Para compensar minha demora, eu mudei o que planejei para esse capítulo. Acredito que vocês vão gostar mais dessa versão. Considerem um presente de natal.
Prometo que vou tentar postar com mais frequência. Mas por ser uma parte delicada da história, é naturalmente mais demorado, já que tenho que organizar direitinho os acontecimentos. Por isso peço que tenham paciência e, não se preocupem, não vou desaparecer!! E se isso acontecer algum dia, vocês serão avisados.
Boa leitura!
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— Koldovstoretz, — disse minha mãe pela terceira vez, enquanto mexia o chá. — É assim que se pronuncia.
— Parece nome de prisão — murmurei, apoiando o queixo na mão. — E é lá que eu vou estudar agora?
— É — respondeu Catherine, sem levantar o olhar do jornal. — É um programa de treinamento. Eu e Dumbledore acertarmos os detalhes com a senhora Vetrova. Vai aprender a controlar o que há dentro de você e entender tudo.
Ela parou por um instante, mas continuou antes que eu pudesse perguntar.
— Fica em uma região montanhosa, no oeste da Rússia. O castelo é discreto, e... muito frio.
Pisquei, meio confusa.
— Ótimo. Então além de tudo, eu vou congelar.
Catherine riu baixo, um riso sem humor.
— Leve casacos grossos, esteja pronta. E não reclame do frio na frente da senhora Vetrova. Ela valoriza disciplina.
Nos dias seguintes, tentei aprender russo. Apenas tentei. A maioria das palavras parecia feita pra travar a língua de propósito.
— Zdravstvuyte — li em voz alta, encarando o livro. — Isso é um cumprimento ou uma maldição?
— É um cumprimento — respondeu minha mãe da sala ao lado. — E seria bom se você dominasse pelo menos isso.
As horas se arrastaram entre livros, café e o barulho distante da chuva. Tudo parecia meio suspenso, como se o tempo estivesse esperando algo acontecer.
Naquela noite, minha mãe voltou mais tarde para casa. Sentamos pra jantar como sempre. Mesa posta, variedades de tortas, o relógio marcando oito.
Catherine mexeu a comida no prato sem realmente comer. Os olhos não estavam ali; estavam em outro lugar, em outra preocupação.
— Mãe? — chamei, franzindo a testa. — Tudo bem?
Ela largou o talher devagar, inspirando fundo. O tipo de respiração que ela só fazia quando precisava encontrar coragem para dizer algo que não ia gostar.
— Ártemis... — começou, a voz baixa e firme. — Precisamos conversar sobre algumas mudanças de plano.
Meu estômago deu um salto incômodo.
— Mudanças como...?
Ela me encarou por longos segundos. Não era o olhar de mãe apenas. Era o olhar da bruxa que trabalhava ao lado de Dumbledore. Da mulher que tinha enfrentado coisas que eu ainda não compreendia completamente.
— A situação está ficando muito mais perigosa do que eu esperava — disse ela. — Voldemort está ganhando força. O Ministério continua negando tudo, e isso... isso está atrapalhando mais do que ajudando.
Eu fiquei imóvel. Não era exatamente uma surpresa, mas ouvir aquilo dito assim, sem filtros, congelou o ar.
— A Ordem da Fênix voltou a operar oficialmente — continuou Catherine. — Eu entro e saio de Londres todos os dias. Devia ter te avisado antes, mas achei que manter você afastada era mais seguro. Só que isso mudou.
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WICKED GAME | HERMIONE GRANGER
FanfictionÁrtemis Grindelwald, filha de Gellert Grindelwald, é temida por todos em Hogwarts, às vezes até mesmo por seus amigos. Mas existe uma pessoa que não sente nenhum pingo de medo de Ártemis. Hermione Granger. "Você vê a pessoa, mas não a enxerga de ver...
