Breno Morais é o traficante mais temido do Rio de Janeiro, dono do complexo do Alemão. Conhecido por sua frieza e violência, ele domina as ruas com mão de ferro. Por outro lado, há Isabel, uma jovem doce e gentil, que encontra beleza mesmo na advers...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Peguei as sacolas das mãos de BM e fui para trás do carro, onde o porta-malas ainda estava aberto, impedindo que ele me visse trocar. Com a mão boa, tirei o biquíni de dentro da sacola e foi aí que a realidade bateu com força: eu não estava mais com os dois braços livres para me movimentar.
Eu não iria conseguir colocar aquele biquíni sozinha.
A única solução era ele.
BM.
Respirei fundo, praguejando mentalmente. Eu não queria dar o braço a torcer, não queria que BM chegasse perto de mim o suficiente para me provocar — porque eu tinha certeza de que ele faria isso. Eu o conhecia muito bem. Só precisava ser forte o bastante para não cair nas suas garras.
— BM… você pode vim aqui — chamei um pouco mais alto.
Segundos depois, ele apareceu na minha frente com um sorrisinho trapaceiro no rosto. Ele já sabia o que eu ia pedir, era óbvio que sabia.
— Fala comigo, donzela — disse, abrindo um sorriso de orelha a orelha.
Engoli em seco, apertando o biquíni entre os dedos.
— Será que… que você podia me ajudar a… bom, a colocar o biquíni — falei, olhando para o meu braço engessado, morrendo de vergonha de encará-lo nos olhos.
BM soltou uma risada baixa, daquelas perigosas.
— Eu sabia — murmurou, se aproximando. — Vem cá.
Meu coração começou a bater errado quando ele parou na minha frente. Eu ainda tava vestida, mas a proximidade dele já bagunçava tudo. Ele passou a mão pelo cabelo molhado, respirou fundo, como quem tava tentando se controlar.
— Fica parada — avisou. — E não inventa de se mexer, senão dá ruim.
Ele começou ajudando a tirar minha blusa com cuidado, passando por cima do gesso. Mesmo assim, os dedos dele roçaram na minha pele, de leve demais pra ser acidente. O ar ficou pesado na hora.
Quando a blusa saiu, eu fiquei ali, só de sutiã, sentindo o olhar dele queimar em mim.
— Porra… — ele soltou num tom baixo, quase um rosnado. — Tu faz isso de propósito, né?
— Isso o quê? — tentei me fazer de sonsa, mas a voz saiu fraca.
— Existir desse jeito — respondeu, aproximando mais um passo. — Tu não tem noção do quanto tu me testa.
Ele pegou a parte de cima do biquíni, mas demorou antes de colocar. Os olhos presos em mim, maxilar travado, respiração pesada.
— Se eu perder o controle aqui, a culpa é tua — falou, meio sério, meio brincando. — Já tô avisando.
— Então não perde — retruquei, sentindo o corpo inteiro arrepiar.