CAP 35

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— Não começa com esse papo, que eu não tô com paciência pra drama agora, demorô — disse ele, fazendo pouco caso

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— Não começa com esse papo, que eu não tô com paciência pra drama agora, demorô — disse ele, fazendo pouco caso.

— Então o que você veio fazer aqui? Ficar me olhando com essa cara? — afrontei, encarando-o, e vi um misto de surpresa passar por seu rosto.

— O que foi, hein? Vai passar pro lado obscuro agora? Vai dar uma de cadela revoltada que cansou de sofrer? — soltou com um sorriso debochado, me fazendo engolir em seco.

— Quem sabe assim os outros aprendem a me respeitar… e param de pisar em mim como se eu fosse um lixo. Como se pudessem fazer o que quiserem comigo. Gente como você… e a queridinha da sua mulher — respondi, engolindo o choro. Meus olhos estavam marejados, mas eu não ia dar o braço a torcer. Não mais.

— Quero ver até onde vai essa marra toda. Bora, que tu vai num lugar comigo — disse ele, me fazendo arregalar os olhos por alguns segundos. Pra onde esse louco queria me levar? — Coloca uma roupa decente e vamos logo, que eu tô com pressa.

— E pra onde você quer me levar? Eu já falei que não vou a lugar nenhum com você — digo, me sentando na cama novamente, ficando de costas pra ele.

— Na moral, Isabel, eu não tô com saco pra gracinha. Eu não tô pedindo pra você ir, tô mandando, entendeu? Não me faz perder a porra da paciência e ter que te levar à força — BM disse, já perdendo o pouco de paciência que lhe restava.

Apesar de eu estar enfrentando ele desde o momento da briga, BM ainda não tinha colocado as mãos em mim, o que me surpreendia bastante. Mas eu sabia que não podia abusar da sorte… não de novo. Eu já estava quebrada o suficiente pra aguentar mais uma surra.

— Dá pra você sair, pelo menos, pra eu poder me trocar? E, se possível, chama a Luiza pra me ajudar — digo, respirando fundo e engolindo a raiva por ter que ir, sabe-se lá pra onde, com esse homem.

— Até parece que eu nunca vi esse corpinho gostoso de todas as maneiras — ele responde, me fazendo arregalar os olhos, envergonhada. — Eu mesmo te ajudo.

— N-não… não chega perto de mim, não dá mais nenhum passo! — aponto minhas mãos em sua direção quando ele dá um passo à frente e eu automaticamente recuo. — E… e nem começa com suas sem-vergonhices.

— Vai se fazer de boa samaritana de novo? Acontece que eu lembro muito bem de você me chupando e fazendo meu pau de picolé — minha respiração falha ao ouvir aquilo. Meu peito sobe e desce descompassado, e eu me esforço pra disfarçar, pra ele não perceber o quanto ainda me afetava. E era exatamente por isso que eu não queria ficar sozinha com ele. BM sabia ser um cafajeste como ninguém.

— BM… olha… pode… pode parar com isso…

— Parar com o quê? Não tô fazendo nada — ele diz, levantando as mãos em rendição, com aquele sorriso idiota — e, infelizmente, lindo — no rosto.

DESTINO TRAÇADO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora