Breno Morais é o traficante mais temido do Rio de Janeiro, dono do complexo do Alemão. Conhecido por sua frieza e violência, ele domina as ruas com mão de ferro. Por outro lado, há Isabel, uma jovem doce e gentil, que encontra beleza mesmo na advers...
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Tava eu indo pra salinha, puto da vida. A Paola tinha estragado meu momento com a mina, e isso me deixou nervoso. Assim que entrei, vi ela lá, toda brava, já vindo em minha direção.
— Aonde você estava, Bre... — escuto a voz irritante de Paola. Quando a mesma estava prestes a falar meu nome, lanço um olhar mortal que ela conhece bem.
— Primeiramente, abaixa tua bola e não vem gritar comigo, que eu não tô com paciência. Demorô? — digo curto e grosso, e a mesma bufa de raiva.
— Abaixar minha bola? Eu sei muito bem que você tava com alguma vagabunda por aí! Você tá de sacanagem com a minha cara, é? — diz, gesticulando com a mão, completamente alterada. Respiro fundo para não mandar essa guria pro além. Já tá me enchendo as paciências gritando desse jeito.
— Na moral, Paola, não vem encher a porra do meu saco! Eu não tava com ninguém, caralho. E tira o pé da minha janta um pouco, porra! — rosno, fechando as mãos em um punho, me segurando para não acertar ela com um soco.
— Você tá errado e ainda quer pagar de certo? Me poupe, BM! Se você acha que eu vou ficar sendo chacota para o morro inteiro, você está muito enganado. Você vai ver o quê... — antes mesmo dela terminar a maldita frase, vou em direção a ela, que se assusta, dando passos para trás.
— QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA FALAR ASSIM COMIGO, SUA PUTA DO CARALHO? ABAIXA A PORRA DA TUA BOLA, SE NÃO QUISER SAIR DAQUI COM UM DENTE QUEBRADO! — grito, apontando o dedo em seu rosto. Essa praga conseguiu me irritar.
— Vai embora pra casa agora. Quando eu chegar, vamos trocar umas ideias, eu e tu, demorô, sua comédia — aponto em direção à porta. A mesma ia abrir a boca para retrucar. — E sem mais, Paola. Eu juro que tô perdendo a porra da paciência contigo.
Paola me conhecia bem demais para não me obedecer agora. A mesma bufa, completamente irritada, e sai batendo a porta.
a amiga da outra la, que tinha assistido a cena toda, perguntou:
— E a Isabel? O que aconteceu com ela?
Eu olhei pra ela, meio impaciente.
— Fica na sua e nao conversa comigo! — respondi, grosso. — Não tô aqui pra ficar falando da Isabel, não.
Ela franziu a testa, ficando com a pior cara do mundo .
— Lógico que me interessa, cara! Ela é minha amiga e eu preciso saber como ela está — falou entre dentes se segurando para não falar merda que ela já sabia oque ia acontecer.
— Pois é, mais eu tô pouco me fudendo tá ligado? Tô com a cabeça cheia.
Th tentou intervir ao meu favor
— Da um tempo também mina , não tá vendo que ele precisa resolver os b.o !
— Tô nem aí, Th! — falou direta. — Os problemas é dele e não meu , eu só quero saber se minha amiga está bem e se ele não fez nada de ruim com ela .