Breno Morais é o traficante mais temido do Rio de Janeiro, dono do complexo do Alemão. Conhecido por sua frieza e violência, ele domina as ruas com mão de ferro. Por outro lado, há Isabel, uma jovem doce e gentil, que encontra beleza mesmo na advers...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Minha cabeça estava latejando tanto que, a qualquer momento, eu sabia que iria explodir. Minha respiração ainda estava falhando e minha visão? Eu não conseguia enxergar quase nada - estava tudo embaçado. As lembranças automaticamente vieram à minha mente, fazendo-me recordar o motivo de eu estar com aquela dor imensa, como se um caminhão tivesse passado por cima de mim.
A voz de ódio dela, gritando comigo, ecoava na minha mente a todo momento. Os socos, tapas e puxões de cabelo vinham como flashes em minha memória. O impacto do meu corpo se chocando contra as mesas e, logo em seguida, caindo no chão, me atormentava constantemente.
Gemo de dor quando tento me mexer um milímetro sequer, e a dor insuportável vem à tona novamente.
De repente, escuto uma movimentação no quarto; porém, eu não conseguia ver quem era, nem o que estava acontecendo. Meus olhos não me permitiam fazer qualquer movimento, de tão doloridos que estavam.
- Coloca um calmante nela, ela ainda não tá em condições de acordar - escuto uma voz feminina irreconhecível. Eu queria me mexer, queria saber o que estava acontecendo, mas eu não conseguia. A única coisa que eu podia fazer era ouvir, como se estivesse em um coma profundo.
Meu corpo começou a pesar novamente, e a dor foi sumindo aos poucos, conforme o calmante ia fazendo efeito em meu organismo. Logo em seguida, eu apaguei mais uma vez.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Não sei quanto tempo fiquei desacordada novamente, porém acordei um pouco melhor. Claro, a dor ainda estava presente, mas agora eu conseguia me mexer um pouco.
Havia uma enfermeira ali, aplicando algum remédio. Quando abri os olhos novamente, ela sorriu de forma simpática ao ver meu olhar confuso, como se perguntasse o que estava acontecendo.
- Tô aplicando um remédio pra dor. Quando você acordou pela primeira vez, não conseguia se mexer de tanta dor, não é mesmo? - Apenas assenti com a cabeça. - Esse é um remédio que vai aliviar muito onde estiver doendo, ook?
- Des... desculpa, será que alguém poderia me trazer um copo de água? - perguntei com a voz falha. Minha garganta estava seca demais.
- Claro que sim, só um minutinho e eu já trago pra você - Dei um meio sorriso a ela, que retribuiu. A enfermeira, cujo nome eu ainda não sabia, terminou de aplicar o remédio em mim e saiu porta afora.