CAP 27

221 12 1
                                        

Minha cabeça parecia que ia explodir

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.


Minha cabeça parecia que ia explodir. A dor pulsava tanto que eu cheguei a gemer baixo, sentindo uma pontada forte latejar nas têmporas. Meu corpo estava pesado, como se eu tivesse sido atropelada por um caminhão. Tentei abrir os olhos, mas a luz branca me cegou por alguns segundos, me forçando a fechar novamente.

— Puta merda... — murmurei com a voz rouca, levando a mão à testa.

— Finalmente, a Bela Adormecida acordou. — A voz debochada de Luiza me fez virar a cabeça devagar, só para encontrá-la sentada ao lado da cama, de braços cruzados e uma expressão nada satisfeita.

Franzi a testa, confusa. Piscando algumas vezes, forcei meus olhos a se acostumarem com a claridade e, só então, percebi onde estava. O cheiro de álcool e remédios, os lençóis brancos, o maldito bip-bip da máquina ao meu lado...

— Que porra? — Minha voz saiu arranhada. — Eu tô no hospital?

— Não, tá no spa. — Ela revirou os olhos. — O que você achou, sua anta? Depois de beber igual uma desgraçada e desmaiar no meio do baile, você queria acordar onde?

Revirei os olhos, sentindo um gosto amargo na boca. Meu estômago embrulhou na hora. Droga, eu ia vomitar?

— Preciso de água... — resmunguei, me sentando com dificuldade. Um gemido de dor escapou quando senti um incômodo no olho esquerdo.

— É, além de desmaiar, você ainda saiu com um roxo lindo no olho. Parabéns, Isabel, você tá um arraso.

Passei a mão pelo rosto, sentindo a pele sensível na região do olho inchado. As lembranças da noite passada vieram como um soco no estômago. O baile, a bebida, a provocação, BM voando no cara, a briga... o olhar dele.

Merda.

— Como eu vim parar aqui? — Perguntei, tentando ignorar o nó na garganta.

— Você desmaiou e, antes que o BM matasse o cara lá, ele mandou te trazerem pro hospital. — Luiza respondeu casualmente, mexendo no celular. — Acredita que ele ficou plantado aqui até umas horas?

Meu coração deu um salto estranho no peito, mas eu logo empurrei aquela sensação para bem longe. Não significava nada. Não podia significar.

— Foda-se ele. — resmunguei, me jogando contra o travesseiro.

Luiza soltou uma risada nasal.

— Sei. Então por que ficou vermelha?

— Vai a merda, Luiza.

Ela gargalhou, e eu apenas fechei os olhos, torcendo para que essa maldita ressaca passasse logo.

Antes que eu pudesse responder à provocação de Luiza, a porta do quarto se abriu, e uma enfermeira entrou segurando uma bandeja com alguns comprimidos e um copo d’água. Ela usava o jaleco branco impecável e tinha uma expressão profissional, mas simpática.

DESTINO TRAÇADO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora