Breno Morais é o traficante mais temido do Rio de Janeiro, dono do complexo do Alemão. Conhecido por sua frieza e violência, ele domina as ruas com mão de ferro. Por outro lado, há Isabel, uma jovem doce e gentil, que encontra beleza mesmo na advers...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O dia seguinte chegou trazendo uma dor de cabeça absurda e um incômodo no olho, que ainda latejava por conta da pancada. Eu só queria sair dali e esquecer tudo o que aconteceu na noite passada. Quando Luiza apareceu para me buscar no hospital, senti um alívio imediato.
— Meu Deus, Isabel, você tá um caco! — Ela disse assim que me viu, segurando meu rosto com cuidado. — E ainda tá pálida!
— Obrigada pelo elogio — murmurei com sarcasmo, revirando os olhos, o que foi um erro, porque a dor no meu olho só piorou.
— Tô falando sério! — Ela insistiu, preocupada. — Você tem certeza que tá bem pra sair daqui?
— Tenho, só quero ir pra casa.
Ela suspirou, mas não discutiu.
O caminho até sua casa foi silencioso, pelo menos da minha parte. Luiza tagarelava sobre como BM era um completo lunático e que eu precisava me afastar dele antes que algo pior acontecesse. Eu apenas concordava com a cabeça, sem energia para argumentar.
Assim que chegamos, fui recebida por um olhar de puro desespero de minha irmã, Lâvinia, e pela mãe de Luiza, que parecia ainda mais preocupada.
— Isabel! — Lâvinia correu até mim, segurando meus ombros. — O que aconteceu com você?! Pelo amor de Deus, eu quase morri de preocupação!
— Eu tô bem, Lavi... — tentei acalmá-la, mas ela não pareceu convencida.
— Como assim bem?! Olha pra você! Seu olho tá roxo! — Ela tocou de leve no local machucado, e eu recuei com um gemido de dor.
— Ai, foi sem querer! — Ela exclamou, se culpando imediatamente.
— Menina, o que houve? — A mãe de Luiza interveio, cruzando os braços. — Eu sabia que essa história de baile ia dar ruim!
Suspirei, cansada.
— Gente, eu só... me meti onde não devia, pronto. Não foi nada de mais.
— O quê?! — Lâvinia arregalou os olhos. — Como assim desmaiou?!
Ótimo, agora eu tinha duas pessoas me fuzilando com olhares de preocupação extrema.
— Olha, eu explico depois, tá? — Pedi, massageando as têmporas. — Agora eu só quero tomar um banho e dormir um pouco.
Elas se entreolharam, claramente não convencidas, mas decidiram me dar um descanso.
— Tá bom, mas você jura que esta bem — Lâvinia perguntou preocupada, e eu apenas assenti, indo direto para o banheiro.
A água quente caindo sobre meu corpo foi a única coisa que me fez relaxar de verdade. Mas, mesmo assim, a sensação de que aquela história estava longe de acabar não saía da minha cabeça.