CAP 43

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Peguei as sacolas das mãos de BM e fui para trás do carro, onde o porta-malas ainda estava aberto, impedindo que ele me visse trocar

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Peguei as sacolas das mãos de BM e fui para trás do carro, onde o porta-malas ainda estava aberto, impedindo que ele me visse trocar. Com a mão boa, tirei o biquíni de dentro da sacola e foi aí que a realidade bateu com força: eu não estava mais com os dois braços livres para me movimentar.

Eu não iria conseguir colocar aquele biquíni sozinha.

A única solução era ele.

BM.

Respirei fundo, praguejando mentalmente. Eu não queria dar o braço a torcer, não queria que BM chegasse perto de mim o suficiente para me provocar — porque eu tinha certeza de que ele faria isso. Eu o conhecia muito bem. Só precisava ser forte o bastante para não cair nas suas garras.

— BM… você pode vim aqui — chamei um pouco mais alto.

Segundos depois, ele apareceu na minha frente com um sorrisinho trapaceiro no rosto. Ele já sabia o que eu ia pedir, era óbvio que sabia.

— Fala comigo, donzela — disse, abrindo um sorriso de orelha a orelha.

Engoli em seco, apertando o biquíni entre os dedos.

— Será que… que você podia me ajudar a… bom, a colocar o biquíni — falei, olhando para o meu braço engessado, morrendo de vergonha de encará-lo nos olhos.

BM soltou uma risada baixa, daquelas perigosas.

— Eu sabia — murmurou, se aproximando. — Vem cá.

Meu coração começou a bater errado quando ele parou na minha frente. Eu ainda tava vestida, mas a proximidade dele já bagunçava tudo. Ele passou a mão pelo cabelo molhado, respirou fundo, como quem tava tentando se controlar.

— Fica parada — avisou. — E não inventa de se mexer, senão dá ruim.

Ele começou ajudando a tirar minha blusa com cuidado, passando por cima do gesso. Mesmo assim, os dedos dele roçaram na minha pele, de leve demais pra ser acidente. O ar ficou pesado na hora.

Quando a blusa saiu, eu fiquei ali, só de sutiã, sentindo o olhar dele queimar em mim.

— Porra… — ele soltou num tom baixo, quase um rosnado. — Tu faz isso de propósito, né?

— Isso o quê? — tentei me fazer de sonsa, mas a voz saiu fraca.

— Existir desse jeito — respondeu, aproximando mais um passo. — Tu não tem noção do quanto tu me testa.

Ele pegou a parte de cima do biquíni, mas demorou antes de colocar. Os olhos presos em mim, maxilar travado, respiração pesada.

— Se eu perder o controle aqui, a culpa é tua — falou, meio sério, meio brincando. — Já tô avisando.

— Então não perde — retruquei, sentindo o corpo inteiro arrepiar.

— Como se fosse fácil né porra !

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⏰ Última atualização: Feb 10 ⏰

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