Helena
Acordei sentindo uma dor de cabeça ligeira e um peso nas minhas pernas, abri os olhos com dificuldade por causa da luz do quarto e quando abri na totalidade vi que é a Eleanor, eu queria muito vê-la quando estava naquele lugar, mas aí lembrei das fotos, me aborreci e decidi brincar um pouco com ela.
Eleanor: Como assim quem sou eu?— segurou a minha mão— Sou eu, amor, a Eleanor.
Helena: Não conheço nenhuma Eleanor.— puxei a minha mão, e vi os olhos dela se encher de lágrimas.
Eleanor: Espera, eu vou chamar a Doutora.
Helena: Não precisa.— me ajeitei na cama e me sentei— Eu sei quem é você.
Eleanor: Essa são horas para brincar, Helena?— falou séria, mas não durou muito e soltou um sorriso— Mas não importa, o importante é que você está bem e aqui comigo.
Helena: Podes me dizer o que aconteceu?— perguntei e ela me contou tudo, sem omitir nenhum detalhe— Nossa! Quando ela disparou eu achei que tivesse me atingido e depois apaguei.
Eleanor: Ela errou de propósito, mas pelo menos salvou a tua vida. Agora me diz, porquê você foi para lá? Sei que teve o dedo da Olivia, mas não entendi.
Helena: A Melissa me encontrou em frente a loja e me entregou um envelope com fotografias tuas com a Olivia... fazendo coisas, aí eu surtei e...
Eleanor: E você achou que eu tivesse te traído?— largou a minha mão— É isso, Helena?
Helena: Não, não. Eu não achei isso, só que ela me disse tantas coisas e para piorar eu liguei para você e você não atendeu o telefone, eu pensei que...
Eleanor: Que fosse verdade.
Helena: Não, amor. Olha, vem aqui.— estendi a minha mão demorou um pouco, mas ela pegou e se sentou na cama— Eu te amo e em nenhum momento eu duvidei de você, eu só me senti insegura e deixei que isso falasse mais alto. Me desculpa.
Eleanor: Eu não quero que você se sinta assim nunca mais.— fez carinho no meu rosto— Eu amo você e só você, e a Olivia é passado, um passado bem preso.
Helena: Eu te amo.— a abracei tão forte e ela me deu um cheiro e começou a rir— O que foi?
Eleanor: Mesmo no hospital e cheirando a comprimidos você fica atraente.— sorriu de lado.
Helena: Você não cansa, não é?— ela negou e eu a puxei para um beijo, como eu estava com saudades da boca dela, encerramos o beijo quando ouvimos alguém entrar, olhamos para a porta e a Doutora está toda vermelha— Olá, Doutora.— falei sorrindo e a Eleanor também.
Doutora: Me desculpem, não quis interromper, mas eu vim ver como está a minha paciente.— falou sorrindo se aproximando.
Eleanor: Ah, melhor, Doutora.— olhei para Eleanor e peguei a mão dela— Muito melhor.
Doutora: Que bom. Deixa-me só ver como está esse ferimento.— abriu a faixa e depois pediu para ver a minha barriga e assim o fez— Acho que não tarda você ficará totalmente bem.
Eleanor: E quando a minha namorada terá alta, Doutora?
Doutora: Se continuar assim acho que em 3 dias ela pode ir embora.— sorriu.
Eleanor: Que bom, não é, amor?—assenti.
Doutora: Está bem, eu vou deixá-las a sós e depois virá uma enfermeira para te dar a medicação e entretanto você pode comer alguma coisa, sim?— assenti— Tudo bem, qualquer coisa é só chamar.
Helena: Obrigada, Doutora.— falei e ela saiu, olhei para a Eleanor que não para de rir— Você viu a cara dela? A culpa foi sua.— bati de leve no braço dela e ela fez cara feia.
Eleanor: Como assim se foi você quem me beijou? Eu só correspondi.
Helena: Sua sem vergonha. Amor, você pode por avisar a Maria Clara que eu estou aqui? Ela vai ficar preocupada quando eu não for trabalhar amanhã e avisa a Sara também?— ela assentiu— Amor!— sorri da cara dela— Você pode me dar o teu telefone para eu ligar para a minha mãe?
Eleanor: Eu farei tudo o que você pediu.— se aproximou, tirou a senha do telefone dela e me deu— Entretanto eu vou comprar algo para você comer, tudo bem?— assenti e ela beijou a minha testa— Voltarei não tarda nada.— saiu e eu disquei o número da minha mãe e depois de chamar duas vezes ela atendeu.
Ligação on
Paula: Alô? Com quem falo?
Helena: Mãe? Sou eu, Helena.— ouvi ela sorrir— Como a senhora está? Como está o papai?
Paula: É tão bom te ouvir, minha filha e principalmente ouvir você chamar o Gabriel de "pai". Você quer falar com ele? Espera que eu vou chamá-lo... Oh, GABRIEL!
Helena:Mãe, assim também não. Mas eu quero falar com você algo importante.
Paula: Não me deixa preocupada, filha. O que foi? Aquele monstro fez algo com você?
Helena: Ele fez, mas já não voltará a fazê-lo... ele foi preso, mãe.
Paula: Como assim preso? Meu Deus! O que ele fez com você, amor? GABRIEL, VEM AGORA FALAR COM A NOSSA FILHA!
Helena: Preso, mãe. Mas quem fez tudo isso foi a Melissa.
Paula:Eu não estou entendendo nada. Mas me diz como você está.
Helena: Eu estou...
Gabriel: Alô, filha?— ouvi meu pai— Como você está?
Helena: Oi, pai. Eu estou bem e vocês? Como estão as coisas por aí?
Gabriel: Muito bem, filha. Só eu, sua mãe e todos aqui que querem te ver logo.
Helena: Logo logo eu estarei aí, pai.
Paula:Não duvido.—estranhei essa certeza.
Helena: Mãe, você sabe de algo que eu não sei?
Paula: Não, filha. Sei de nada não, mas como está a minha norinha? E a Maria Clara e o meu neto?
Helena: Estão todos bem, mãe. Olha, agora eu preciso desligar, Pai, cumprimenta a todos e diz-lhes que estou cheia de vontade de os conhecer e você cuida da minha mãe e do senhor, entendeu?
Gabriel: Está bem, filha. Vê se cuida e se mantém longe daquele sujeito.
Paula: Ele está preso, homem. Calma, eu depois te explico, e você minha filha se cuida e cumprimenta todos aí principalmente a minha nora.
Helena: Está bem, mãe.— sorri— Cuida do pai também? Amo vocês.— ouvi um "Também te amamos " e depois desliguei.
Ligação off
Estou cheia de sono, parece que não dormi nada, estava esperando pela Eleanor, mas acabei por dormir.
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Escrava Do Que Desejo
FanfictionHelena é uma jovem que vê-se dividida entre desejos e necessidades enquanto ao seu redor o mundo muda completamente graças a chegada de uma pessoa... Eleanor.
