🎶 De braços bem abertos
Agora tudo mudou
Vou te mostrar o amor
Vou te mostrar tudo 🎶
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O jardim do internato estava irreconhecível. As árvores altas tinham pequenas luzes cintilantes penduradas, como se cada estrela tivesse descido do céu só para testemunhar aquele momento. Fileiras de cadeiras brancas estavam alinhadas, decoradas com fitas em tons delicados de azul e dourado, as cores escolhidas pelo casal. O altar improvisado diante da capela estava coberto de flores brancas e lilases, simples e puras, lembrando a vida que Anahí havia deixado ali, mas também celebrando o novo caminho que se abria.
No quarto onde se arrumava, o coração de Any parecia bater mais forte do que nunca. Seis meses depois do pedido em Cancún, lá estava ela, se olhando no no espelho vestida de noiva, quase sem acreditar que aquele dia havia chegado. O vestido de renda leve e fluida deslizava pelo corpo como se tivesse sido feito para ela desde sempre. O véu caía delicadamente sobre os ombros e nos olhos havia aquele brilho de quem carregava amor, esperança (e um segredo guardado para ser revelado no instante certo).
Maite, com um sorriso cúmplice de amiga, ajeitou o véu dela.
Maite: Você nunca esteve tão linda, Any. Sua alma transparece nesse olhar.
Dulce, de vestido lilás, rodopiou ao redor da noiva, rindo.
Dulce: Ele vai cair de joelhos de novo quando te ver! Aposto que nem vai conseguir esperar os votos para te beijar.
Angelique ajeitava os últimos detalhes do buquê de flores silvestres. Seus olhos marejados entregavam a emoção.
Angel: Quem diria que aquele internato, que parecia prisão, seria palco da maior liberdade da sua vida? O amor!
Any respirou fundo e uma onda de calor a percorreu, enquanto pensava: "Hoje não vou apenas me casar com o homem que me salvou, que me devolveu a vida e a fé. Hoje vou dar a ele o maior presente que eu poderia dar".
Ela encarava o próprio reflexo no espelho e sentia o peso doce de uma vida inteira em seus ombros. Por trás do véu e do sorriso emocionado, vinham lembranças que ardiam e acalentavam ao mesmo tempo: os pais que perdera tão cedo, a violência de Paulo, a solidão fria do internato que a aprisionou mais que protegeu, os dias em que acreditou que viver seria apenas sobreviver. Depois, a lembrança do instante em que conheceu Poncho, quando seus olhos se encontraram e ela ousou, pela primeira vez, abrir o coração para a vida. Recordou a mentira cruel de Belinda, que tentou arrancar dela aquele amor; os erros, o medo, o perdão que foi necessário para que se reconstruíssem... O tiro que quase lhe tirou o homem da sua vida ainda queimava na memória, junto com a dor insuportável da possibilidade de perdê-lo... mas também lembrava a força que nasceu dali, quando sobreviveram juntos. E agora, diante daquele vestido branco e da promessa que fariam, ela percebia que cada cicatriz a havia conduzido até aquele momento. Não existia mais passado que a prendesse, só o presente e o futuro: um amor verdadeiro, um lar, uma família e a eternidade começando no exato instante em que se tornariam marido e mulher.
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Poncho estava no jardim do colégio, andando de um lado para o outro. O terno claro lhe caía bem, mas o suor na testa e as mãos inquietas denunciavam a ansiedade que o dominava. Ele respirava fundo, tentando se acalmar, mas o coração parecia desobedecer a qualquer comando.
Foi quando ouviu uma voz atrás dele:
Ucker: Se você continuar andando assim, vai abrir um buraco no gramado do colégio das freiras, cara.
Poncho se virou e encontrou Ucker, de terno escuro e sorriso debochado. Poncho soltou um suspiro nervoso.
Poncho: Eu não consigo, Ucker. Meu coração tá disparado... parece que vou desmaiar antes mesmo dela entrar.
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Perderme en ti
FanfictionEla viveu em silêncio. Ele sobreviveu à dor. Agora, juntos, vão redescobrir o amor. Alfonso é um empresário bem-sucedido, mas carrega nos olhos o luto por sua falecida esposa. Vive cercado de luxo, mas sente-se vazio por dentro. Anahí, uma noviça de...
