o de farmácia e depois o de sangue.
Alice: e você guardou segredo da sua melhor amiga? - Fingi estar ofendida.
Pâmela: não queria te preocupar, podia só ter sido um alarme falso. - Disse ela segurando minha mão.
Alice: tem razão.
Eduardo: meu jogador de futebol. Meu filho vai ser um campeão. - Pâmela fulminou ele com o olhar.
Pâmela: filha, será menina.
Eduardo: será menino, eu sinto. - Tocou no peito como se estivesse sentindo algo.
Pâmela: será menina, eu que sou a mãe então eu sinto. - Retrucou Pâmela.
Lorenzo: se for menina, é porque você estará pagando pelos seus pecados.
Eduardo: eu espero que você tenha cinco filhas meninas e pague pelos seus pecados.
Alice: vire essa boca pra lá Eduardo, eu não fiz nada.
Eduardo: mas ele fez ué. E eu até já comecei a pensar em vários nomes para nosso filho ou filha.
Alice: esse bebê já vai nascer muito amado.
Pâmela: muito mesmo. Estou tão feliz, sinto vontade de gritar para o mundo inteiro. Terminei os meus estudos, estou grávida, esperando meu estágio e emprego, estou com o homem que amo. Estou levando uma vida tranquila. - Sorriu ela com lágrimas nos olhos.
Lorenzo: agora mais do que nunca, você precisa parar de trabalhar naquele restaurante Pâmela. Principalmente pelo bem do bebê. - Falou Lorenzo num tom sério.
Eduardo: obrigada por falar o mesmo que eu já tentei falar mais de mil vezes para ela.
Pâmela: eu estou grávida, não doente. Posso muito bem trabalhar.
Alice: você tem certeza que vai suportar Marta? Eu não queria opinar sobre isso mas se no seu estado normal não consegue suporta-lá, estando grávida e com hormônios a flor da pele?
Pâmela: e todo mundo vai dizer que eu dei o golpe da barriga do jeito certo.
Eduardo: você não precisa se importar com o que as pessoas pensam, eu já disse isso, veja a Alice, ela não se importa.
Lorenzo: Eduardo, elas são igualzinhas, nem adianta porque eu acho que elas dividem o mesmo cérebro.
Alice: é chato ficar ouvindo o povo falar, vocês não entendem, ou entendem?
Eduardo: é só não ligar para o que eles falam ué.
Pâmela: como se fosse fácil.
Eduardo: chega de trabalhar naquele restaurante amor, por favor, pelo nosso bebê.
Pâmela: se eu encontrar rapidamente um emprego na minha área...
E o almoço correu normalmente.
Com várias risadas sinceras.
E depois de umas horas decidimos ir ao parque que há perto do restaurante, que é bem iluminado.
Sentamos nos bancos e conversamos divertidamente como se fôssemos adolescentes de novo.

Então de repente Eduardo olhou seriamente para Pâmela e por um instante sorriu. Então Lorenzo se inclinou e sussurrou para mim: ela deixa ele chapadão!
Eu ri. E do nada Eduardo levanta e sai correndo para o escuro. Pâmela franziu o cenho e ficou sem entender e em seguida, voltou novamente e se ajoelhou na frente de Pâmela.

Eduardo: Pâmela, eu não sou tão bom com as palavras mas eu estou aqui nesse momento, de joelhos na sua frente porque você é a mulher da minha vida. A mulher com quem eu quero passar a minha vida. Pâmela eu te amo tanto e agora você vai me dar um filho poxa, um filho, tudo que já fiz por você é pouco comparado a tudo que está fazendo por nós. Pâmela, você aceita se casar comigo?

Pâmela que até agora não tinha tirado nenhuma lágrima e nem esboçado reação alguma, estava rindo e chorando ao mesmo tempo e gritando: SIM! SIM! SIM!

+1 capítulo. Espero que gostem!
Bjs da autora.

Um acasoOnde histórias criam vida. Descubra agora