CAP 29

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O despertador toca, e eu abro os olhos com dificuldade

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O despertador toca, e eu abro os olhos com dificuldade. O corpo ainda parece pesado da noite anterior, mas não tenho escolha. Preciso levantar.

— Acorda, mulher! A gente vai se atrasar.

Resmungo, tentando ignorá-la, mas ela puxa o cobertor de cima de mim, me obrigando a levantar.

— Tá bom, já tô indo! — reclamo, me espreguiçando antes de arrastar meu corpo até o banheiro.

Faço minha higiene rapidamente e coloco o uniforme. Quando saio do quarto, Luiza já está na cozinha, tomando café com sua mãe e Lâvinia.

— Finalmente! Achei que ia ter que te carregar até a escola — ela brinca, enquanto passo pela mesa e pego um pedaço de pão.

— Tô indo, né? Já é um avanço.

Comemos rápido, pegamos nossas mochilas e saímos de casa. O caminho até a escola é curto, e seguimos lado a lado, sentindo o sol da manhã bater no rosto.

— O que você vai fazer depois da aula? — Luiza pergunta.

— Procurar emprego. Não posso mais ficar parada.

Ela me olha de lado, talvez esperando que eu mude de ideia, mas não digo mais nada. Já tomei minha decisão.

Assim que chegamos à escola, vamos direto para nossas salas. Mais um dia começando, mas minha cabeça já está focada no que vem depois.

O tempo na escola pareceu se arrastar. Eu tentava me concentrar nas matérias, mas minha mente estava em outro lugar. Desde que entrei na sala, senti alguns olhares sobre mim, mas decidi ignorar. As pessoas adoram fofocar, principalmente quando percebem que tem algo de errado com alguém.

As aulas seguiram normalmente, ou pelo menos tão normais quanto poderiam ser. Em matemática, mal consegui prestar atenção nos números à minha frente, enquanto o professor explicava alguma coisa sobre equações. Já em português, a professora passou uma atividade em dupla, e Luiza foi logo puxando minha carteira para perto da dela, fazendo a maior parte do exercício sozinha, já que eu não conseguia focar direito.

— Você precisa parar de viajar — ela murmurou, enquanto rabiscava as respostas.

— Eu tô tentando.

A verdade era que eu só queria que esse dia acabasse logo. Não tinha paciência para ficar ali fingindo que estava interessada no que diziam. Quando finalmente bateu o sinal da última aula, fui uma das primeiras a sair.

— Bora, tô morrendo de fome! — Luiza disse, puxando meu braço.

O caminho de volta foi rápido, e assim que chegamos em casa, fui direto para o banheiro. Precisava de um banho para me livrar daquela sensação de cansaço.

Assim que chegamos em casa, fui direto para o banheiro. Precisava de um banho para aliviar o peso que sentia nos ombros. A água quente escorria pelo meu corpo, e eu tentava organizar meus pensamentos.

DESTINO TRAÇADO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora