Capítulo 62

12 2 0
                                        

Helena

Estávamos nos abraçando e chorando já faz alguns minutos, então, me separei dele segurando as mãos dele sorrindo e ele também.

Gabriel : Você é tão linda, cara!— fez carinho no meu rosto e eu sorri mais— Slc, igualzinha a mim.— beijou as minhas mãos— Desde o primeiro dia que eu te vi que eu soube, eu senti lá no fundo que você só poderia ser minha filha e não daquele animal. Que tal irmos ao parque para bater um papo?— assenti.

O parque não é muito longe daqui então fomos caminhando em silêncio, chegamos e nos sentamos num dos bancos daqui, a essa hora numa segunda-feira o parque fica bem vazio e hoje não é diferente.

Helena: Quando a minha mãe contou para o senhor?

Gabriel: Hoje de manhã e você não imagina como eu fiquei feliz, como eu estou feliz por saber que do meu amor e da sua mãe nasceu você, uma princesa.

Helena: Eu posso fazer algumas perguntas?— ele assentiu— Qual é a sua cor favorita? Seu prato favorito? Seu estilo musical favorito? Você gosta de praticar esportes?

Gabriel: Você faz tantas perguntas como a sua mãe, mas vai ser um prazer respondê-las. Bem, minha cor favorita é o amarelo, meu prato favorito é Strogonoff de frango, meu estilo musical favorito é o pagode e sim, eu pratico esportes e lutas também desde adolescente.— eu só sabia sorrir e ele me olha confuso— Ih,qual foi?! Tá rindo o quê, fia?

Helena: Nada, é que... eu também pratico esportes e lutas e minha cor favorita também é o amarelo. Eu só nunca comi isso aí... strogonoff e prefiro o pop do que pagode.

Gabriel: Como a sua mãe, apesar de que quando ela estava lá adorava uma boa noite de pagode e cervejinha gelada.— falou rindo e eu também— Quando você for lá você vai amar o strogonoff que a sua vó faz.

Helena: Será que ela vai gostar de mim?

Gabriel: Ih, fia, se bobear todos eles vão te mimar tanto e adorar você, assim como eu adoro e por favor, se você quiser, me chame de pai.— olhei para ele que tem os olhos brilhando e eu sei que sairá numa facilidade.

Helena: Está bem, pai.— falei sorrindo e ele também me abraçando e chorando.

Ficamos conversando até anoitecer, ele falava e eu sentia que eu o conhecia desde sempre. Ele é tão parecido comigo e eu me sinto tão feliz por ele ser o meu pai, ele me convidou para ir para o Brasil e ficou triste quando eu disse que não iria com ele e a minha mãe, mas entendeu e disse que vai ficar me esperando. Ele me acompanhou até a casa do Marcelo e depois nos despedimos, entrei e fui direto para o meu quarto, mas encontrei a porta aberta.

Helena: Sara!— gritei, mas nada dela responder— Sara, você entrou no meu quarto?— ela não respondeu— Que estranho.

Fui entrando e encontrei na cama um bilhete dizendo:

" Espero por você no lugar onde você conheceu um pouco de mim, o que gosto, o que leio. Por favor, venha vestida a rigor, um pijama, e com a barriga vazia porque a Sara caprichou no jantar hoje.

Obs: Talvez tenha o seu bolo favorito.

__Eleanor."

Helena: Que linda.— levei o papel até o peito sorrindo— É melhor eu ir me arrumar.

Tomei um banho, não lavei o cabelo, mas o prendi em coque frouxo, coloquei um baby doll e saí do meu quarto descalça mesmo até o quarto da Eleanor. A porta está aberta, entrei e fechei-a e há velas iluminando o quarto, e por cima da cama dois pratos com comida e mais dois pratos com o meu bolo favorito e em cima da banca dela dois copos de sumo e mais dois de água.

Helena: Que lindo.— falei me aproximando da cama e senti minha cintura envolvida por braços que eu já conheço tão bem.

Eleanor: Linda é você.— virei olhando para ela sorrindo e a beijei, encerramos o beijo sorrindo— Vem, vamos começar a nossa noite, meu amor.

Escrava Do Que Desejo Onde histórias criam vida. Descubra agora