Helena
Já amanheceu e depois de ver aquela mulher desagradável, a Melissa, decidi colocar o meu plano em prática, mas para isso eu vou precisar do senhor meu pai, já me preparei para ir aonde ele trabalha após eu sair da loja. Estava descendo as escadas quando vi um milagre... Eleanor, que estava prestes a sair de casa e se eu não corresse a perderia, então, assim fiz.
Helena: Eleanor!— ela olhou para mim— Bom dia.— disse ofegante, preciso mesmo fazer de novo ps exercícios, que resistência fraca.
Eleanor: Ah, Helena. Bom dia. Aconteceu alguma coisa?
Helena: Sim. Por que estás a fugir de mim?
Eleanor: Como? Eu não estou a fugir de ti.— tentou abrir a porta do seu carro, mas a parei colocando nossos corpos próximos— Helena, o que estás a fazer?
Helena: Parece que você só me ouve assim.— sussurrei próximo ao ouvido dela e senti-a suspirar e colocar a cabeça para trás— Precisamos conversar. Hoje à noite quando o Marcelo estiver a dormir eu vou até o teu quarto, tudo bem?— ela murmurou um "hummm" e beijei o pescoço dela— Ótimo, até mais tarde, Eleanor.
Saí deixando-a ali parada por um tempo até ver ela passar por mim com o carro numa velocidade perigosa, após mais alguns minutos a pé cheguei à loja, Maria Clara não está e isso é estranho, mesmo sendo filha dos donos daqui ela quase nunca falta, depois eu vou ligar para ela e saber o que se passa, mas agora preciso me concentrar em acabar isso logo e sair, no lugar da minha amiga está o irmão dela, Rafael, nós tivemos alguma coisa enquanto adolescentes, não namoramos então não passou de beijos e nem durou muito tempo, não é constrangedor para nós, não temos uma amizade, mas algo respeitável.
[...]
Passado algum tempo o meu turno terminou, liguei para Maria Clara que me explicou que não apareceu porque acordou enjoada e fraca, disse-lhe para ir ao hospital, mas ela se recusa, ela nunca gostou muito de ir ao médico, desde que nos conhecemos eu vou sempre com ela então, combinei de ir com ela amanhã. Nesse momento estou onde o meu pai trabalha, pronta para o primeiro passo do meu plano, cheguei até ao escritório dele, bati à porta e entrei, ele estava sentado, mas assim que me viu se levantou surpreso, talvez por eu nunca ter vindo aqui.
Rogério: Olha só que surpresa.— sorriu— O que estás a fazer aqui?— se sentou de novo.
Helena: Uma filha não pode mais visitar o seu pai?—ele gargalhou negando com a cabeça.
Rogério: Você nunca veio aqui nem quando nos dávamos bem, imagina agora.— se serviu um copo de whisky— Para de rodeios e me diz o que estás a fazer aqui?
Helena: A mamãe sabe sobre você e a Melissa.— parou de beber e olhou para mim tossindo— Calma, pai... assim você ainda morre engasgado.— sorri.
Rogério: Como assim sua mãe sabe?— veio até mim e começou a apertar o meu pescoço, que previsível— Foi você não foi? Sua ingrata!
Helena: Antes fosse eu.— falei tossindo— Foi a Melissa, a tua querida amante.— ele me soltou me jogando na poltrona em frente à mesa dele— A facada vem de onde menos se espera, não é?— falei sorrindo.
Rogério: Não, você está mentindo. Ela não seria capaz.
Helena: Ela seria e foi.— vi-o fechar os punhos cheio de raiva— Se você tem dúvidas, esteja naquele beco imundo onde vocês se encontram, às 7h da noite.— me levantei indo até à porta— Não se atrase.
Saio indo até a casa do Marcelo rápido para voltar a sair e ir até o beco porque não tarda nada tocará 7h da noite e a Melissa estará lá no beco para se encontrar com o meu que supostamente lhe enviou um bilhete marcando lá, mas ela não sabe que fui eu quem escreveu e não ele. O importante é que ela não hesitará em aparecer, principalmente depois de eu ter escrito que o meu pai vai se divorciar da minha mãe... isso vai ser bom.
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Escrava Do Que Desejo
FanfictionHelena é uma jovem que vê-se dividida entre desejos e necessidades enquanto ao seu redor o mundo muda completamente graças a chegada de uma pessoa... Eleanor.
