Felix abriu os olhos, sentindo a mente ainda enevoada e o corpo pesado. Ao olhar ao redor, percebeu que estava em um quarto desconhecido, com uma luz suave entrando pelas janelas. Ele esfregou os olhos e suspirou, tentando entender onde estava.
— Onde... onde estou? — murmurou, a voz baixa no silêncio do quarto.
Em resposta ao som, a porta se abriu devagar, e Minho e Jisung apareceram, entrando com expressões cautelosas. Felix os olhou confuso, esperando por respostas.
— Depois de tudo que aconteceu no teatro... você apagou, Felix. Nós te trouxemos para minha casa, e você dormiu por um bom tempo — explicou Minho, aproximando-se e colocando uma mão reconfortante no ombro de Felix.
Felix suspirou profundamente, tentando assimilar tudo o que havia passado. Sentiu uma onda de tristeza e desespero retornando ao lembrar do corpo de Hyunjin nos braços dele, ensanguentado. Ele passou a mão pelos cabelos, tentando afastar as lembranças dolorosas.
— Eu… eu só queria que fosse diferente. — A voz dele saiu quase em um sussurro, carregada de tristeza.
— Felix, venha tomar café — sugeriu Jisung, tentando mudar o clima e dar algum conforto. — Em breve, vamos ao hospital.
Felix franziu o cenho, sentindo seu coração bater um pouco mais rápido ao ouvir a palavra “hospital”.
— Hospital? Por quê? — perguntou, sentindo um fio de esperança que mal ousava admitir.
Minho e Jisung trocaram um olhar significativo, e então Jisung sorriu levemente antes de dar a notícia.
— Felix… Hyunjin está vivo. Ele sobreviveu — disse Jisung, as palavras gentis, mas carregadas de significado. — Ele está no hospital, sedado, mas está vivo.
Por um momento, Felix não conseguiu acreditar. Seus olhos se arregalaram, e ele sentiu o mundo parar enquanto aquelas palavras se repetiam em sua mente. A respiração ficou presa no peito, e, então, como se toda a felicidade do mundo estivesse concentrada naquele instante, ele deu um salto da cama e abraçou Jisung e Minho ao mesmo tempo, quase sem se conter.
— Ele… ele está vivo? Ele está mesmo vivo? — a voz dele tremeu enquanto falava, sentindo a felicidade transbordar.
— Sim, está — Minho confirmou, com um sorriso gentil. — Ele teve muita sorte, Felix. Os médicos disseram que ele está fora de perigo.
Felix sentiu as lágrimas escorrerem pelo rosto, mas, desta vez, eram lágrimas de pura alegria e alívio. Ele abraçou Jisung e Minho com mais força, sentindo-se inundado por um calor no peito, algo que ele achava que nunca mais sentiria depois de tudo.
— Obrigado, obrigado por me dizerem isso… obrigado por estarem comigo — disse, a voz emocionada enquanto apertava os dois amigos.
Minho deu-lhe um tapinha nas costas e falou com carinho:
— Agora vá tomar café, Felix. Precisamos de você em pé e forte para quando ele acordar. Hyunjin vai precisar de você lá.
Felix assentiu, enxugando as lágrimas, com um sorriso enorme no rosto. Pela primeira vez em muito tempo, ele tinha esperança novamente. E ele estava determinado a estar lá para Hyunjin, como ele sempre esteve para ele.
...
Felix caminhava pelo corredor do hospital ao lado de Jisung e Minho, o coração acelerado a cada passo mais próximo da porta do quarto de Hyunjin. A antecipação era quase insuportável, uma mistura de felicidade e nervosismo que ele sentia em cada fibra de seu corpo.
Assim que abriram a porta, Felix viu Chan, que estava sentado ao lado da cama, olhando com atenção para Hyunjin. Chan levantou o olhar ao ouvir a porta e, ao ver Felix, um pequeno sorriso de apoio apareceu em seu rosto. Ele se levantou, dando espaço para Felix se aproximar, e sussurrou:
— Vou dar um tempo pra vocês. Qualquer coisa, estou lá fora.
Felix assentiu com um sorriso tímido, antes de voltar a atenção para a figura deitada na cama. Lá estava Hyunjin, sedado, com o rosto sereno, os sinais vitais monitorados, e o peito subindo e descendo suavemente. Apenas ver aquele movimento tão pequeno e constante fez as lágrimas brotarem nos olhos de Felix. Ele se aproximou devagar, temendo que, de alguma forma, aquilo fosse um sonho frágil, prestes a se desfazer.
Sentando-se ao lado da cama, Felix estendeu a mão e segurou a mão de Hyunjin com delicadeza, como se o toque pudesse comunicar tudo o que ele sentia. A voz de Felix saiu em um sussurro suave e emocionado:
— Meu amor… você voltou pra mim... de novo — Ele fez uma pausa, enquanto os lábios tremiam. — Eu pensei… pensei que nunca mais ia te ver.
Ele acariciou a mão de Hyunjin com o polegar, observando cada detalhe do rosto adormecido do marido, a paz que estava nele, mesmo depois de tudo o que passaram.
— Eu não sei como você conseguiu, como lutou tanto, mas… você sobreviveu. — Felix fez uma pausa, sentindo a emoção apertar seu peito novamente. — Você sempre foi mais forte do que qualquer um… e agora está aqui.
As lágrimas escorreram livremente pelo rosto de Felix, enquanto ele continuava a sussurrar, sua voz baixa e carregada de amor:
— Eu prometo que estarei aqui, esperando cada segundo que você precisar para acordar. Vou cuidar de você, como você sempre cuidou de mim. E quando você abrir os olhos, estarei aqui, te amando como nunca.
Felix inclinou-se para frente e, com um carinho imenso, beijou suavemente a mão de Hyunjin, deixando as lágrimas molharem seus dedos.
Chan, Jisung e Minho que aguardavam no corredor, espiaram pela porta entreaberta e sorriram ao ver a cena. Naquele quarto de hospital, o amor de Felix por Hyunjin parecia brilhar com uma intensidade que ninguém poderia apagar. E enquanto ele esperava, segurando a mão de Hyunjin, Felix sabia que faria qualquer coisa para proteger o homem que amava.
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Ecos Caóticos
Fiksi PenggemarAnos após a trágica morte de Hyunjin, Felix tenta reconstruir sua vida. O acidente que tirou seu marido deixou uma marca profunda, mas, três anos depois, ele finalmente encontra conforto nos braços de Jisung, seu novo namorado. Em meio à agitação de...
