Capítulo 4

53 4 0
                                        

Quando você acha que nada mais pode piorar, e o mundo vem para te mostrar que estás errada o que se faz?

Helena

Rogério: Olha quem chegou.__disse para a minha mãe irritado.

Helena: O que aconteceu dessa vez?__pousei a minha bolsa na mesa que fica na sala.

Paula: Filha, você não tem nada para nos contar sobre o seu dia de trabalho ontem?

Helena: Não, não tenho.

Rogério: Tem certeza?__ bateu na mesa nos assustando__Para de brincar e me diz porquê você não contou que viu o Marcelo e que a propósito você fugiu dele?

Helena: Ah, então ele veio fazer queixas.__me sento em uma das cadeiras__Vê-se que tipo de homem você escolheu, meu pai.

Nesse momento, meu pai parece furioso, se levantou do sofá e levantou a sua mão pesada e larga para me bater, mas não o fez e respirou fundo.

Rogério: Eu não vou te bater. Vou deixar isso para o seu futuro marido já que ficaria mal jantarmos juntos hoje e ele ver seu rosto roxo, não é mesmo?__se sentou de novo no sofá.

Helena: Como assim jantar hoje?

Paula: Depois que você saiu pedalando, a Melissa foi até seu pai e contou que viu você conversando com um homem com as mesmas características de Marcelo, e já que ele chegaria ontem seu pai presumiu que fosse ele. Ele ligou avisando que chegou, foi até à loja de vestidos procurando por você, mas só encontrou uma moça que não pode lhe dizer nada sobre o seu paradeiro e saiu fugindo pedalando.__deu um breve sorriso sem meu pai ver__Seu pai e ele combinaram de jantarmos hoje para resolvermos as coisas.

Rogério: Então, vê se sobe, toma um banho e prepara-te para o jantar.__se retirou e eu atrás dele subindo até meu quarto.

Então era isso que ontem mais cedo minha mãe quis me contar... que brevemente eu conhecerei o  homem que veio estragar a minha vida. Bem, ontem quando eu ouvi aquelas palavras "Marcelo Rodrigues, o futuro marido dela" e olhei pela segunda vez para o homem a minha frente eu entrei em pânico e sim, eu saí pedalando o mais rápido que eu pude e quando cheguei em casa não disse nada, como é óbvio, mas não foi preciso já que a Melissa fez-me esse "favor". 

Melissa é a mulher que eu tanto me seguro para não acabar lhe dando uma surra, enquanto pequenas nós éramos amigas inseparáveis, nos dávamos muito bem, mas isso tudo mudou quando eu tinha 17 anos e vi Melissa, minha mais velha de um ano apenas, beijando um homem numa esquina da vila à noite quando eu saí da loja, esse homem era meu pai, sim eles tiveram ou têm um caso, nessa noite eu corri para contar tudo para a minha mãe, mas meu pai enquanto beijava a minha ex-amiga me viu e saiu atrás de mim e quando me achou me bateu como nunca e me ameaçou para não contar nada para minha mãe pois ele deixaria Melissa, ali foi o começo de todo o ódio que ele sente por mim porque eu tinha encontrado o tão honrado e respeitado homem fornicando e depois disso eu acho que eles acabaram porque Melissa passou a me detestar tanto e a fazer de tudo para me irritar, por isso ela foi correndo contar para o ex-amante o que viu.

Marcelo Rodrigues não é um homem feio e asqueroso como alguns daqui, pareceu educado e simpático. Ontem, quando o olhei pela segunda vez, antes de entrar em
pânico e fugir, pude reparar nele... em seus olhos castanhos claros, seu cabelo loiro como o sol, seus ombros largos e seus braços quase apertados nas mangas do seu casaco preto, é um homem alto de aproximadamente 1,90, não é magro e nem muito grande, é o equilíbrio entre os dois, parece que se exercita muito e é lindo, seu rosto não fica atrás da beleza de seus olhos, maxilar definido, barba aparada, é lindo, mas não deixa de ser o homem que vai arruinar a minha vida, mas pelo menos não seria tão mal olhar para ele durante o jantar.

                                    [...]

Já tinha acabado meu banho, arrumei meu cabelo deixando ele solto, meu cabelo é longo, desce até as minhas costas, um ruivo liso e bem cuidado. Coloquei um vestido preto de mangas compridas, justo e comprido até os meus calcanhares e calcei sandálias da mesma cor, passei um batom da cor do meu cabelo e eu estou pronta para esse jantar. Sim, eu não quero me casar, mas também não deixarei de estar bonita até porque meu pai não aceitaria isso e me mandaria se arrumar de novo e eu não lhe daria esse gosto pelo controle, passei um perfume e antes mesmo de sair ouço minha mãe batendo a porta.

Helena: Sim, mãe?

Paula: Eles chegaram, filha. Pode descer.

Como assim eles?

Escrava Do Que Desejo Onde histórias criam vida. Descubra agora