CAP 28

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O dia seguinte chegou trazendo uma dor de cabeça absurda e um incômodo no olho, que ainda latejava por conta da pancada

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O dia seguinte chegou trazendo uma dor de cabeça absurda e um incômodo no olho, que ainda latejava por conta da pancada. Eu só queria sair dali e esquecer tudo o que aconteceu na noite passada. Quando Luiza apareceu para me buscar no hospital, senti um alívio imediato.

— Meu Deus, Isabel, você tá um caco! — Ela disse assim que me viu, segurando meu rosto com cuidado. — E ainda tá pálida!

— Obrigada pelo elogio — murmurei com sarcasmo, revirando os olhos, o que foi um erro, porque a dor no meu olho só piorou.

— Tô falando sério! — Ela insistiu, preocupada. — Você tem certeza que tá bem pra sair daqui?

— Tenho, só quero ir pra casa.

Ela suspirou, mas não discutiu.

O caminho até sua casa foi silencioso, pelo menos da minha parte. Luiza tagarelava sobre como BM era um completo lunático e que eu precisava me afastar dele antes que algo pior acontecesse. Eu apenas concordava com a cabeça, sem energia para argumentar.

Assim que chegamos, fui recebida por um olhar de puro desespero de minha irmã, Lâvinia, e pela mãe de Luiza, que parecia ainda mais preocupada.

— Isabel! — Lâvinia correu até mim, segurando meus ombros. — O que aconteceu com você?! Pelo amor de Deus, eu quase morri de preocupação!

— Eu tô bem, Lavi... — tentei acalmá-la, mas ela não pareceu convencida.

— Como assim bem?! Olha pra você! Seu olho tá roxo! — Ela tocou de leve no local machucado, e eu recuei com um gemido de dor.

— Ai, foi sem querer! — Ela exclamou, se culpando imediatamente.

— Menina, o que houve? — A mãe de Luiza interveio, cruzando os braços. — Eu sabia que essa história de baile ia dar ruim!

Suspirei, cansada.

— Gente, eu só... me meti onde não devia, pronto. Não foi nada de mais.

— Nada de mais?! — Luiza exclamou. — Você desmaiou, caramba!

— O quê?! — Lâvinia arregalou os olhos. — Como assim desmaiou?!

Ótimo, agora eu tinha duas pessoas me fuzilando com olhares de preocupação extrema.

— Olha, eu explico depois, tá? — Pedi, massageando as têmporas. — Agora eu só quero tomar um banho e dormir um pouco.

Elas se entreolharam, claramente não convencidas, mas decidiram me dar um descanso.

— Tá bom, mas você jura que esta bem — Lâvinia perguntou preocupada, e eu apenas assenti, indo direto para o banheiro.

A água quente caindo sobre meu corpo foi a única coisa que me fez relaxar de verdade. Mas, mesmo assim, a sensação de que aquela história estava longe de acabar não saía da minha cabeça.

DESTINO TRAÇADO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora